Você já se procurou em suas antigas versões?
13 de Abril de 2023
Você já se procurou em suas antigas versões? Sentiu falta daquilo que não tem certeza se viveu de fato, mas acha que viveu e, portanto, sente saudades? Você já foi embalado justamente por esse saudosismo onde tudo parece ter sido impecável no passado e, portanto, pode estar fadado ao fracasso no futuro?
O nome disso é nostalgia que, segundo a definição do dicionário, trata-se de "saudades de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado." É nesse desejo de voltar para o que já foi, tão natural quanto qualquer outra sensação humana, que podemos nos perder de nós mesmos.
Virar essa falta ambulante, uma fonte inesgotável de lembranças que, ao menor descuido, poderá habitar cada parte de seu corpo como alguém que sempre esteve aí. Ficar eternamente preso ao que se foi, mas seguir sendo de alguma forma que não se sabe explicar. Procurar-se em ruínas e perder-se no tempo presente, em um constante álbum de memórias próprias, que só fará sentido para quem o sente.
Essa vontade de viver o que já se viveu é, na verdade, um mecanismo de defesa de qualquer ser humano, pois o perigo mora apenas no desconhecido. E, nesse passado tão perfeito, não há desconhecimento.
Se normalizamos a falta, devemos também normalizar o nosso adeus. Entendo, enfim, que somos feitos então de pequenas saudades do que fomos, todos nós. Fragmentos do eu que deixou de existir para que outro eu pudesse nascer. Viver é perder-se um pouco o tempo todo nas esquinas da vida, enquanto tenta se encontrar.
Para Inspirar
Teoria criada pelo psicólogo Howard Gardner defende que há múltiplas competências e inteligências possíveis de se terem
16 de Abril de 2021
No quarto episódio da quarta temporada do Podcast Plenae - Histórias Para Refletir, conhecemos a intensa trajetória de João Carlos Martins em busca de seguir seu sonho e se manter nele: o de ser músico. O fato é que nem as adversidades da vida - que foram ao menos três - conseguiram o deter.
O artista, que iniciou sua carreira ainda muito jovem como pianista, se viu depois de anos tendo que migrar para a regência, tornando-se maestro com a mesma excelência de antes, somente aplicada a uma outra competência.
É claro que há muito estudo, foco e até um grau de obsessão responsáveis pelo seu sucesso como músico. Mas há também uma inteligência específica voltada para as artes que o fazem permear entre tons com mais destreza e naturalidade do que outras pessoas que pudessem, porventura, tentar o mesmo feito.
Essa teoria de competências específicas já era defendida de formas menos esclarecidas por grandes estudiosos da pedagogia, como Paulo Freire, que dizia “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes”.
Pode-se dizer que até mesmo Jean Piaget, de certa forma, defendia essa pluralidade intelectual em suas hipóteses de níveis de formação e como o saber é uma construção que depende da relação da criança e sua interação com o meio, ou seja, cada uma terá a sua própria.
Mas, quem crava de fato essa tese de que nem todos os seres humanos irão possuir ou trilhar os mesmos caminhos de inteligência é o psicólogo e educador norte americano, Howard Gardner, em seu livro “Estruturas da Mente: Teoria das Inteligências Múltiplas”, lançado no Brasil em 1994.
A obra acabou tornando-se sua principal bandeira ao longo da vida. O especialista defendia que “A escola deve valorizar as diferentes habilidades dos alunos e não apenas a lógico-matemática e a linguística, como é mais comum”.
Ele também dizia que, para atuar ativamente no desenvolvimento da criança, era preciso torná-la protagonista, ou seja, não só mandá-la executar tarefas, mas sim, colocá-la para resolver problemas. Há algumas escolas que adotam a teoria Gardner, como também é conhecida, como método regente do ensino da escola.
A tese, que começou tímida e com sete inteligências diferentes, hoje já reconhece que há nove inteligências possíveis para cada ser humano - sendo que um único sujeito pode possuir mais de uma. Por ser um tema de alta complexidade, ele ainda é estudado, afinal, nosso cérebro possui infinitas capacidades.
Mas, por ora, conheça os nove tipos de inteligências de Howard Gardner:
Perceba que não há um só caminho para ser inteligente. É preciso adotar cada dia mais as nossas diferenças, enxergando a riqueza que esse método nos permite enxergar em cada indivíduo.
Além disso, abraçar as diferentes inteligências é também acolher suas dificuldades e valorizar as suas competências - sobretudo a das nossas crianças, em ambiente escolar. Lembre-se que é possível ter mais de uma delas. Qual é a sua?
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