A imaginação coletiva anuncia: está chegando mais uma história para contar.
23 de Agosto de 2024
A imaginação coletiva anuncia: está chegando mais uma história para contar. Caipora, curupira, cuca, lobisomem - não importa o protagonista, mas sim, o que ele pode nos causar. A imaginação sendo fertilizada como os solos desse país que insiste justamente nessa fertilidade em tudo que toca, seja um plantio ou um simples conto.
Boitatá, Sereia Iara, Boto cor de rosa, Vitória Régia e Chico Rei: é possível passar uma noite inteira só desvendado os mistérios por trás de linhas aparentemente inofensivas, mas que guardam dentro de si a sabedoria e a beleza de uma pátria inteira.
O folclore é tão nosso quanto nossos mares e nossas árvores. É um patrimônio tão fundamental quanto nossos tantos edifícios históricos. São oralidades passadas ao longo dos séculos que veem, em suas ligeiras mudanças de narrativas de uma geração para a outra, as mudanças refletidas daquela sociedade, naquele presente momento.
Essa flexibilidade abarca as alterações urgentes que as novas décadas exigem. É preciso cortar tudo aquilo que já pode ter fortalecido velhos preconceitos. Revisitar a história do Saci pererê, do negrinho do pastoreiro, dos escravos de jó, do boi da cara preta e qual mais for necessária. Não há o que temer, engrandecemos quando abraçamos o diferente e deixamos no passado o que deveria mesmo ter ficado lá.
Garantiremos a existência de tudo que veio antes e tudo que virá depois enquanto contarmos e perpetuarmos histórias. É nesse ato que se guarda um bem muito precioso e invisível a olho nu, aquilo que não se pode tocar e nem mesmo definir ao certo, mas indissociável de quem somos ou quem pretendemos ser, que a nossa tradição. Viva o Dia do Folclore, viva a cultura brasileira, a diversidade e o poder de transformar tanta bagagem em uma linda e colorida viagem lúdica!
Para Inspirar
O termo ainda não se popularizou, mas parece ganhar forças para explicar um fenômeno que atinge todos nós em alguma medida
31 de Outubro de 2023
Que estamos todos um pouco cansados de tela, já
sabemos. Aqui no Plenae, falamos sobre a prática do doomscrolling e
os malefícios que ela acarreta, além de siglas como o FOMO,
muito impulsionada pelas redes sociais, o excesso de telas na infância e
até o sharenting.
A internet trouxe consigo muita evolução e revolução, e há diversos
fatores positivos envolvidos com o seu surgimento. O body positive,
por exemplo, é um deles. Assim como a presença indígena nas redes,
as opções de entretenimento calmo e
até técnicas como ASMR. Mas,
é preciso cuidado.
A positividade tóxica
que se alastrou pelas redes sociais, lugar onde também impulsionou a dismorfia corporal e
o impulsionamento das fake news
são outros pontos de atenção que as novas tecnologias também nos trazem. Por
fim, temos ainda uma questão mais pontual, mas que pode nos afetar até mesmo
fisicamente: a apneia de tela. E é dela que falaremos hoje.
A respiração e as telasEla
é bastante comum e afeta até 35% da população, sendo que boa parte dessas
pessoas podem não saber que sofrem disso. A apneia do sono pode levar a outras
complicações e suas causas são variadas – de genéticas à anatômicas.
Foi
pensando nesse distúrbio do sono que criou-se o termo “apneia de tela”. Citado
pela primeira vez em 2008 por Linda Stone, ex-executiva da Microsoft, ele
surgiu de uma observação da própria, que registrou tudo em um artigo publicado
no Huffington Post, altamente acessado, vale dizer.
A executiva percebeu que, mesmo fazendo seus exercícios matinais de respiração,
ao abrir o e-mail, sua capacidade respiratória era reduzida ou ficava
descompassada. A partir dessa percepção, ela então convidou 200 pessoas para
sua própria casa e monitorou seus batimentos cardíacos e respiração enquanto
checavam seus e-mails, como conta este artigo da Folha de São Paulo.
A
conclusão foi a mesma que ela tivera consigo mesma: 80% deles também
apresentavam modificações significativas em suas respirações enquanto liam
esses e-mails. Na época, essa conclusão levou o nome de “apneia de e-mail”. Até
porque, o contexto do momento não envolvia a quantidade de telas às quais somos
expostos hoje.
Em 2020, tanto tempo depois das primeiras conclusões
de Stone, um outro especialista escreveu sobre o assunto. James Nestor examinou
o fenômeno e trouxe seus próprios pareceres em seu livro de "Breath:
The New Science of a Lost Art" [Respirar: a nova ciência de uma arte
perdida, em tradução livre].
Por que paramos de respirar?
O que fazer para evitar a apneia de telaConteúdos
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