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Quem medita vive mais?

Biólogo evolucionista, Josh Mitteldorf pratica diariamente meditação e dá aulas de ioga há 30 anos. Mesmo assim questiona se de fato a ciência pode provar que a meditação ajuda a viver mais.

26 de Junho de 2018


Biólogo evolucionista, Josh Mitteldorf pratica diariamente meditação e dá aulas de ioga há 30 anos. Mesmo assim questiona se de fato a ciência pode provar que a meditação ajuda a viver mais. “Pelos artigos que tenho lido, acho que as pesquisas apontam para esse caminho”, escreveu no site da Revista Science. “Mas não provam.” Segundo ele, os métodos aplicados de base nas pesquisas são simplistas de mais. Mitteldorf pede para que o leitor imagine a projeção de um experimento para testar o efeito da meditação. “Usar animais como cobaias é inútil”, escreve (com certa ironia) ao descartar a pesquisa com animais. O melhor, segundo ele, seria selecionar um grupo diversificado de pessoas, dividi-las em dois subgrupos estatisticamente parecidos e instruir um a meditar e o outro não. A rotina de cada um deles deveria ser mantida. Mas isso é praticamente impossível porque “durante um período substancial de tempo, a meditação provavelmente mudará atitudes, hábitos e ocupações. Logo, esses dois grupos de pessoas não serão mais comparáveis.” Experiências com seres humanos reais devem respeitar a liberdade individual. Resta portanto comparar praticantes de meditação com não praticantes. Dá para combinar idades, sexos, pesos, dietas, hábitos de exercício, rendimentos e etnias, mas os grupos terão diferentes experiências de vida, ambientes sociais e atitudes em relação à vida. A mesma visão de mundo. “As pessoas que escolhem a meditação têm uma visão sobre o mundo e um conjunto de valores que provavelmente as levam a prestar mais atenção no cuidar de si e dos outros”, pontua Mitteldorf. Esses determinantes sociais da longevidade são importantes e qualquer estudo epidemiológico sobre o tema deve usar uma combinação de seleção e ANOVA – análise de variância, em inglês, um procedimento matemático comum para separar e avaliar várias causas contributivas de um resultado. Ainda assim haveria uma ambiguidade inevitável na forma de traduzir a questão em termos estatísticos. Ele explica com um exemplo: “Como dizer que a prática de meditação levou alguém a desistir de fumar? Comparamos isso com um controle combinado de quem continua a fumar ou a um sujeito que deixa de fumar sem praticar a meditação? Contamos os benefícios de melhora da autoestima como parte do benefício da meditação ou consideramos isso como se fosse uma decisão independente?” O estudo que ele acharia adequado deveria incluir um grande número de temas com informações detalhadas sobre a saúde e o estilo de vida de cada voluntário. “Nunca foi tentado, a meu ver”, escreve. “Os estudos realizados são muito mais modestos e, portanto, temos até agora, na melhor das hipóteses, tentativas.” Leia o artigo completo aqui.

Fonte: Josh Mitteldorf Síntese: Equipe Plenae

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Para Inspirar

Um mundo melhor para os eletrodependentes

Conheça outras iniciativas como a Outcare, da nossa participante do Podcast Plenae, que buscam tornar a vida dos eletrodependentes mais fácil e com dignidade

31 de Dezembro de 2024


No último episódio da décima oitava temporada do Podcast Plenae, conhecemos a emocionante história da intuição materna de Aline Bertolozzi. Representando o pilar Propósito, a empreendedora criou a Outcare, uma empresa que surgiu de uma necessidade da sua própria família: garantir que os aparelhos que mantêm a vida de seu filho funcionando mesmo fora de casa, em uma situação longe de eletricidade. 

Assim como ela, existem outras iniciativas que buscam olhar para essas pessoas que somam mais de 300 mil só no Brasil e que, infelizmente, ainda são pouco assistidas. Confira a seguir!

Desconto na conta de luz


Em 2022, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou a ampliação do desconto na tarifa de energia elétrica a famílias carentes que mantenham em casa pacientes em regime de internação domiciliar, segundo a Agência Senado. Ela é chamada de Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) e os descontos podem chegar a 100% no caso de famílias indígenas e quilombolas inscritas no Cadastro Único e que atendam aos requisitos, como o limite de consumo de 50 kWh/mês.

Energia solar


O projeto “Sol-Ar, sol para respirar: energia solar fotovoltaica para eletrodependentes” foi idealizado e executado pela Abraf – Associação Brasileira de Apoio à Família com Hipertensão Arterial e Doenças Correlatas, para dar suporte a famílias que necessitam utilizar concentrador de oxigênio em seu lar. A iniciativa prevê instalar placas fotovoltaicas nas residências de pessoas que vivem com doenças pulmonares, como conta artigo na Vida e Ação.

Outra iniciativa da mesma natureza é o Projeto Energia do Bem, uma ação para alcançar consumidores cadastrados como eletrodependentes, que são beneficiários da Tarifa Social de Energia que contamos anteriormente. Essa ação consiste na instalação de um kit gerador de energia fotovoltaica, além da troca de lâmpadas tradicionais pela tecnologia de LED, que é mais econômica. Tal projeto conta com a doação e instalação de kits de energia solar realizados pela maior empresa de comercialização e fornecimento de eletricidade de Santa Catarina, a Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A (Celesc), como conta o Portal Solar.

Gostaríamos que a lista crescesse e se somasse a Aline, mas não movidas por uma necessidade, como foi o caso dela. Mas sim, por uma vontade genuína de olhar para essa parcela da população. Esperamos com esse artigo ter inspirado você a colocar dentre suas causas, a causa dos eletrodependentes! Espalhe a notícia por aí.

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