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Tecnologia e maturidade: como elas podem caminhar juntas?

Velhos inimigos, mas novos amigos: como as novas tecnologias podem ser parceiras dos idosos e mitigar efeitos ruins da terceira idade como a solidão

2 de Outubro de 2022


Nunca vivemos tanto. A expectativa de vida mundial deu um salto gigantesco no século 20, principalmente com o avanço da medicina e das condições sanitárias de vida como um todo. No Brasil, as pessoas viviam, em média, 30 anos em 1900. Hoje, vivem 75. É mais que o dobro.

Como lidar com essa nova realidade? Além da óbvia questão dos cuidados com a saúde, existe também a preocupação com a solidão, por exemplo, que nem sempre se torna solitude, como explicamos neste artigo. Problemas modernos requerem soluções modernas. Recorremos, então, como costumamos fazer, à tecnologia.

Porém, esta também avançou com uma celeridade de fazer inveja a qualquer supersônico, até mais impressionantemente que a própria expectativa das nossas vidas. O advento da internet transformou o mundo de maneira profunda e irreversível. Como incluir essas pessoas no mundo dos computadores se elas nasceram no da televisão e do rádio?

A sensação de se tornar uma pessoa defasada em diversos aspectos passa muito pelo social, principalmente se há a perda da independência, algo bem comum de acontecer quanto mais se avança na estrada da vida. Como a humanidade sempre faz, surgem inovações que buscam ao menos mitigar esse problema. 


Os novos caminhos


É o caso do ElliQ, um robô criado por uma empresa israelense que serve de companhia a quem mais precisa. Ele atua aliviando a solidão e conectando a tecnologia com quem não entende o funcionamento dos celulares e afins.

Ter um companheiro robótico pode parecer distópico, saído direto do Exterminador do Futuro. Mas a chance de termos uma Skynet que domina o mundo e inicia uma era de máquinas ainda é nula. O ElliQ sequer tem pernas, trata-se mais de uma Alexa que empatiza com quem mais precisa.

Ela mesma, aliás, já é utilizada para esse fim. Por ser regido pela voz, elimina dois dos maiores problemas que existem ao se usar um celular, por exemplo: a dificuldade de enxergar as letras e a presença de idiomas estrangeiros, principalmente o inglês.

Tais aparelhos oferecem uma intuitividade que falta às telas. Mesmo quando ainda não existiam ou não eram tão prevalentes, a quantidade de pessoas idosas que se conectavam saltou de 8 para 19% entre 2012 e 2016. Em 2020, quando a voz já era cada vez mais utilizada para controlar esses robôs que querem ser nossos amigos, esse número já chegava a 24,7%. Quase um a cada quatro. E só tende a crescer.


Preocupações

Tornar tudo mais fácil de se utilizar e mais acessível também elimina uma grande reclamação de quem já está na terceira idade: o fato de ter que pedir ajuda para aprender. Muitas vezes, a própria família demonstra uma falta de paciência que só faz a pessoa se sentir um estorvo na vida de outrem. Se avós já costumam pedir ajuda com a televisão, uma tecnologia de quase um século, que dirá com a internet.

Por isso que já existem políticas públicas, como o Programa Melhor Idade do estado do Espírito Santo, que visam ensinar quem já tanto viu e viveu a se inserir com mais facilidade no mundo tecnológico. As próprias casas de repouso, um conceito que por si só ainda causa arrepios em muita gente, têm se preocupado cada vez mais com esse aspecto, tratando a tecnologia como uma aliada em vez de um obstáculo.

Além dessa preocupação com a solidão e a empatia, que atravessam o campo da saúde mental, existe também uma preocupação mais óbvia com a saúde física. Nisso, entram também os smartwatches. Muito comuns entre a juventude hoje, eles já realizam atividades básicas como monitoramento dos batimentos cardíacos e pressão arterial. E startups estão trabalhando em algo mais focado para pessoas idosas: simples e intuitivos, podem realizar chamadas de emergência, lembram de remédios a serem tomados, entre outras funções etariamente adequadas.

Assim, esse estágio da vida que tanto medo causa em tantas pessoas por causa dessas conotações negativas como a solidão e a dependência, tão associadas à palavra e à própria idade, já é uma realidade da sociedade humana do século 21. Cabe a nós, em conjunto, encontrarmos maneiras criativas de lidar com ela e transformá-la em algo agradável. Até que se fechem as cortinas, o espetáculo continua. E, como diz outro ditado, tão óbvio quanto verdadeiro, só não envelhece quem morre cedo.

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Conheça o conceito de lifelong learning

Conhecido em português como educação continuada, o lifelong learning traz benefícios diferentes para a sua vid

9 de Abril de 2020


Em janeiro de 2017, a gigante revista americana The Economist, cravou em sua matéria de capa o burburinho que logo começava a se tornar uma realidade: como sobreviver na era da automação? Através do lifelong learning , é claro, ou em tradução livre, a educação continuada, voluntária, automotivada e constante.

E o que é essa educação continuada afinal? Segundo a organização sem fins lucrativos
Lifelong Learning Council Queensland (LLCQ), a ideia central do termo é “um aprendizado que é perseguido durante a vida: um aprendizado que é flexível, diverso e disponível em diferentes tempos e lugares. O lifelong learning cruza setores, promovendo aprendizado além da escola tradicional e ao longo da vida adulta”.

