Na décima quarta temporada do Podcast Plenae, conhecemos os aprendizados que uma experiência de quase morte traz em Espírito.
27 de Novembro de 2023
A compreensão do que é sagrado é tão subjetiva que
diferentes narrativas acerca do tema surgem através dos séculos: é o que
chamamos de religião. Mas, ultrapassando qualquer literatura do assunto, as
experiências individuais são intransponíveis e potentes de uma forma que
nenhuma história poderia ousar ser.
E é sobre isso que iremos refletir ao longo do terceiro episódio da décima
quarta temporada do Podcast Plenae. Representando o pilar Espírito, Aline
Borges começa o seu relato com descrições precisas do que viria a ser os
primeiros sintomas da Síndrome Guillain-Barré, uma condição rara, mas
extremamente súbita e severa.
Mal-estar, dormência e um desmaio: depois de idas e vindas do hospital e alguns
diagnósticos errados, Aline entrou em coma e só acordou 12 dias depois. “A
primeira coisa que eu pensei, foi: “Eu
não morri”. Eu tentei me mexer e não consegui. O suor escorria de tanto esforço
que eu fazia pra mover qualquer parte do corpo. Não mexia nada, nem um dedo. Aí
que eu fui começando a me situar”, relembra.
“A síndrome de Guillain-Barré não afetou a minha mente. Eu não conseguia me
mexer, mas a cabeça não parava um minuto. Eu sou agitada, faladeira, tô sempre
em movimento. E, de repente, tava presa no meu próprio corpo. Foi a maior sensação
de impotência que eu já senti na vida. Eu me sentia refém de mim mesma! O que
me ajudou nessa hora foi a fé. Se eu não acreditasse em Deus, eu acho que eu
tinha pirado. A oração é a arma mais poderosa que a gente tem, e ela é de graça.
Eu orava muito”, conta.
Uma vez cravado o diagnóstico, começaram os procedimentos para que ela pudesse
ter alta. O que ela não poderia prever é que, em um desses momentos, seu
coração pararia por pouco mais de um minuto contados no relógio, mas uma
eternidade diante da experiência que ela viveu: a experiência de quase morte,
ou EQM, como é conhecida.
Você aprende com as dificuldades da sua vida? José Papa Neto conta, no Podcast Plenae, como sua vida mudou e como ele cresceu com essas mudanças
28 de Setembro de 2020
Como os piores momentos de nossas vidas podem aflorar o que temos de melhor? O publicitário José Papa Neto, terceiro convidado da segunda temporada do Podcast Plenae - Histórias Para Refletir, pode explicar.
Representando o pilar Mente, Papa Neto narra toda a sua trajetória de vida, repleta de altos e baixos, e como os momentos mais baixos foram cruciais para a sua evolução e seu autoconhecimento.
Neto de imigrante, ele viu ainda muito jovem todo o império construído pela sua família nas últimas décadas ruir. Com a falência veio junto também os problemas familiares e a sua necessidade de trilhar um caminho que fosse só seu.
“Precisei me rever do ponto de vista do que queria ser e do que queria fazer. Quando tive que correr atrás de tudo para sobreviver, percebi a amplitude que essa vivência dá, e me tornei muito mais consciente do que é essa vida real” conta Papa Neto.
E é justamente ali que a sua jornada de sucesso na carreira publicitária começa. “Minha cabeça começou a se abrir para um processo de transformação que seria fundamental para mim.”
Grandes agências, renomadas contas e até o posto de primeiro brasileiro no diretório do prêmio mais importante da sua área, o Cannes. Papa Neto chegou onde poucos chegaram, sempre movido pelo que lhe fazia sentir vivo.
Mas a vida muda, e traz consigo novos desafios. “Para mim, a vida é como uma maratona, são várias linhas de chegada o tempo inteiro e diversos turning points . Para não ficar cansativa essa corrida, a gente precisa ter a consciência de que é importante sempre reciclarmos nossos objetivos.”
O empresário começa então a enfrentar a sua maratona pessoal mais desafiadora até então: após uma dor de cabeça seguida de um desmaio, veio o trauma craniano, que lhe demandou 4 cirurgias, duas em solo brasileiro e duas em solo londrino. Suas diversas passagens pela UTI e uma ameaça de morte iminente pairando no ar só serviram para lhe abrir ainda mais os olhos.
“Era inevitável ver a minha vida se transformar completamente, ainda mais com tudo que eu já sentia antes. Neste momento mais complexo, que podia ser o meu último, sentia o tempo todo que precisava conectar minha mente e meu coração. São nesses momentos extremos que a gente reconhece o que nos faz humanos, a nossa essência.”
Confira o relato na íntegra dessa incrível história no terceiro episódio da segunda temporada do Podcast Plenae - Histórias Para Refletir, disponível no seu streaming de preferência.
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