Entrevista com

Luciana Giannella e Eva Bichucher

Sócias-fundadoras da IT brands

Moda e planeta: o que eles têm a ver?

Conversamos com as sócias da IT Brands, empresa que tem como propósito trazer o consumo sob uma perspectiva mais responsável

22 de Julho de 2021



Segundo artigo publicado no jornal Mercado e Consumo , a pesquisa “Shopping During The Pandemic”, realizada pela Ipsos com entrevistados de 28 países, revelou que 47% dos brasileiros têm feito mais compras online do que faziam antes da pandemia de Covid-19. No mundo todo, o índice é de 43%.

Porém, uma outra pesquisa - essa, realizada pelo Instituto Akatu e publicada no G1 , apontou que 76% dos 1.090 entrevistados – homens e mulheres com mais de 16 anos – não praticam o consumo consciente. “Entre os mais conscientes, 24% têm mais de 65 anos, 52% são da classe AB e 40% possuem ensino superior”, revelam os dados.

Aqui no Plenae, já conversamos com a jornalista Michelle Prazeres , que nos contou mais sobre o movimento slow , sua origem e seus desdobramentos, e como é urgente desacelerarmos em uma sociedade que nos obriga a acelerar - incluindo nosso volume de compras.

João Galvão Ceridono, gestor de parcerias na Quintessa , concorda com a afirmação, e disse em entrevista ao Plenae que “depois que você é picado pelo bichinho de sustentabilidade e de impacto, de pensar em como suas ações estão refletindo nas outras pessoas e no ambiente, você passa a ver tudo por essa lente”, e isso passa a ser “um estilo de vida, não é só dentro do trabalho, envolve o seu consumo, seus investimentos e até a sua locomoção”.

Pensando nisso, entrevistamos as sócias-fundadoras da It Brands , Luciana Giannella e Eva Bichucher, uma empresa que tem como lema propor “um novo olhar sobre o consumir”. Confira a seguir!

Contem mais um pouco sobre o trabalho da It brands 

Eva: O IT brands existe há 7 anos e nosso propósito sempre foi apresentar marcas autorais, pequenos produtores mais exclusivos aos nossos clientes. Começamos muito no setor de moda e fomos ampliando para artesãos de casa, alimentação e também do mercado de bem-estar. Dentro dos nossos eventos, onde apresentamos toda essa curadoria, às vezes temos marcas mais fortalecidas e famosas, mas mesmo elas têm esse compromisso de estarem alinhadas com a sustentabilidade, seja usando um tecido sustentável, reciclando ou sendo veganas. 
Luciana: Nascemos com os eventos, promover essas feiras de curadoria era o principal negócio. Eles são sempre grandes e duram 2 dias. Só em São Paulo, já realizamos 25 eventos, é o nosso principal lugar de atuação. Hoje, nos definimos como uma plataforma de lifestyle que integra conhecimento, mente, corpo, e até espírito, que é onde temos o wellness muito forte.

Como a moda circular e o slow fashion se relacionam com a IT brands? 
Luciana: O movimento tem total sinergia com a nossa filosofia, faz parte do nosso estilo de vida e a primeira coisa, quando falamos em sustentabilidade, é que a gente promove marcas que produzem em poucas quantidades. Isso promove a exclusividade, o oposto dessa produção em massa que a gente vê, e isso por si só já produz impacto positivo para o planeta. Além disso, toda sua cadeia é mais responsável, com uma reciclagem de tecidos, por exemplo. 
Eva: quando a IT brands nasceu, a gente nem tinha essa consciência tão grande do slow fashion como temos hoje, enquanto movimento sólido, era uma coisa mais intuitiva. Nosso propósito sempre foi ter um público mais nichado que antes era super consumidor e nós fomos desconstruindo aos poucos, trazendo novas possibilidades. Nem todas as marcas que estão com a gente são atreladas ao slow fashion , mas a gente consegue trazer sempre nomes com princípios. 
Luciana: E aí tem os desdobramentos, algumas estão fortemente atuando no slow fashion , no slow food , no feito a mão. São etapas, temos uma curadoria bem grande, são 250 marcas e procuramos ser sempre bem criteriosas dentro dos nossos segmentos. 

