Parada obrigatória

Você ouviu o que eu ouvi?

O que foi falado no Plenae em março

31 de Março de 2023


Você ouviu o que eu ouvi?

Nós ouvimos histórias emocionantes na décima primeira temporada do Podcast Plenae. Sim, ela chegou! Em março, iniciamos mais uma jornada de inspiração, onde a história do outro pode servir de impulso para que eu mude a minha própria história. 

Nesse mês, tivemos o relato da maternidade que trouxe um novo propósito para Carola Videira; da força mental que Roman Romancini teve que ter para escalar a maior montanha do mundo mesmo diante de tantas adversidades; do processo de reconhecimento do próprio corpo que Pedro Pimenta enfrentou; e das pequenas mudanças que geram grandes resultados que Daniela Lerario nos ensinou. 

Mas nem só de podcast vive o Plenae! Confira outros assuntos que passaram por aqui.


Parece, mas não é
Há muita confusão e até algumas mentiras envolvidas quando o assunto é candomblé e umbanda. Apesar de terem algumas semelhanças, as duas crenças vieram de lugares diferentes e possuem suas próprias celebrações e características particulares. Vem desmistificar mais esse conceito junto com a gente.


ZZzzzZ
Sono é um assunto constante por aqui. Isso porque essa atividade, que deveria ser automática e fisiológica para todos, nem sempre é assim. Muitos enfrentam dificuldades na hora de deitar e descansar e sentem os efeitos dessa falta no dia a dia. Separamos dicas de ouro neste artigo para você conseguir dormir mais fácil!



Os ensinamentos de Simone de Beauvoir
O que a filósofa feminista e uma criança de 6 anos têm em comum? Ambas apareceram por aqui, na nossa crônica em homenagem ao Dia das Mulheres. Afinal, não se nasce mulher, torna-se. E isso não tem a ver com o sexo biológico, mas sim, sobre o entendimento do que é ser mulher. Venha refletir com a gente!


Pequenos passos, grandes mudanças
Seja a mudança que você quer ver no mundo. Essa frase de Mahatma Gandhi deve nortear os nossos dias. Neste artigo, separamos dicas para ser mais inclusivo nos seus dias, inspirados pelo episódio de Carola Videira. Você pode colocar em prática a qualquer momento e tornar o mundo um lugar melhor para o outro! 



Malhe sua mente
É isso mesmo que você leu: mais do que malhar os seus músculos, você precisa malhar a sua mente. Para isso, não será necessário pesos ou cordas, mas sim, muita disposição para exercitar suas emoções e fortalecer sua saúde mental. Nos inspiramos no relato de Roman Romancini. Não entendeu nada? Clique aqui!


Os caminhos pós-amputação
Apesar de extremamente desafiadora, existe vida pós-amputação. Inspirados no episódio de Pedro Pimenta, fomos entender um pouco mais sobre as batalhas emocionais, fisiológicas e até legais que uma pessoa que tem um membro amputado precisa passar. Lembre-se: cada experiência é única e individual.



Ciência alucinada
E o Tema da Vez de março trouxe um tema que precisa ser falado sem tabus: os benefícios medicinais das substâncias psicoativas, também conhecidas como “alucinógenos”. Esqueça seus preconceitos e venha ler com profundidade a verdadeira revolução científica que está acontecendo diante dos nossos olhos!



No outono é sempre igual…
…As folhas caem no quintal! A estação mais poética do ano chegou e ganhou uma crônica por aqui. Inspire-se nas árvores, que se renovam nesses três meses, e renove-se você também. É no mês de março que os planos começam a entrar em ação e o ano toma mais fôlego, com os últimos resquícios solares. Venha ler!
Nos vemos em abril com mais histórias para serem contadas no final da décima primeira temporada do Podcast Plenae e muitos outros conteúdos que buscam, acima de tudo, trazer atalhos para uma vida com mais qualidade. Até breve!

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#PlenaeApresenta Caio Bonfim e a marcha olímpica de toda uma vida

O sexto episódio da décima sétima temporada fala sobre o esporte, mas principalmente, sobre o esportista e as suas batalhas para além da linha de chegada.

11 de Novembro de 2024



Qual é o segredo de um atleta olímpico? O que precede o pódium? Representando o pilar Corpo e encerrando a décima sétima temporada do Podcast Plenae, conhecemos mais a fundo a história do atleta de marcha olímpica, Caio Bonfim, que contrariou muitas expectativas sobre ele e foi além das limitações que ousaram tentar impedi-lo de chegar onde ele chegou. 

