Hoje, decidimos refletir sobre o que é ser mulher.
8 de Março de 2023
Ao longo dos últimos 7 dias, homenageamos mulheres pioneiras. Hoje, decidimos refletir sobre o que é ser mulher. Quando descobri que seria tia de menina, fui invadida por um turbilhão de sentimentos conflitantes. Não era só a alegria de mais um bebê a bordo e nem tampouco o ineditismo de ter um sobrinho, afinal, eu já era tia de um menino. Mas essa notícia ressoou diferente em mim, um tipo de frase que te faz pensar em sua própria caminhada.
Que lindo seria ter mais uma mulher no mundo, pensei de imediato. Ter mais uma de nós, somando nessa alcateia de lobas espalhadas por todo o canto, norteando, fortalecendo e dando sentido à sociedade. Mas que percurso exaustivo ela trilharia, pensei também. Quantos desafios seriam postos para ela desde pequena, uma lição prematura de que a jornada tende sempre a ser dupla, em todos os sentidos. Foi como me olhar no espelho e me perceber de uma forma inédita.
É difícil cravar o primeiro momento em que uma mulher entende que é mulher. É complexo pontuar essa grande epifania, o estalar de dedos que expõe de maneira irrefutável: você é uma mulher. Há quem nunca sinta essa virada de chave, há quem sinta já nos primeiros dias de existência.
A experiência feminina é profunda, dinâmica e absolutamente individual. Mas deve-se dizer que, uma vez constatado o fato de que se é uma mulher, não há mais volta. Isso porque essa constatação é carregada de dores e delícias, é um trajeto sem placas de retorno, para o bem e para o mal.
Já se passaram quase sete anos desde que o mundo conheceu o sorriso da minha sobrinha e, de lá para cá, assisti de camarote todos os seus ziguezagues e legitimei cada um deles. O que eu não esperava era ver na prática uma grande lição, entoada por outra grande mulher há tantos anos, se desdobrando diante dos meus olhos: não se nasce mulher, torna-se mulher.
E esse desabrochar que Beauvoir descreveu, e que pode ou não acontecer para cada uma de nós, é um espetáculo à parte, que vale a pena ser assistido. Porque não há nada mais potente do que uma presença feminina que diz, sem rodeios: eu não irei a parte alguma, pois aqui é o meu lugar.
Para Inspirar
Essa linha de cuidado que reúne um conjunto de práticas que vão ter como objetivo fornecer qualidade de vida para os pacientes que mais precisam. Entenda mais!
24 de Novembro de 2023
No segundoepisódio da décima quarta temporada do Podcast Plenae, embarcamos no propósito
de Fernando Korkes: usar os seus conhecimentos médicos para ajudar quem mais
precisa no Sistema Único de Saúde. Isso, por si só, já seria incrível. Mas a
proposta de Fernando é ainda mais específica: trazer essa ajuda de uma forma
que faça sentido para o paciente, levando em consideração suas chances de cura
e garantindo a dignidade e a qualidade de vida.
Esse olhar não foi adquirido por ele ao longo da formação. Korkes, assim como
tantos outros profissionais da saúde, estudou a medicina tradicional, que abre
pouco diálogo para o subjetivo e para o sentimental. Essa jornada teve início
dentro dele a partir de uma situação específica em sua vida: o câncer que levou
sua mãe. Ao longo do tratamento, Fernando viu de perto que tratar um indivíduo
não significa tratar somente a sua doença. E que, na verdade, há tantas frentes
para se olhar que muitas vezes a doença fica em segundo plano.
Ele viu de perto uma área que ainda caminha a passos curtos no Brasil, mas que
promete avançar cada vez mais com firmeza e gentileza que deve ser: os cuidados
paliativos. Hoje, falaremos desse termo e desse tipo de atenção que deveria ser
regra e matéria obrigatória na graduação, mas que infelizmente ainda é cercado
de tabus muito maiores e mais complexos.
A atenção final: os cuidados paliativos
“O cuidado paliativo é uma linha de cuidado que reúne um conjunto de práticas
que vão ter como objetivo fornecer qualidade de vida para os pacientes e
familiares no contexto de uma doença grave e ameaçadora de vida. Esse cuidado
vai ser feito principalmente através do alívio de sintomas, dor e sofrimento,
oferecendo suporte e técnicas que buscarão ajudar o paciente a viver de uma
forma mais ativa e funcional possível, até a finitude.”, explica Ana Carolina
Stamm Fávero, psicóloga, especialista em Psicologia Hospitalar e Cuidados
Paliativos.
Os caminhos do cuidado paliativo
Ela também participou como uma das entrevistadas para o documentário “Quantos
dias. Quantas noites”, projeto apoiado financeiramente pelo Plenae e que te contamos em detalhes por aqui e que gerou ainda essa matéria relacionada completa quefizemos para falar
sobre esses anos que ganhamos na era da longevidade. Essa atenção que o assunto
tem recebido é importante para trazer luz ao tema, que ainda sofre muitos
mitos.
Onde, como e para quem?
Conteúdos
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