Parada obrigatória

Negociações, lar e narrativas

O que foi falado no Plenae em março

31 de Março de 2021


São tempos de convivência extrema entre pais e filhos. Como conseguir manter uma boa relação com suas crianças e adolescentes e fazer com que a paz reine em casa em meio ao caos? É o que buscamos responder ouvindo o outro lado dessa moeda, na entrevista com o adolescente e palestrante Leonardo Blagevitch.
 
Para ele, ter crescido em um ambiente de acolhimento dos erros, compaixão, empatia e incentivo o afetou positivamente, e é preciso que os pais busquem ser exemplo e evitem excesso de nãos, assim como os filhos necessitam dialogar mais, serem mais disponíveis e saberem negociar.
E falando em negociar, entre reuniões de trabalho no zoom e questionamentos de até onde vai a nossa liberdade em um cenário tão inédito, há um fato que une todos esses acontecimentos: estamos a todo o tempo negociando, seja com os outros, seja com nós mesmos.

Na palestra do acadêmico, antropólogo e especialista em negociação, William Ury, concedida no evento Plenae em maio de 2017, o especialista pretende, através de três passos simples, te ajudar a negociar melhor: é preciso ser honesto com suas vontades, ouvir verdadeiramente o outro e enxergar além do problema.

É preciso ainda buscar novas soluções para velhos problemas. Além de William Ury, outro especialista que vem se dedicando a ajudar o próximo é o neurologista Pedro Schestatsky. Autor do livro “Medicina do Amanhã”, o médico propõe em sua obra 5 "P 's" que a medicina deveria seguir para resgatar velhos valores e se tornar mais humana e próxima ao paciente.

Ainda no mesmo livro, ele também traz o conceito da fórmula MAP, cujo objetivo é fazer com que você, leitor, trabalhe o Movimento, o Alimento e o Pensamento. Para que isso aconteça, ele determina alguns passos simples que prometem trazer o tão almejado equilíbrio para sua vida, e o melhor: de forma simples e acessível!

Por fim, em meio a tantas incertezas, uma certeza: o Podcast Plenae - Histórias Para Refletir, vai novamente te proporcionar mergulhos internos intensos e enriquecedores.

Disponível na sua plataforma de streaming e também no nosso site, a quarta temporada traz novos seis relatos de novos seis participantes, cada um representando um de nossos pilares.

São seis novas oportunidades de refletir com narrativas emocionantes! Fique de olho: toda semana, ao longo do mês de abril, você confere mais novos episódios. Aperte o play e inspire-se!

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#PlenaeApresenta Luciane Zaimoski e a depressão dentro do lar

Na décima quarta temporada do Podcast Plenae, conhecemos o que veio depois da tempestade em Mente.

13 de Novembro de 2023



O que de pior pode acontecer para uma mãe? A maioria das pessoas pensará imediatamente “a morte de um filho”. De fato, esse é um dos medos mais antigos e avassaladores da parentalidade. E é um medo que, para Luciane Zaimoski, infelizmente se concretizou.

Mãe de três filhos, ela sempre viu em seu filho do meio, Samuel, um talento nato a ser desenvolvido. Suas habilidades e inteligência eram notados também na escola, ainda muito novinho. “No primeiro ano dele na creche, ele desenhava tão bem e aprendia tão rápido, que as professoras falavam assim: “Nossa, quando ele for pra educação infantil, vai ter que fazer uma avaliação. Ele provavelmente vai passar na frente das outras crianças”. Elas achavam que ele era superdotado. Dali pra frente, o Samuel sempre foi considerado o melhor aluno da sala”, conta Luciane.

Suas habilidades sociais, porém, eram mais tímidas. Não era popular, mas tinha seus amigos mais chegados. Essa característica só se tornou um problema na adolescência, quando Samuel não parecia acompanhar o ritmo dos outros ao seu redor. “
Naquela idade em que os jovens começam a sair, namorar, festinhas, ele fez o movimento inverso. Ficou mais caseiro do que já era. Eu estranhei, mas achei que fosse pelo jeito tímido dele. O Samuel era doce, sensível… e fechado”, relembra a mãe.

Ali era o começo do que viria a ser uma longa jornada. Luciane parecia ver o que ninguém mais via. Além da queda drástica das notas de um aluno que sempre fora destaque, havia algo a mais: as expressões artísticas de Samuel – seus desenhos – se tornaram sombrios e o menino tímido deu lugar a um menino inacessível, algo que fugia da vergonha habitual. Em todas as suas tentativas de acessá-lo ou contar com a ajuda da escola, ela enfrentava mais negativas e isolamento.

Apesar da terapia e das visitas ao psiquiatra, o que já não estava bom piorou com a pandemia. Tema sempre rodeado de tabus, a depressão entrou para o vocabulário da família Zaimoski, que tratou do assunto sem menosprezá-lo e com a seriedade que merece, mas nem mesmo essas ferramentas foram capazes de conter o que viria a seguir.

Internações, diagnósticos equivocados, melhoras e recaídas: a jornada de Samuel e Luciane diante do mal do século, que atinge diferentes idades e não vê credo ou cor, é uma história que fará todos os nossos ouvintes refletirem em suas próprias vidas. Respire fundo e encare de frente o assunto - esses próximos minutos podem ser valiosos. Aperte o play e inspire-se!  

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