O despertar do esporte

A sensação de dever cumprido depois de um treino feito logo cedo ou no final do dia, com muito esforço, mas a certeza da recompensa.

25 de Março de 2024


A sensação de dever cumprido depois de um treino feito logo cedo ou no final do dia, com muito esforço, mas a certeza da recompensa. Sentir a endorfina correndo pelas veias depois de calçar seus tênis e sair correndo com a música pulsando em seus ouvidos. A alegria de se deparar com a linha de chegada e todos os esforços pessoais que só você sabe ter batido em uma "simples" corrida. 

Dançar com um sorriso no rosto, acertando ou errando cada passo, pois não importa: a métrica de sucesso aqui é se divertir. Dar longas braçadas em uma piscina e sentir a água como extensão do próprio corpo. Respirar de forma ritmada em uma sessão de yoga, segurar uma raquete com força e graça ao mesmo tempo, gritar gol bem alto em uma partida de futebol que passou tão rápido e você só percebeu ao apito do juiz.  

A pontuação do vôlei, do basquete, do handball, tão dinâmicas quanto suas próprias regras, tão rápidas quanto o próprio tempo dos passes, tão divertidas e estimulantes quanto o próprio jogo. O skate, ainda um jovem entre tantos outros mais velhos, que vem descobrindo a alegria do ineditismo como uma criança desbravando novos mundos. A beleza de uma ginasta que esconde por trás dos movimentos precisos e do sorriso no rosto uma força e um foco que não condizem com o seu tamanho. 

O esporte não é uma paixão à primeira vista para todos. Para a maioria de nós, isso acontece por não ter sido devidamente estimulado no começo de nossas vidas, momento propício para isso. A verdade é que essa (A) ausência de estímulo ainda na infância dificulta muito lá na frente o entendimento de que movimentar nosso corpo é também uma forma de amor e autocuidado consigo mesmo.  

Pouco importa a modalidade, o segredo mora em se apaixonar pelo processo sem focar no resultado final e descobrir-se capaz de qualquer coisa quando se tem garra e paciência. E você, é movido pelo esporte?

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Para Inspirar

O corpo durante uma Síndrome de Burnout

O que acontece com as nossas sensações físicas durante uma crise que precede a tão temida Síndrome de Burnout? Te contamos aqui!

1 de Novembro de 2024


No quarto episódio da décima sétima temporada do Podcast Plenae - Histórias para Refletir, conhecemos a história de Gustavo Ziller. O representante do pilar Mente contou como caiu em falsas promessas de sucesso, assim como muitos, e penhorou sua própria saúde em nome desse tão sonhado status. 

O que aconteceu com o empresário é o que acontece com milhares de pessoas pelo mundo: só no Brasil, em uma década, o número de afastamentos por Síndrome de Burnout cresceu 1.000%. O caso é tão sério que, recentemente, ela foi reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e entrou para a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-11)

Por aqui, já falamos dessa questão em outras situações, seja desmistificando esse conceito de forma geral, ou no episódio de Izabella Camargo que também foi vítima dessa patologia e até os sinais de que seu corpo está estressado - mas não necessariamente em estado de burnout. 

Hoje, vamos falar sobre o que acontece com o seu corpo durante uma crise que pode te acender um alerta para procurar ajuda de fato. Leia mais a seguir! 

A resposta do corpo


A Síndrome de Burnout, também conhecida como “síndrome de esgotamento profissional”, é o resultado direto de estresse crônico no ambiente de trabalho ou proveniente dele - ou seja, o que você continua sentindo mesmo quando está fora dele. Essa síndrome pode afetar o corpo de várias maneiras, como:

  1. Fadiga intensa: uma sensação de cansaço físico e mental predominante, mesmo depois de descansar. É por isso que “férias” não é uma resposta simples e certeira. 

  2. Alterações no sono: o sujeito pode experimentar episódios intensos de insônia ou sono excessivo podem ocorrer, levando a uma piora na qualidade do sono.

  3. Problemas digestivos: a pessoa que sofre de burnout pode observar um aumento de problemas gastrointestinais, como indigestão, dor abdominal, alterações no apetite, entre outros. 

  4. Dores físicas: muitas pessoas relatam sofrer de diferentes dores sem causas aparentes, como dores de cabeça, tensões musculares, entre outras.

  5. Sistema imunológico enfraquecido: essa exaustão acumulada pode deixar o seu corpo mais suscetível a doenças e infecções de naturezas diferentes.

  6. Alterações emocionais: além da imunidade, o estresse crônico pode causar sensações como irritabilidade, ansiedade e depressão. E, nesse ponto, vale a atenção na hora do diagnóstico, para que o especialista veja de forma macro e enquadre na síndrome, e não como condições separadas. 

  7. Cognição: dificuldades de concentração, problemas de foco e memória podem se intensificar, afetando a produtividade que é justamente o grande objetivo do trabalhador que sofre com burnout. 

  8. Mudanças no apetite: algumas pessoas podem perder o apetite, enquanto outras podem comer em excesso.

Outros sintomas


Além dos traços mais evidentes, citados anteriormente, há ainda outros que podem ou não surgir e não há uma ordem ou uma hierarquia. Os psicólogos Herbert Freudenberger e Gail North, respectivamente, alemão e americana, criaram uma lista do que seriam os 12 estágios da síndrome. Esses estágios não devem ser vistos como fases, como explica o UOL Viva Bem, pois são sintomas. São eles:

1- Compulsão em demonstrar o seu próprio valor

2- Incapacidade de se desligar do trabalho

3- Negação das próprias necessidades

4- Fuga de conflitos ou quando é confrontado a respeito de sua situação

5- Negação de problemas

6- Reinterpretação de valores pessoais

7- Distanciamento da vida social

8- Mudanças abruptas de comportamento

9- Despersonalização, não consegue ver valor em si e nem nos outros

10- Vazio interno constante 

11- Depressão patológica e clínica

12- Pensamentos suicidas - e aqui, o acompanhamento psicológico é urgente

Pessoas mais exigentes e entusiasmadas com o trabalho são mais suscetíveis a perderem o senso da quantidade de responsabilidade e se perderem no caminho para essa síndrome - mas não são as únicas. Todos podemos ser vítimas um dia, e ela não acontece subitamente, ela é crescente e pode levar anos até o pico de estresse chegar.

O primeiro passo é o de sempre: reconhecer o problema. Em seguida, procure uma ajuda psicológica que irá ajudar a mapear o tamanho do problema e quais são os passos seguintes. O tratamento será multidisciplinar, ou seja, a terapia poderá caminhar junto com a medicação e, em muitos casos, o afastamento do ambiente estressor é fundamental. Há saídas possíveis, quanto antes começar, melhor.

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