Na ciranda da amizade

Viver é sobre construir laços.

12 de Dezembro de 2022


Viver é sobre construir laços. De tudo que deixamos para trás quando partimos deste plano, são as nossas conexões que ficam e que preservam nossa memória. O que eu deixei para cada um que cruzou o meu caminho? Essa deveria ser a nossa principal preocupação cotidiana. ⁠

E é nesse espaço que surge a família que escolhemos ter: os amigos. Não fomos obrigados a tê-los e muito menos a mantê-los. Não há nada mais legítimo do que essa escolha em ficar. Porque a amizade é, antes de mais nada, uma escolha diária. ⁠

E como qualquer relação, trata-se de uma construção à várias mãos, que pode demandar sim uma manutenção eventual. Para isso, temos um superpoder humano: a linguagem. A comunicação constrói pontes, estreita caminhos, cria atalhos. Em sua ausência, surgem ruídos, por ora inofensivos, por ora catastróficos.⁠

Para manter um amigo por perto, é preciso se despir de vaidades e orgulhos, desviar de jogos e mentiras e estar disposto a sempre se reinventar, conforme os anos se passam. Nós mudamos constantemente e segurar na mão de quem caminha ao seu lado para encarar essas mudanças exige coragem e uma dose extrema de amor.⁠

Abrace um amigo ainda hoje, se puder. Lembre-se de que algo de invisível, impossível de segurar com a mão, foi o que uniu vocês lá no começo dessa história, e é nessa partícula infinitesimal que seus caminhos se cruzaram em uma explosão que nenhum dos envolvidos jamais se esquecerá. ⁠

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Para Inspirar

Descubra o tesouro dos supercentenários

Segundo pesquisas americanas em gerontologia, a partir dos 110 anos, quando um idoso ganha o título de supercentenário, mudam os gatilhos responsáveis pelo envelhecimento.

25 de Abril de 2018


A ciência descobriu uma espécie de barreira etária, a partir da qual a genética passa a ser mais importante do que a qualidade de vida no processo de envelhecimento. Segundo pesquisas americanas em gerontologia, a partir dos 110 anos, quando um idoso ganha o título de supercentenário, mudam os gatilhos responsáveis pelo envelhecimento. Assim vive mais quem tiver uma genética, digamos, especial, e não necessariamente hábitos mais saudáveis. Em 2012, foram identificadas combinações genéticas responsáveis por uma vida extremamente longa. “Isso significa que os genes estão desempenhando um papel mais forte do que a forma como as pessoas vivem para chegar a idades extremas”, diz Thomas Perls, diretor do Estudo Centenário da Nova Inglaterra, em Boston. Segundo ele, a genética tem apenas 20% da responsabilidade para um indivíduo chegar a ser um nonagenário, mas quando se atinge a barreira dos 110 anos, passa a valer mais a genética do que os hábitos. Ao pesquisar o genoma de 17 supercentenários, o grupo de Michael Greicius, professor associado da Faculdade de Medicina de Stanford, não encontrou nenhum gene específico ou variante dele que pudesse ser responsável pela vida extremamente longa. Em vez disso, identificou uma série de combinações vencedoras de genes, que protegem os supercentenários contra a maioria ou todas as doenças relacionadas à idade. “Não é tirar um cartão premiado, mas ganhar oito ou nove sorteios seguidos”, diz Greicius. Em outras palavras, os supercentenários podem conter a chave para tratamentos de doenças que matam a maioria da população, entre elas, problemas cardíacos e acidente vascular cerebral – responsáveis ​​por cerca de um quarto das mortes do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Nas palavras de Greicius: “Os supercentenários escondem um tesouro genético.” Leia o artigo completo aqui .

Fonte: Anna Medaris Miller Síntese: Equipe Plenae

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