A conclusão de uma pesquisa sobre o tema aponta que os bons relacionamentos fazem as pessoas mais felizes e saudáveis.
3 de Maio de 2018
Fama e muito dinheiro costumam ser as respostas mais frequentes para a pergunta acima. O Estudo de Adultos em Desenvolvimento, realizado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, acompanhou a vida de 724 homens durante 75 anos. Desse total, 60 sobreviveram, ainda participam do estudo, e estão na faixa dos 90 anos. A conclusão da pesquisa aponta que os bons relacionamentos fazem as pessoas mais felizes e saudáveis.
Os pesquisadores, que se revezaram durantes essas décadas, seguiram dois grupos de pessoas, que foram entrevistados a cada dois anos: o primeiro, de alunos da Universidade de Harvard, que se formaram durante a Segunda Guerra, e o segundo, de garotos pobres de Boston. “A vida desses homens seguiram os mais variados caminhos” , diz o psicanalista Robert Waldinger, atual diretor da pesquisa.” Um virou presidente. Mas teve quem se formasse advogado, entrasse para trabalhar em fábrica, alcóolatras, esquizofrênicos, entre outros destinos.
Nesta conversa para o
TEDxBeaconStreet
em 2015, que já possui mais de 16,5 milhões de visualizações, Robert Waldinger compartilha três lições importantes, bem como algumas práticas antigas e sábias sobre como construir uma vida longa e feliz.
Uma pesquisa elaborou mais de 100 perguntas e chegou à conclusão que renda, idade e educação interferem no modo como os australianos enxergam o mundo
22 de Novembro de 2018
Um estudo ambicioso começou a ser realizado durante as eleições da Austrália, em 2017, para entender a visão de mundo do eleitor. Intitulada de
Political Persona Project
, a pesquisa elaborou mais de 100 perguntas e chegou à conclusão que renda, idade e educação interferem no modo como os australianos enxergam o mundo.
O levantamento foi realizado em parceria com o
Centro de Pesquisa Social da ANU
(Universidade Nacional Australiana) e a empresa de pesquisa política holandesa Kieskompas e entrevistou 2.600 australianos. O estudo também contou com o apoio da Fairfax, um gigante da mídia no país. Em proporções diferentes de acordo com o perfil, o eleitor se diz decepcionado e acha que o mundo está mudando rápido demais.
Decepção.
O salário interferiu na satisfação com a vida em geral. Dos assalariados de baixa renda – entre R$ 45 mil e R$ 144 mil por ano –, 36% estão decepcionados. Apenas 16% dos assalariados de alta renda, que recebem a partir de R$ 250 mil por ano, têm a mesma percepção.
Mudança.
Metade dos que ganham menos acha que o mundo está mudando com frequência e velocidade. Concordam com isso apenas 26% daqueles com salários mais altos.
“Pessoas com mais recursos são capazes de se adaptar porque têm meios para isso”, disse Ariadne Vromen, professora de sociologia política da Universidade de Sydney. “Eles têm renda disponível para comprar novas tecnologias, educação e treinamento. Muitos deles estão por trás de muitas mudanças sociais e econômicas como líderes de sociedade.”
Haves or Have-nots
A ANU dividiu os eleitores em “haves” (os que possuem) e “have-nots” (os que não possuem) a partir da renda, educação e idade. Rachel Katterl, de 31 anos, por exemplo, é uma das “haves”. Possui diploma de pós-graduação e renda anual de quase R$ 276 mil. Ela se define politicamente “com tendência para a esquerda”. Também confessa estar desiludida com a política australiana – uma visão compartilhada por 75% dos australianos, de acordo com as pesquisas do projeto. Ao contrário da maioria dos menos privilegiados, quando a situação política e econômica mais ampla fica aguda, ela encontrou no próprio mundo razões para ser otimista.
“Eu acho que (a política australiana) é bastante difícil… Observar tudo o que está acontecendo apenas aumenta meu desejo de reforçar minha própria bolha”, disse ela. “Conscientemente, alterei minhas fontes de referências.” Ela prefere focar na vida presente. “Tendo a não pensar de forma mais ampla. Sei que tenho muito privilégio e muita sorte, por isso, preciso aproveitar para me concentrar nas coisas que posso controlar, ao invés de estagnar e ficar chateada com os macros eventos.”
Em Melbourne, a arquiteta e consultora Helen Day, de 47 anos, diz que está “muito positiva” e acredita que o país apresenta inúmeras oportunidades, apesar do crescimento da população. “Há mais potencial para as pessoas criarem meios de subsistência com suas paixões e seus verdadeiros interesses, seja um serviço de nicho, seja um novo produto ou uma especialização, se você for um acadêmico”, disse Helen Day, que possui mestrado na Faculdade de Economia de Londres e ganha mais de R$ 250 mil por ano. “No geral, eu sou muito positiva, mas observo que, como em qualquer processo de crescimento urbano, há sempre problemas em torno da disparidade social e da violência. Com o bem, sempre virá mal.”
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Fonte: Inga Ting
Síntese: Equipe Plenae
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