Onde mora uma mãe

Mora na suavidade do toque, que cura onde dói com a sutileza de uma brisa de outono.

13 de Maio de 2024


Mora na suavidade do toque, que cura onde dói com a sutileza de uma brisa de outono. Mora no tempero do mais simples prato que se torna um banquete na velocidade da luz. Mora no olhar que compreende e parece enxergar o que ninguém mais é capaz e mora na segurança de poder compartilhar naquele espaço uma intimidade única, impossível de ser comparada.

Mora na escuta, atenta, perspicaz, que capta principalmente aquilo que se esconde no que não foi dito. Mora na presença, que preenche o ambiente em cada mísero cantinho, e mora no vazio que se faz em sua ausência. Mora na firmeza de uma bronca, que reverbera e se faz ouvir mesmo quando se tenta tapar os ouvidos para aquilo que é necessário. Mora naquela música que tocava todos os dias no carro indo pra escola e cujas notas parecem te acompanhar por toda a vida.

Uma mãe mora no casaco que lembramos de levar no último minuto, a sugestão que embala a mais doce das preocupações. Mora na expectativa de um resultado e na vontade de correr para aquele abraço específico quando a notícia positiva ou negativa vem. Mora no riso e no choro que, à sua maneira, são sempre muito específicos, daqueles que se pode reconhecer mesmo a quilômetros de distância. Mora na inversão dos papéis que invariavelmente ocorrem - e quer transição mais bonita e poética do que essa?

São muitos os endereços de um maternar, porque uma mãe mora em tudo. É possível encontrá-la em cada um de nossos trejeitos, pensamentos, valores, condutas. Uma mãe é uma casa, a primeira que habitamos ao chegar nesse mundo e a que procuramos um pouco em cada uma que habitaremos até o fim. Nesse Dia das Mães, feche os olhos e imagine o rosto da sua e permita-se ser invadido por todos os sentimentos que essa imagem causa. Afinal, esse é um lugar para onde sempre se pode voltar. Um feliz dia a todas as possibilidades de mães!

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Para Inspirar

Ser atleta de fim de semana faz bem à saúde

Ao contrário do que a ciência acreditava, praticar exercícios só no sábado e domingo traz quase os mesmos benefícios ao organismo do que fazê-los nos dias úteis da semana.

17 de Julho de 2018


Ao contrário do que a ciência acreditava, praticar exercícios só no sábado e domingo traz quase os mesmos benefícios ao organismo do que fazê-los nos dias úteis da semana. A longo prazo, os chamados atletas de fim de semana também têm o risco reduzido de morte precoce por câncer e doenças cardíacas – desde que façam exercícios de alta ou moderada intensidade.

“Uma ou duas sessões por semana de atividade física podem ser suficiente para reduzir os riscos de doenças crônicas”, disse Gary O'Donovan, da Loughborough University, Inglaterra, um dos autores do estudo que traçou novos parâmetros para a frequência da atividade física. “O resultado é animador”, afirmou o autor principal da pesquisa, o professor associado Emmanuel Stamatakis, da Universidade de Sydney, Austrália.

Os resultados

É mínima a diferença do impacto dos exercícios na saúde dos praticantes dos dois grupos. Em comparação com indivíduos inativos, os atletas de fim de semana diminuíram o risco de doenças cardiovasculares em 40% e de câncer em 18%. Já o de morte por causas diversas ficaram abaixo dos 30% em geral.

Os praticantes assíduos diminuíram o risco de morte por motivos variados em 35%, de doenças cardiovasculares em 41% e de câncer em 21%. A pesquisa seguiu mais de 63 mil adultos britânicos entre 1994 e 2012 para descobrir se a prática diária do exercício era realmente necessária. Durante o período de estudo, houve 8.802 óbitos devido a causas diversas, 2.780 por doença cardiovascular e 2.526 de câncer.

O risco de morte caiu significativamente para todos aqueles que se exercitaram, independentemente de fazerem toda a atividade no final de semana ou distribuída durante a semana. O NHS, website de saúde oficial do governo britânico, recomenda que adultos façam pelo menos 150 minutos por semana de atividade física moderada ou pelo menos 75 minutos por semana de atividade vigorosa ou combinações equivalentes.

Ressalvas

Alguns estudos sugerem que a concentração de uma semana de exercícios em apenas um ou dois dias poderia aumentar o risco de lesões físicas e mais ainda a pressão sobre o coração. “Recomenda-se, no entanto, que os praticantes não excedam e atendam as recomendações médicas para obter os benefícios para a saúde”, conclui.

Leia o artigo completo aqui.
A pesquisa completa foi publicada aqui.

Fonte: Gary O’Donovan, I-Min Lee e Mark Hamer
Síntese: Equipe Plenae

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