Parada obrigatória
O que foi falado no Plenae em abril
2 de Maio de 2023
Nós sabemos: esse título é provocador e pode mexer em algumas caixinhas internas suas. Mas acredite, Relações é um pilar tão importante quanto qualquer outro e demanda trabalho e empenho. Para manter os laços apertados, é preciso reajustá-los o tempo todo. Seja a sua relação com o próprio corpo, com os seus familiares, com a sua mente e sua alimentação, com a sua religião e até suas diferentes formas de demonstrar apego.
Em abril, também tivemos os últimos dois episódios da décima primeira temporada do Podcast Plenae. Em Relações (olha ela de novo!), conhecemos a história de Adriana e Giovanna mergulhamos nessa maternidade não tão convencional para nos lembrar, mais uma vez, que os desafios de uma mãe são vários - e os de uma filha também.
Também relembramos a máxima de que o sucesso é bom, mas ele não pode ser tudo junto com o publicitário Nizan Guanaes, que descobriu isso na prática. No último episódio, representando o pilar Espírito, conhecemos um pouco mais sobre o ser humano por trás do profissional e a revolução que Guanaes teve que fazer em sua vida para se reconectar consigo mesmo. Vem ver o que mais rolou por aqui!
| A ciência do maternar Inspirados pelo episódio de Adriana e Giovanna, fomos investigar o que a ciência já sabe de fato e de mais curioso sobre a maternidade. Às vésperas do mês das mães, mergulhamos em fatos que vão desde a linguagem até mesmo o nosso DNA e nossos gostos. Vem entender mais sobre o assunto! |
| Bê-á-bá da religião Em seu relato, Nizan Guanaes conta que a religião foi um dos seus alicerces desde a infância e foi o que o ajudou nesse processo de cura e reconexão. Por isso mesmo, ele representa o pilar Espírito. Mas o que define uma religião? Qual a importância dessas crenças para a sociedade? Fomos investigar esse tema. |
| De volta para o passado Revisitar velhas sensações - ainda que elas tenham acontecido apenas na sua mente. Querer morar nesse passado, onde não há desconhecido e, portanto, não há desafios. Todas essas sensações fazem parte de um guarda-chuva maior: a nostalgia. E é sobre ela que refletimos na primeira crônica de abril. |
| O conhecimento liberta! E é pensando nisso que mergulhamos em temas profundos no Tema da Vez. Em abril, fomos entender um pouco mais sobre os povos originários, em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas, celebrado dia 19. Quais são os novos termos, os velhos desafios e as projeções futuras desse povo que é parte do nosso DNA? |
| O que você está lendo? Autoajuda? Romance? Ficção? Economia? Até mesmo um livro de culinária conta, o importante é não parar de ler. Em homenagem ao Dia Mundial do Livro, dedicamos a segunda crônica de abril para esse objeto, que pode facilmente ser comparado a um portal para outros mundos, realidades e possibilidades. |
| Você é o que você come - e o que você sente Já te contamos neste Tema da Vez sobre a relação entre o nosso intestino e o nosso cérebro. Mas o que os cientistas agora estão pesquisando é como nossa dieta e nossas escolhas alimentares podem influenciar positivamente ou negativamente nos sintomas de depressão. |
| Não se apega, não! Ou se apega sim. Só depende de você e dos seus objetivos de vida! Mas, da mesma forma que existem diferentes linguagens do amor, como te contamos aqui, há diferentes tipos de apego também. E entender essas linhas é importante para que a comunicação entre seus afetos seja mais transparente. |
| Hora da dica! |
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Se abril foi o mês das relações por aqui, que a nossa relação entre Plenae e você esteja cada dia mais próxima! Nos vemos em maio.

O Plenae Apresenta a história do dançarino Carlinhos de Jesus, participante da nona temporada do Podcast Plenae!
15 de Agosto de 2022
Você se orgulha das suas marcas? O dançarino Carlinhos de Jesus sim. Mas essa aceitação veio com a maturidade, depois de anos tentando vencer o invencível: o vitiligo. No primeiro episódio da nona temporada do Podcast Plenae, tivemos uma aula sobre corpo, ou melhor, sobre a aceitação do mesmo.
