Quais os laços do inverno?

O tempo esfriou e a paisagem ao nosso redor, mais uma vez, se modificou

29 de Junho de 2023


O tempo esfriou e a paisagem ao nosso redor, mais uma vez, se modificou. Como é bonito acompanhar a valsa do tempo diante dos nossos olhos, dançando sem parar, sem nunca se cansar. Ela nos obriga a enxergar beleza perante a todas as possibilidades, sem nunca parar de aceitar as mudanças de braços abertos.

Em um país tropical, onde o verão e seus mil sóis são celebrados aos sete ventos, é preciso um olhar apurado para absorver a poesia do inverno. Aceitar o seu recolhimento e fazer dele um balanço interno. A temporada mais fria do ano pode ser um convite para essa pausa tão esquecida e negligenciada em tempos tão acelerados. 

As baixas temperaturas nos fazem olhar para o lado e lembrar que, para aquecer, é preciso estar perto. Os laços, nessa estação, precisam ser estreitados, seja consigo mesmo ou com o outro. A sensação é de que o tempo se dá em outro ritmo, pois mesmo o astro rei parece querer descansar. 

Se a sensibilidade pode estar aflorada, é tempo de abraçá-la. Aproveite ainda para ser grato por ter como se aquecer, por ter como se recolher, por ter como permanecer. Devolva ao mundo, sempre que puder, empatia e compressão em seus pequenos gestos, pois a generosidade deve ser regra em qualquer estação. No inverno, permaneceremos de mãos dadas. 

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Para Inspirar

Pessoas religiosas vivem mais

Mais do que ajuda espiritual, a religião pode ser, segundo a ciência, um grande protetor da saúde.

31 de Janeiro de 2019


Mais do que ajuda espiritual, a religião pode ser, segundo a ciência, um grande protetor da saúde. Marino Bruce, da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos,  liderou uma equipe de 11 pesquisadores com o objetivo de analisar a relação entre religiosidade, estresse e morte na meia-idade. Os resultados apontam que a religião não apenas diminuiu o estresse como pode ser um fator isolado de proteção ao envelhecimento. Método da pesquisa. Os cientistas utilizaram uma amostra de 5.449 americanos de 40 e 65 anos da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição (National Health and Nutrition Examination Survey/ NHANES). Esse estudo incluiu perguntas sobre a frequência de visitas à igreja e 10 fatores de estresse que podem ser medidos em um ambiente clínico, como pressão arterial e níveis de hormônios relacionados. Juntos, esses fatores são conhecidos como carga alostática (AL). Estudos anteriores descobriram uma maior AL está associada a níveis elevados de doença e morte precoce. Tempo de pesquisa. Durante 14 anos, os autores controlaram fatores socioeconômicos, status do seguro saúde e comportamentos relacionados à saúde, como consumo de álcool e preferências alimentares – todos os dados coletados pelo NHANES. Sete conclusões do estudo. Os frequentadores de igrejas tiveram um risco significativamente menor de morrer no período de acompanhamento.
  1. Após o ajuste para idade, sexo, raça e condições médicas crônicas, frequentadores da igreja de 40 a 65 anos de idade apresentaram 46% menos probabilidade de morrer no período de acompanhamento em comparação com os não praticantes da fé.
  2. Os autores não encontraram diferença significativa na mortalidade ao medir assiduidade de frequência às igrejas.
  3. Os não frequentadores tiveram taxas significativamente mais altas de três fatores de AL: pressão arterial, colesterol HDL (o colesterol “bom”) e a relação entre colesterol total e colesterol HDL.
  4. A religiosidade pode ser um fator isolado de impacto na longevidade. As pessoas que não frequentam igreja tiveram uma taxa de mortalidade mais alta mesmo após o controle da AL. “A relação positiva entre a frequência à igreja e o aumento da longevidade sugere que a religiosidade pode afetar dois parâmetros objetivos de saúde bem descritos.”
  5. 64% dos entrevistados frequentam a igreja pelo menos uma vez por ano e 36% disseram que nunca vão.
  6. Os fiéis são mais saudáveis, educados e economicamente bem-sucedidos do que a população americana em geral. “Especificamente, eles eram mais propensos a ter níveis mais elevados de realização educacional, níveis mais baixos de pobreza, aumento da atividade física, taxas reduzidas de fumar e beber e um índice alimentar mais saudável.”
Leia o artigo original aqui .

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