Para vocês, qual é a importância de um consumo mais responsável? 
Eva: o que a gente vive hoje não é mais uma escolha, todos temos que ser responsáveis. Acho que é basicamente isso: você ser e pensar como o produto é feito e o impacto que ele gera, como você consome, saber mais do seu processo é algo que tem que ser automático, incorporado em nossas vidas. 
Luciana: nós vivemos um momento planetário que já não é mais uma escolha mesmo, é um chamado. O planeta não sustenta mais alguns comportamentos, então já é um caminho sem volta, o futuro é esse e a pandemia deixou isso ainda mais claro. Existe uma expressão em inglês que chama “wake up call” (chamado para acordar, em tradução livre), que traduz bem. 
Eva: antes, quando víamos algo e achávamos barato, era um ganho. Hoje você se pergunta: por que é tão barato? Por que tem tanto? Vale a pena essa compra? Você fica muito mais feliz de consumir uma coisa que tem um propósito maior. 
Luciana: a gente também acha que o próprio valor é sustentabilidade. Quando o valor é completamente desproporcional ao custo, a gente presta muita atenção. Uma coisa é quando o produto é exclusivo, que pressupõe um preço mais alto, feito a mão, que tem um processo de produção mais específico por trás e que acaba impactando no valor. Mas esse preço tem que ser proporcional à sua entrega.

Quais são os primeiros passos para quem busca colocar essas ideologias em prática? 
Luciana: o primeiro passo é, de fato, entender o que ele tem em casa faz sentido manter ou doar. Um dos nossos braços é o “give away, ” (dar, em tradução livre). Trata-se da venda de peças doadas, em bom estado, muitas vezes novas, e a gente propõe esse reuso. O próprio Terceiro Setor faz muito esse trabalho de receber e encaminhar doações. O segundo passo é buscar conhecimento e entender como esse produto foi feito, o que está por trás dessa marca que você gosta tanto, como ela produz, qual é a procedência, quais são as costureiras envolvidas, se é uma cooperativa ou se está ajudando alguma comunidade. 
Eva: hoje, com esse acesso amplo que temos a informações, temos que pesquisar mais sobre os impactos, como ler o rótulo de tudo. Isso automaticamente já vai impactando nas suas escolhas, é natural e inconscientemente ir fazendo escolhas melhores, até no seu mercado, sua comida, passa a comprar mais no seu bairro e se interessar pela história daquele produto.

Como reconhecer uma marca responsável nesse segmento? 
Eva: acho que não tem um segredo só, vai muito da comunicação dessa marca também. Claro que tem marcas que só de entrar na loja você já percebe ou lê na etiqueta que o tecido é sustentável ou que uma porcentagem da renda é revertida, por exemplo. Ou quando você vai em um evento tipo a nossa feira, já fica muito mais óbvio, porque todo mundo ali é engajado. Em shopping, acho que realmente uma bandeira que eles poderiam ter era comunicar mais mesmo, e aí não tem outra maneira, vai do consumidor pesquisar.

Quais são as pessoas referências para vocês? 
Eva: há várias marcas que nos inspiram e fazem esse trabalho. Mas se existe alguém que a gente se inspira é a Gwyneth Paltrow, da plataforma Goop Lab . Ela é um modelo de inspiração no discurso, no jeito como apresenta sua curadoria que é impecável. É muito como a gente busca fazer, não perdemos nada desse assunto quando ela traz, já fomos visitar as lojas.