Portador de uma síndrome rara chamada vogt-koyanagi-harada, o artista viu primeiro sua visão perder força, logo ele, que precisava tanto enxergar o palco para assim acertar seus passos de dança diante de uma plateia. “Eu dava muitas topadas na rua, porque não enxergava os obstáculos na minha frente. A minha visão de perto também foi afetada. O grau ia aumentando rapidamente e eu comprava aqueles óculos de camelô pra ler. Quando eu precisei pegar uma lupa para ler um texto, eu percebi que estava com um problema”, relembra.
Muitas e muitas idas ao oftalmologista, sem nenhum diagnóstico cravado ou problema resolvido. Nessa altura, Carlinhos já desenvolvia técnicas como medir o palco antes de entrar para saber quantos passos poderia dar para cada lado sem cair ou topar em algo.
Foi quando, em uma viagem para Cuba em uma consulta arranjada, ele descobriu o nome do que tinha e recebeu duas notícias, uma boa e uma ruim. A boa é que essa síndrome iria passar com o tempo, sobretudo depois dos 50 anos - e de fato, melhorou muito hoje aos 69.
A ruim é que ela poderia causar vitiligo, uma doença autoimune dermatológica que tem como sintoma a perda de melanina em algumas partes do corpo, causando manchinhas brancas que podem se estender ao longo da vida. Manchinhas essas que Carlinhos já tinha notado em diferentes partes do corpo, mas não tinha dado muita atenção.
“Realmente tinham aparecido umas manchas brancas nas minhas mãos, no pescoço, no rosto, na virilha. Eu moro em Copacabana. Atravesso a rua e chego no mar. Então, a minha primeira suspeita era uma coisa chamada pano branco, uma micose comum de praia. Eu procurei alguns dermatologistas, passei umas pomadas, mas não adiantou. Alguns médicos tinham apontado que podia ser vitiligo, mas ninguém bateu o martelo, até o doutor Hilton Rocha descobrir o que eu tinha”, conta.
O mais curioso é que o vitiligo pode se agravar conforme as emoções daquele indivíduo, ou seja, se ficar nervoso ou triste, elas podem piorar. “Como eu levo uma vida muito agitada, com vários momentos de estresse, a pele marca essas passagens. Cada nuvem estampada no meu corpo traz a lembrança de um trabalho que eu fiz. Uma é da coreografia que eu criei pra Comissão de Frente da Mangueira em 98. Outra da Comissão de Frente de 99. Tem uma da primeira vez em que eu subi no palco com a Marília Pêra. E por aí vai”, pontua.
Foi depois de confidenciar a dois amigos próximos a sua condição que ele percebeu que não há nada de errado com ela. Era preciso aceitar algo que não teria cura e mais, algo que fazia parte da sua história e de quem ele era. “Eu escondia tanto a doença, que eu escrevi um livro sobre a minha vida e nem citei o vitiligo. Não era tanto por mim, mas porque eu me preocupava com a opinião alheia. Eu tinha medo das pessoas acharem que era algo contagioso. Ou que me vissem como um relaxado que não se cuidava e pegou micose”, desabafa.
Hoje, Carlinhos responde cada vez menos às críticas e exibe suas “nuvens”, como ele apelidou suas manchinhas por aí, sem medo de ser feliz e servindo de inspiração para tantas outras pessoas portadoras de “nuvens” também. “Eu fui entendendo que o preconceito tá nos olhos de quem vê. É do outro, não é meu. Ah, você está olhando pra minha mancha? Eu tô olhando o seu desrespeito. E da mesma maneira que eu rejeito o olhar de julgamento, eu também não quero um olhar de piedade. Eu não sou um coitado. Eu tô trabalhando, tô vivendo, tô respirando, tô amando. Eu só quero ser visto como eu sou, com naturalidade”, diz.
Para ele, ter manchas é tão parte de seu corpo quanto ter braços, bigode e olhos. E é com essa naturalidade e alegria que ele encara o que, para muitos, pode afetar seriamente a autoestima. Um show de inspiração Ouça agora este lindo relato na sua plataforma de streaming favorita ou apertando o play por aqui mesmo.
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