#PlenaeApresenta: Carlinhos de Jesus e a autoaceitação como caminho

O Plenae Apresenta a história do dançarino Carlinhos de Jesus, participante da nona temporada do Podcast Plenae!

15 de Agosto de 2022



Você se orgulha das suas marcas? O dançarino Carlinhos de Jesus sim. Mas essa aceitação veio com a maturidade, depois de anos tentando vencer o invencível: o vitiligo. No primeiro episódio da nona temporada do Podcast Plenae, tivemos uma aula sobre corpo, ou melhor, sobre a aceitação do mesmo.

Portador de uma síndrome rara chamada vogt-koyanagi-harada, o artista viu primeiro sua visão perder força, logo ele, que precisava tanto enxergar o palco para assim acertar seus passos de dança diante de uma plateia. “Eu dava muitas topadas na rua, porque não enxergava os obstáculos na minha frente. A minha visão de perto também foi afetada. O grau ia aumentando rapidamente e eu comprava aqueles óculos de camelô pra ler. Quando eu precisei pegar uma lupa para ler um texto, eu percebi que estava com um problema”, relembra.

Muitas e muitas idas ao oftalmologista, sem nenhum diagnóstico cravado ou problema resolvido. Nessa altura, Carlinhos já desenvolvia técnicas como medir o palco antes de entrar para saber quantos passos poderia dar para cada lado sem cair ou topar em algo.

Foi quando, em uma viagem para Cuba em uma consulta arranjada, ele descobriu o nome do que tinha e recebeu duas notícias, uma boa e uma ruim. A boa é que essa síndrome iria passar com o tempo, sobretudo depois dos 50 anos - e de fato, melhorou muito hoje aos 69.

A ruim é que ela poderia causar vitiligo, uma doença autoimune dermatológica que tem como sintoma a perda de melanina em algumas partes do corpo, causando manchinhas brancas que podem se estender ao longo da vida. Manchinhas essas que Carlinhos já tinha notado em diferentes partes do corpo, mas não tinha dado muita atenção.

“Realmente tinham aparecido umas manchas brancas nas minhas mãos, no pescoço, no rosto, na virilha. Eu moro em Copacabana. Atravesso a rua e chego no mar. Então, a minha primeira suspeita era uma coisa chamada pano branco, uma micose comum de praia. Eu procurei alguns dermatologistas, passei umas pomadas, mas não adiantou. Alguns médicos tinham apontado que podia ser vitiligo, mas ninguém bateu o martelo, até o doutor Hilton Rocha descobrir o que eu tinha”, conta. 

O mais curioso é que o vitiligo pode se agravar conforme as emoções daquele indivíduo, ou seja, se ficar nervoso ou triste, elas podem piorar. “Como eu levo uma vida muito agitada, com vários momentos de estresse, a pele marca essas passagens. Cada nuvem estampada no meu corpo traz a lembrança de um trabalho que eu fiz. Uma é da coreografia que eu criei pra Comissão de Frente da Mangueira em 98. Outra da Comissão de Frente de 99. Tem uma da primeira vez em que eu subi no palco com a Marília Pêra. E por aí vai”, pontua. 

Foi depois de confidenciar a dois amigos próximos a sua condição que ele percebeu que não há nada de errado com ela. Era preciso aceitar algo que não teria cura e mais, algo que fazia parte da sua história e de quem ele era. “Eu escondia tanto a doença, que eu escrevi um livro sobre a minha vida e nem citei o vitiligo. Não era tanto por mim, mas porque eu me preocupava com a opinião alheia. Eu tinha medo das pessoas acharem que era algo contagioso. Ou que me vissem como um relaxado que não se cuidava e pegou micose”, desabafa. 

Hoje, Carlinhos responde cada vez menos às críticas e exibe suas “nuvens”, como ele apelidou suas manchinhas por aí, sem medo de ser feliz e servindo de inspiração para tantas outras pessoas portadoras de “nuvens” também. “Eu fui entendendo que o preconceito tá nos olhos de quem vê. É do outro, não é meu. Ah, você está olhando pra minha mancha? Eu tô olhando o seu desrespeito. E da mesma maneira que eu rejeito o olhar de julgamento, eu também não quero um olhar de piedade. Eu não sou um coitado. Eu tô trabalhando, tô vivendo, tô respirando, tô amando. Eu só quero ser visto como eu sou, com naturalidade”, diz.

Para ele, ter manchas é tão parte de seu corpo quanto ter braços, bigode e olhos. E é com essa naturalidade e alegria que ele encara o que, para muitos, pode afetar seriamente a autoestima. Um show de inspiração Ouça agora este lindo relato na sua plataforma de streaming favorita ou apertando o play por aqui mesmo. 

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Parada obrigatória

#PlenaeApresenta: em casa com os Gil

Celebrando os 80 anos do patriarca da família, os Gil entram em turnê com direito a série gravada nos bastidores

3 de Julho de 2022


Que a família Gil é uma inspiração para o Plenae, isso não é nenhum segredo. Mais do que uma família de artistas sensíveis, Gilberto Gil é a prova de que é possível partilhar sonhos e projetos diferentes com os seus familiares. Contamos aqui neste artigo como todos juntos podem influenciar um pouco de cada um dos nossos pilares. 


Agora, voltamos a falar da família Gil por um motivo nobre: eles entrarão em turnê internacional, todos juntos pela primeira vez, chamado “Nós, Gente”. O acontecimento se dá bem próximo do aniversário de 80 do Gilberto Gil, o grande patriarca de todos. Foi dia 26 de junho que o artista, ovacionado nacionalmente, completou 8 décadas de vida e celebração.


A preparação para se lançarem aos palcos por todo o mundo foi registrada e virou documentário, disponível na Amazon Prime Video. “Em casa com os Gil” foi gravada na casa da família em Araras, região serrana do Rio de Janeiro, com direção de Andrucha Waddington, Pedro Waddington e Rebeca Diniz. 


O roteiro é de Hermano Vianna e a produção executiva é novamente de Andrucha, ao lado de Renata Brandão e Ramona Bakker. A equipe acompanhou os 27 familiares durante 15 dias. No doc-reality, iremos encontrar desde cenas comuns como as refeições em família, os ensaios e até episódios mais íntimos, como momentos de lembranças familiares.


“A gente acabou conseguindo fazer uma polaroid muito poderosa desse momento, retratando uma família que vai fazer o mundo pensar sobre o que é uma família”, diz Andrucha Waddington à Revista Gama. A ideia dessa excursão partiu da cantora Preta Gil, durante um dos períodos de isolamento da pandemia, em Petrópolis.


Esse momento de introspecção também estará nos registros, fazendo da série um documento completo que explora as alegrias da família, mas também as tristezas. “A gente tem nossos conflitos e questões, e eles são absolutamente naturais, discutidos na intimidade da família. O que cada um da sua geração passou, com relação a alguns preconceitos e opressões… Muita gente pode se identificar com a nossa história“, diz Preta, também à Gama.


Esse foi o segundo desafio que a família enfrentou: encontrar um tom que funcionasse para todos os integrantes e que entregasse um resultado bom para o público, com uma equipe grande envolvida. E isso inclui a participação dos pequenos integrantes da família, a geração mais jovem que vem para contribuir e ensinar da mesma maneira que os mais velhos. 


A primeira temporada do “Em casa com os Gil” já está disponível no Amazon Prime Video exclusivamente para assinantes e conta com cinco episódios iniciais. Aperte o play e inspire-se! 

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