Em um mundo inconstante, flexível e ágil como o nosso, não há mais espaço para o profissional que se restringiu somente à educação formal e básica. Isso porque ela se torna obsoleta em pouco tempo, além de demonstrar um desestímulo desse indivíduo a se manter em constante aprendizado.

O lifelong learner, como são chamadas as pessoas que aderiram ao conceito, são caracterizados como curiosos, e estão sempre buscando novas experiências que lhe tragam mais bagagem. O primeiro passo é, acima de tudo, reconhecer que o conhecimento não é linear - sobretudo àquele que nos foi passado nos nossos primeiros anos de vida.

O segundo passo é entender os quatro pilares fundamentais do lifelong learning, também cravados pela LLCQ:
aprender a conhecer, a fazer, a conviver e a ser. O primeiro pilar diz respeito a atitude interior, ou seja, como você encara o conhecimento que se apresenta a você. Você está se beneficiando das oportunidades de educação que se apresentam ao longo da vida?

O segundo pilar é o misto de aprendizado técnico que determinada função possa demandar, mas também aprender a performar o seu melhor desempenho nas situações mais diversas da vida. Conhecer as suas limitações e seus
modus operandi pode te ajudar nessa jornada.

O terceiro pilar talvez seja o mais autoexplicativo. Aprender a conviver é, sobretudo, desenvolver sua inteligência emocional e gerenciamento de conflitos. Trabalhar em equipe, por exemplo, pode ser um dos pontos a se desenvolver, mas não somente isso. Entender que seus projetos de vida muitas vezes podem assumir outros formatos e fugir de suas mãos é também uma lição árdua e necessária para o resto da vida.

Por fim, o último pilar: aprender a ser um lifelong learner é uma junção de todos os outros pilares que, ao final, farão desse indivíduo alguém naturalmente autônomo, com mais discernimento, responsabilidade social, independência e liderança. Saber ser diz respeito a querer ser, é absorver para si o interesse inato e espontâneo pelo eterno conhecimento.

Isso quer dizer então que devo ter muitos diplomas universitários? Não necessariamente. Ter ou não uma graduação é, ao contrário do que muitos pensam, cada vez mais irrelevantes. Personalidades como Bill Gates e Steve Jobs, por exemplo, nunca concluíram seus estudos superiores, mas nunca abandonaram a sede do saber.

Uma pesquisa conduzida pela americana
Pew Research Center, e apresentada na matéria do The Economist,  provou que apenas 16% dos americanos consideram um curso de 4 anos efetivamente preparatório para os alunos de um trabalho de alto rendimento na nossa economia moderna. Além disso, 54% deles acreditam que será essencial desenvolver novas habilidades ao longo da sua vida profissional.

Portanto, aposte em cursos de atualização, pós-graduações, especializações e até modelos curtos e à distância de conhecimentos gerais. Os cursos no modelo EAD, aliás, podem ser uma boa saída não só financeira, mas também para quem reclama de falta de tempo. Segundo os
dados mais atualizados do Censo de Educação Superior 2018, pela primeira vez na história as vagas de ensino superior à distância superaram as vagas de ensino presencial.

Como comentou a empresária Ana Maria Diniz, uma das mantenedoras do
Instituto Singularidades, em sua coluna no Jornal Estadão, “A única maneira de se preparar para os desafios constantes e voláteis decorrentes da revolução digital  é romper com as amarras das convenções e passar a compreender a aprendizagem não como uma tarefa que deve ser realizada em um número determinado de anos, durante uma fase específica da nossa vida, mas como um projeto de longo prazo que começa na primeira infância e não tem data para acabar.”

BENEFÍCIOS
Ser um lifelong learner pode te trazer muito mais do que “apenas” conhecimento.

  • Estar preparado para os desafios do novo mundo, não somente os desafios práticos e tangíveis, como o próprio conceito de desafiar-se, ser sempre sua melhor versão e estar preparado para o que vier.
  • Se manter atualizado pode te trazer retornos financeiros, afinal, as vagas de emprego demandam cada vez mais diferentes skills e um profissional com bagagem sempre chama mais atenção.
  • Estudar traz propósito de vida, como explicamos aqui nessa matéria. Isso faz com que você mantenha sua mente ativa e operando sempre em sua plena capacidade, além de alimentar seus sonhos e planos.
  • Cursos são compostos por alunos, e seus colegas de classe podem ser ótimos contatos para manter sua rede de networking ainda mais atualizada e recheada de nomes importantes para sua trajetória.
  • Estudar demanda organização, e ela pode se refletir no seu dia a dia de trabalho. Além disso, o estudo traz á tona um espírito de liderança pessoal, seu com a sua vida, que pode também refletir positivamente na sua rotina e na sua equipe.
  • Por fim, estudar pode fortalecer uma atitude empreendedora. Isso porque, da mesma forma que um estudante se depara frequentemente com novos desafios e encara todos eles de frente, o empreendedor também faz isso diariamente, executando atividades que nem mesmo estão sob sua alçada.
Mude sua forma de pensar e receba o conhecimento constante como uma realidade de vida. A transformação deve e irá vir sempre da ponta de nossas canetas. E divirta-se! Afinal, nada mais dinâmico e espontâneo do que estar sempre em constante aprendizado.

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