Os caminhos paternos

Em uma viagem particularmente turbulenta, em um avião particularmente cheio

13 de Agosto de 2023


Em uma viagem particularmente turbulenta, em um avião particularmente cheio, havia um pai que não soltou a mão de sua filha por toda a uma hora e quarenta e cinco de trajeto. Observei-os por toda a viagem e foram muitos os assuntos conversados, a fim de distraí-la de um pequeno caos que parecia querer se instaurar. 

"Estamos indo em direção ao sol", disse ele quase que poeticamente, enquanto explicava a função das asas, o mecanismo dos motores, a quantos metros de altitude estávamos e qual o efeito das nem tão inocentes nuvens. Vez ou outra, escapava uma risada, mas o tom era calmo e professoral na maior parte do tempo. 

Pouco a pouco, a menina foi acalmando, assim como a chuva que causava o tumulto e que ficou abaixo das nuvens. Ali onde estávamos, havia um sol que começava a se despedir e um silêncio quase completo em toda a aeronave, não fosse a voz desse pai. Baixinho, ele não desistia de falar o que quer que fosse, só pra que a menina não esquecesse que ele estava ali.

Pensei: é impossível generalizar o papel paterno. Cada um o exerce à sua maneira, pois são infinitas e lindas as possibilidades. Mas, se fosse preciso definir um pai em uma só linha de raciocínio, seria essa: ainda que também esteja com medo da turbulência, ele não solta a mão de sua cria por todo o voo enquanto busca explicações que amenizem a dureza da realidade. E essa é, enfim, a sua linguagem de amor. 

Por um mundo onde o afeto seja universal e que todos os homens possam experimentar, ao menos uma vez, o contato com suas emoções mais profundas sem temê-las. E não há caminho mais bonito para isso se não o da paternidade. Feliz dia dos pais!

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Para Inspirar

Para ser feliz, escolha bem os amigos

Saber escolher as amizades é fundamental. Elas podem ser determinantes na construção da felicidade de cada um.

22 de Novembro de 2018


Saber escolher as amizades é fundamental. Elas podem ser determinantes na construção da felicidade de cada um. A afirmação saiu do estudo de uma década do neurocientista Moran Cerf, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, sobre os mecanismos de tomada de decisões. Segundo ele, a maneira mais segura de maximizar a felicidade não tem nada a ver com experiências, bens materiais ou filosofia pessoal. “Tem a ver com as companhias.”
São duas as premissas que levaram Cerf a montar essa teoria:
  1. A tomada de decisões é um processo cansativo. Muitas pesquisas descobriram que os seres humanos têm uma quantidade limitada de energia mental para fazer opções. Escolher a roupa, a diversão, o restaurante, a comida, entre tantas outras coisas do cotidiano, exige muito do cérebro.
  2. Os humanos acreditam falsamente que estão no controle total da felicidade ao fazer essas escolhas. Cerf rejeita essa ideia. “A verdade é que as tomadas de decisões são repletas de preconceitos que prejudicam o julgamento. As pessoas confundem experiências ruins como boas, e vice-versa.” Elas deixam as emoções transformar uma escolha racional em irracional. Usam pistas sociais, mesmo inconscientemente, para fazer escolhas que de outra forma evitariam.
Sintonia. Cerf descobriu que, quando duas pessoas estão na companhia uma da outra, suas ondas cerebrais passam a parecer quase idênticas. Um estudo com espectadores de um filme, por exemplo, selecionou os trailers de cinema mais envolventes a partir daqueles que produziram padrões semelhantes no cérebro das pessoas. “Quanto mais estudamos os vínculos entre os seres humanos, mais vemos que apenas estar ao lado de certas pessoas realmente faz o cérebro se alinhar ao delas. Isso é medido com base nos maneirismos, no cheiro da sala e do nível de ruído, por exemplo”, explica Cerf. “Significa que o grupo do convívio social impacta na sua percepção de realidade, muito além do que você possa explicar. Consequentemente, com o tempo você ficará parecido com seus amigos.” Conclusão. Se o objetivo é maximizar a felicidade e minimizar o estresse, deve-se construir uma vida que requeira menos decisões. Para isso, escolha as companhias pelas atitudes e comportamentos que racionalmente deseje ter – pois ao longo do tempo, naturalmente você terá procedimentos sociais semelhantes ao grupo. Também, evite perder energia com pequenas escolhas, para tê-la de sobra em grandes decisões. Leia o artigo completo aqui. Fonte: Chris Weller Síntese: Equipe Plenae

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