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Parada obrigatória

Os primeiros mergulhos do ano

O que foi falado no Plenae em janeiro

1 de Fevereiro de 2024


Os primeiros mergulhos do ano
Os primeiros mergulhos do ano
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Por aqui, passaram temas como saúde mental, reconexão com os filhos, como colocar suas metas em prática e muito mais! Já estamos prontos para receber o mês da folia, que é fevereiro, e com um spoiler muito especial: já estamos preparando a próxima temporada do Podcast Plenae!  
Aperte o pause 
Sempre sugerimos “aperte o play” por aqui, seja em um novo episódio do Podcast Plenae ou em algum plano que pode estar só esperando o chute inicial. Mas, às vezes, tudo o que precisamos é de um pause. Como saber quando o seu cérebro está pedindo por essa pausa? Te contamos por aqui os sinais de alerta! 
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Para além do meme “qual personalidade vou escolher para essa situação”, há um estudo científico que diz: há personalidades que realmente podem te ajudar. Mas no quê, exatamente? E quais são elas? São cinco, para sermos mais exatos, e em algum nível, elas podem ser “forçadas” para acontecer. Entenda mais sobre o tema!   
Hablou! 
É preciso falar sobre saúde mental - isso já é um fato consumado. Mas, mais ainda, falar com as novas gerações. Os jovens atuais vivem uma situação sem precedentes: nasceram e cresceram diante de telas, que já sabemos ser potencialmente prejudiciais para as emoções. Como acessá-los então? Veja mais! 
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… Que o melhor lugar do mundo é aqui e agora. Quando pensamos em gratidão, costumamos pensar grande e nos esquecemos de olhar para o que verdadeiramente compõe os nossos dias: as miudezas. No dia da gratidão, pensamos sobre a atitude que é ser grato perante a vida sempre. Inspire-se! 
Comer para viver 
E não viver para comer. Esse deve ser o lema que norteia a nossa alimentação: ingerir aquilo que é de verdade e até nos sentirmos satisfeitos. Mas, para algumas pessoas, isso pode ser tarefa difícil, pois sofrem da chamada compulsão alimentar. Conversamos com um especialista para entender os sinais e o que fazer a respeito! 
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A sensação de dar um check satisfatório em uma meta é indescritível, mas o caminho até lá pode ser tortuoso. Nesse começo de ano, conversamos com uma neurocientista para entender melhor como traçar metas possíveis e, assim, realizá-las antes do ano acabar. É melhor começar ainda em janeiro! 
Recalculando a rota 
E pensando nas metas, é impossível não falar deles: os hábitos! Como mudá-los? Por que isso é importante? Separamos seis dicas baseadas em conteúdos anteriores que já rolaram aqui pelo Plenae, mas que valem a pena serem revividos. Afinal, é sempre tempo de buscar sermos a nossa melhor versão.  
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Você já esqueceu o que estava falando ou teve dificuldade para lembrar o nome daquele ator? Isso é normal, afinal, o nosso cérebro não dá conta de armazenar a quantidade massiva de informações que trazemos para ele todos os dias. Mas quando o nosso esquecimento se torna preocupante? Te contamos aqui! 
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Estica e sua. Para na pose enquanto transpira. Foco e concentração com os aquecedores ligados: esse é o hot yoga, o exercício queridinho do momento. Conversamos com uma praticante e dois instrutores diferentes para entender qual é a diferença dessa modalidade e seus benefícios específicos!
 
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Um mês já se passou e dois meses estão por vir, preenchidos com dias quentes e chuvas fortes - nada morno, nada pouco, pois é a intensidade que rege essa estação. Estamos falando do verão, que desagrada alguns e encanta outros, mas que jamais passa despercebido. Inspire-se com a nossa crônica temática! 
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A parentalidade é recheada de momentos lindos e boas memórias. Mas os desafios, é claro, são igualmente presentes. Pais e mães, todos os dias, passam por situações que geram ruídos na comunicação e criam rusgas na relação. Esses afastamentos, apesar de normais, têm solução - e te trouxemos dicas aqui.  
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A religião evangélica mora no imaginário popular de muitos como seguidores fervorosos e, porque não, mais velhos. Mas, há uma nova leva de jovens que têm buscado se atrelar ao dogma, deixando antigos preconceitos no lugar onde eles pertencem: no passado. Conheça mais desse movimento aqui
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Pode vir carnaval, um pouco mais de verão e um mês sazonalmente mais longo: estamos preparados para te receber, fevereiro, e como sempre, com conteúdos cujo objetivo é sempre nos levar adiante, para um lugar individual maior e melhor. Nos vemos por lá? 

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