Abrir a mala depois de uma viagem é se deparar com muito mais do que somente roupas para lavar e objetos para organizar.
10 de Julho de 2024
Abrir a mala depois de uma viagem é se deparar com muito mais do que somente roupas para lavar e objetos para organizar. Se você olhar devagar, vai perceber que trouxe na bagagem um pouco do que é belo no mundo. Esse punhado de cultura de cada lugar que passamos e que, quando se junta dentro da gente, compõe aquilo que nos torna interessantes e abertos para o novo, a verdadeira riqueza que vale a pena acumular.
Ao olhar fotos antigas de viagens, nos deparamos com outras versões do nosso eu, que foram sendo modificadas a partir das diferentes experiências a que fomos submetidos. Mas quer experiência mais transformadora do que uma mochila nas costas e o mundo todo ali, diante de nós, a ser descoberto?
A manchinha que ficou nessa blusa que agora você coloca na máquina foi adquirida naquele almoço, experimentando aquele prato responsável por desbloquear mais um novo sabor nesse paladar que agora tem fome de mais. De mais temperos, cores, texturas e sabores que contam sobre aquele povo que gentilmente te chamou para entrar, sentar e partilhar do pão.
Viajar é muito mais do que um carimbo no passaporte ou uma foto nas redes sociais. É sobre se lançar aos mares que já foram inéditos para outros e agora o são para você, e nessa ancestralidade atenta, é possível se conectar com aqueles que desbravaram primeiro.
[Viajar] É sobre sentir saudade do que ficou para trás e se dar conta que o que se tem em casa é muito valioso e vale a pena voltar. / Mas a verdade é que viajar é nunca realmente voltar, porque um tanto nosso sempre fica em cada destino riscado dessa lista de sonhos sem fim.
Solidão e solitude são conceitos diferentes, quase conflitantes, apesar de prefixos idênticos.
15 de Abril de 2024
Solidão e solitude são conceitos diferentes, quase conflitantes, apesar de prefixos idênticos. Se o primeiro termo fala de um sentimento ruim, originário de uma situação imposta, o segundo fala sobre uma atitude perante a vida. A solidão não é uma opção intencional e agradável, remete à melancolia. A solitude é simplesmente saber ser só e gostar de sua própria companhia.
Mas saber ser só é tarefa que exige de nós habilidades múltiplas. A capacidade de silenciar-se e permitir-se ouvir o barulho ao seu redor sem contribuir como falante, apenas como ouvinte. A resiliência de tentar quantas vezes for preciso algum processo interno ou externo, mas que depende só de você.
Saber ser só não é saber com profundidade aquilo que te faz bem e, mais do que isso, o momento certo das coisas. É também ser grande o suficiente para escolher quando se quer estar com os outros ou não, pois a solitude não precisa ser condição eterna. Lembre-se: é preciso partilhar a vida com seus semelhantes.
Caminhar em alegria e harmonia consigo é ter atingido um nível profundo de autoconhecimento e paz interior, mas que não são inabaláveis, pois a vida não é uma linha reta e são as curvas que tornam o trajeto tão bonito. É preciso saber ser só, pois essa é enfim a condição humana. Afinal, grande parte do nosso tempo, estamos com mais ninguém senão nós mesmos.
E que lindo é poder se olhar no espelho e gostar daquilo que se vê para além da beleza física. Que importante é poder andar sem fones, ouvindo seus próprios pensamentos. Como é bom rir sozinho, cozinhar o seu prato favorito, respeitar os seus limites. E que potente é vislumbrar um futuro onde todos os seus planos têm você por toda a parte. Viva a solitude daqueles que sabem ser só!
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