Ao longo desse episódio, mergulhamos na infância do atleta e vamos além: o esporte, para Caio, já estava em sua vida antes mesmo que ele tivesse uma vida, pois ele herdou essa paixão do seu pai, educador físico e amante do atletismo. Como nada na vida é por acaso, foi essa paixão que o levou a conhecer a mãe de Caio e tudo que se deu de forma cíclica e mágica no decorrer dessa trajetória. 

“Meu pai era professor de educação física e se apaixonou pelo atletismo ainda na faculdade. Ele tinha o sonho de ser professor, e aí ele passou num concurso pra dar aula num colégio público em Brasília. Ele introduziu o atletismo nessa escola e formou um grupo de atletas, de onde saíram três campeões sul-americanos e duas atletas olímpicas. Nesse grupo estava a minha mãe”, conta.

Os dois se apaixonaram, se casaram e fundaram aquilo que seria a materialização dos seus sonhos, propósitos e objetivo comum de vida: um clube chamado Caso: Centro de Atletismo de Sobradinho. Sobradinho, aliás, foi a cidade onde o casal formou família e onde Caio nasceu. Esse nascimento, apesar de um acontecimento feliz e esperado na vida do casal, mudou o curso de carreira da sua mãe, que até então era especialista em provas de 10 mil km. 

Mas o tempo sem treinar e as modificações físicas de seu corpo fizeram com que seu marido, pai de Caio, a convencesse a trocar de modalidade para conseguir participar do campeonato. Foi quando a marcha olímpica entrou de fato na vida dessa família. “A minha mãe foi super bem, e meu pai incentivou ela a continuar na marcha. Ela começou a treinar, se dedicar e foi oito vezes campeã brasileira, campeã ibero-americana e campeã sul-americana. A primeira brasileira a ganhar uma medalha internacional na marcha atlética feminina”, relembra. 

Caio cresceu assistindo a mãe brilhar nessa modalidade tão desconhecida em nosso país e isso seria um bônus para ele no futuro. “Eu não sei qual foi o dia em que eu aprendi a marchar. Aconteceu naturalmente. A nossa casa respirava atletismo e marcha atlética. Eu cresci acompanhando a rotina de treinos da minha mãe e as viagens dela”.

Só que se dependesse de sua saúde na infância, ele não teria seguido os passos da mãe ou qualquer outro passo de esporte na vida. Isso porque, com apenas 7 meses de vida, o pequeno Caio teve uma meningite tão grave que seus pais não sabiam nem se ele sairia do hospital com vida.

Depois, com 1 ano e 2 meses, ele começou a andar e, em poucas semanas, suas pernas entortaram. “Os médicos não sabiam o porquê, mas as minhas pernas ficaram bem arqueadas pra fora, como se fosse um alicate. Eu fui operado e fiquei dois meses de gesso, a ideia era corrigir o problema daquele momento, mas os médicos alertaram que elas entortariam novamente à medida que eu crescesse. Só que, em mais um mistério que a medicina não explica, as minhas pernas nunca mais deram problema”, conta. 

Com o incentivo em casa e as condições agora perfeitas, Caio passou a praticar esporte e, como grande parte dos meninos, ele começou a jogar bola e ia bem no esporte, mas sobretudo pela sua velocidade, característica importante para a posição que ocupava: lateral. Aos 15 anos, seu pai começou a incentivar que, em paralelo ao futebol, ele se aproximasse também da marcha atlética. 

E foi um sucesso, mesmo com pouco treinamento, ele já entregou um ótimo resultado de imediato, no seu primeiro final de semana de competição. Aos poucos, ele foi se dedicando mais e mais a essa prática que só parecia comum no seu seio familiar. E, com essa dedicação, vieram os novos sofrimentos. Os treinos nas ruas exigiam uma dose redobrada de paciência não só pela exigência física que a marcha exige, mas pelo preconceito dos outros. 

“Na rua, o que eu mais ouvia era: “viado”, “vai trabalhar vagabundo”, “para de rebolar”, “vira homem”. Pras mulheres os xingamentos eram ainda mais fortes. Isso quando os motoristas não jogavam o carro na nossa direção, e a gente era obrigado a pular pro meio-fio. Agora, imagina você cansado, com sede, debaixo do sol quente e tendo que aguentar isso todos os dias? Eu não tô exagerando. Eram todos os dias”, relembra.

Foi longo o caminho para que as buzinas mudassem de reprovação para incentivo, como as que ele encontra hoje, depois de brilhar com a medalha de prata nas Olimpíadas de Paris em 2024. Mas, para conhecer essa parte da história, das ruas ao pódio, te convidamos a ouvir o episódio completo, disponível aqui no site ou em plenae.com. Aperte o play e inspire-se!


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