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Seu médico já perguntou se você tem amigos?

Questionar sobre a rede de amigos do paciente vai ser tão importante para o médico quanto saber se ele fuma

15 de Agosto de 2019


A rede de relacionamentos pessoais ganha cada vez mais relevância na área da saúde. Atualmente, ela é associada à diminuição da pressão arterial, melhor funcionamento do sistema imunológico, cicatrização e redução da inflamação. Por isso, saber se uma pessoa tem uma boa rede de amigos deveria ser tão importante para um médico como perguntar se alguém faz uma boa dieta e exercícios físicos. Uma meta-análise de 148 estudos, com mais de 300 mil participantes, comprovou que o apoio social aumenta a sobrevivência em 50%. Segundo o estudo, publicado na revista científica PLoS Medicine, o benefício promovido pela convivência com amigos, familiares e até mesmo colegas acaba sendo tão bom para a saúde a longo prazo quanto desistir do hábito de fumar. “As redes sociais interpessoais são mais cruciais para a saúde física do que se exercitar ou vencer a obesidade”, informaram os pequisadores, das universidades da Carolina do Norte e Brigham Young, nos Estados Unidos. A principal autora do estudo, a psicóloga Julianne Holt-Lunstad, recomenda que a sociedade pense nas instâncias mais variadas, na hora de se organizar. Adaptar currículos escolares para apoiar habilidades sociais, planejar cidades com o objetivo de aumentar a integração da comunidade e criar layouts em escritórios para promover a conexão dos funcionários são algumas ideias.

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Você pode não precisar caminhar 10 mil passos por dia para ser saudável

Estudo revela que idosas que caminhavam cerca de 4.400 passos por dia tiveram seu risco de morte prematura reduzido em 41%

31 de Maio de 2019


Caminhar 10 mil passos por dia tornou-se uma referência onipresente para atividades físicas, em grande parte por causa de rastreadores de fitness - como pedômetros e, mais recentemente, celulares e relógios -, que levam os usuários a atingirem esse alvo. Mas, de acordo com um novo estudo, esse objetivo pode ser mais ambicioso do que o necessário, pelo menos para algumas pessoas. Um artigo publicado no periódico JAMA Internal Medicine revelou que caminhar cerca de metade desses passos por diminui o risco de morte prematura de mulheres mais velhas. Além disso, os benefícios se esgotam para este grupo em torno de 7.500 passos por dia. A pesquisa se junta a um crescente número de artigos que afirma que mesmo pequenas doses de atividade física podem trazer benefícios consideráveis. Pesquisa. No estudo, cerca de 17 mil mulheres com idades entre 62 e 101 anos usaram rastreadores de movimento por pelo menos sete dias consecutivos, exceto quando dormiam ou praticavam atividades aquáticas. As mulheres também relataram suas dietas, hábitos de vida e histórico médicos aos pesquisadores anualmente, durante quatro anos. Ao longo desse tempo, 504 participantes morreram. Após o ajuste para o estado geral de saúde e hábitos de vida, os cientistas constataram que a contagem diária de passos estava fortemente associada ao risco de mortalidade. Resultados. As mulheres que caminhavam cerca de 4.400 passos por dia tiveram um risco 41% menor de morte prematura do que as menos ativas, que caminharam cerca de 2.700 passos por dia, de acordo com o estudo. Os benefícios evoluíram de forma modesta a partir daí, antes de se estabilizarem em cerca de 7.500 passos diários, descobriram os pesquisadores. “O número de passos diários dados pelas mulheres pareceu importar mais do que a velocidade do passo”, diz o coautor do estudo, I-Min Lee, professor de medicina na Harvard Medical School e epidemiologista do Hospital Brigham and Women, em Boston. Como a pesquisa tratou especificamente de mulheres mais velhas, isso não se aplica necessariamente a todos. Lee diz que a situação é provavelmente similar para homens da mesma idade, mas mais pesquisas são necessárias para confirmar o resultado. Doses pequenas de exercício. Está ficando cada vez mais claro que não é preciso fazer um exercício hercúleo para melhorar a saúde. Pesquisas recentes descobriram que apenas 30 minutos de movimento por dia - ou mesmo 10 minutos por semana, de acordo com um estudo especialmente surpreendente - podem melhorar a saúde e a longevidade. Mesmo atividades de baixo impacto, como caminhadas, limpeza e jardinagem, podem fazer uma grande diferença, dizem esses estudos. Fonte: Jaime Ducharme, para Time Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui .

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