Para Inspirar

Meditação ajuda a viver mais

Praticantes de meditação vivem mais e melhor, afirma ganhadora do Prêmio Nobel

30 de Julho de 2019


A imagem do sábio antigo, de aparência jovem, meditando no topo de uma montanha pode estar mais próxima da realidade do que se imagina. Pesquisadores do Centro para Mente e Cérebro, da Universidade da Califórnia-Davis, descobriram que, após uma estadia de três meses em um retiro de meditação , as pessoas mostraram níveis mais elevados de uma enzima associada à longevidade.

Os pesquisadores encontraram fortes indícios de que a prática pode levar os indivíduos a viver mais . Liderados por Tonya Jacobs – psicóloga especializada em psicologia cognitiva –, eles compararam 30 participantes em um retiro de meditação realizado no Shambhala Mountain Center, no Colorado. Pessoas que estavam em uma lista de espera para o curso foram usadas como grupo de controle.

Os participantes meditaram seis horas por dia durante três meses. A técnica estava centrada na atenção plena – por exemplo, concentrando-se unicamente na respiração e no momento – e na bondade amorosa, que aumenta a compaixão para com os outros.

Após a intervenção de três meses, os pesquisadores descobriram que os praticantes tinham em média cerca de 30% mais atividades da enzima telomerase do que o grupo de controle. Essa substância é responsável pela reparação dos telômeros, estruturas localizadas nas extremidades dos cromossomos que, como as cápsulas plásticas nas pontas dos cadarços, impedem que o cromossomo se desfaça.

Cada vez que uma célula se reproduz, os telômeros ficam mais curtos e menos eficazes na proteção do cromossomo. Os pesquisadores acreditam que essa seja uma das causas do envelhecimento. À medida que o cromossomo se torna mais vulnerável, a reprodução das células diminui e, eventualmente, para se telômeros se desintegram completamente.

A telomerase pode mitigar – e possivelmente parar – o envelhecimento celular. “Algo sobre estar em um retiro por três meses mudou a quantidade de telomerase no grupo”, diz Elizabeth Blackburn , uma das autoras do estudo que ganhou um Prêmio Nobel pelo trabalho anterior sobre a telomerase. “Não provamos que a meditação causou a mudança. Porém, as alterações que vimos acompanharam de forma quantificável o bem-estar psicológico e a perspectiva das pessoas.”

Em outras palavras, pessoas com níveis mais altos de telomerase também mostraram melhora psicológica. Os pesquisadores não conseguiram comparar os níveis de telomerase nos grupos antes e depois do retiro por razões logísticas.

Fonte: Maia Szalavitz, para Time
Síntese: Equipe Plenae
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Você sabe onde se encontrar?

Você já se procurou em suas antigas versões?

13 de Abril de 2023


Você já se procurou em suas antigas versões? Sentiu falta daquilo que não tem certeza se viveu de fato, mas acha que viveu e, portanto, sente saudades? Você já foi embalado justamente por esse saudosismo onde tudo parece ter sido impecável no passado e, portanto, pode estar fadado ao fracasso no futuro?

O nome disso é nostalgia que, segundo a definição do dicionário, trata-se de "saudades de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado." É nesse desejo de voltar para o que já foi, tão natural quanto qualquer outra sensação humana, que podemos nos perder de nós mesmos.

Virar essa falta ambulante, uma fonte inesgotável de lembranças que, ao menor descuido, poderá habitar cada parte de seu corpo como alguém que sempre esteve aí. Ficar eternamente preso ao que se foi, mas seguir sendo de alguma forma que não se sabe explicar. Procurar-se em ruínas e perder-se no tempo presente, em um constante álbum de memórias próprias, que só fará sentido para quem o sente.

Essa vontade de viver o que já se viveu é, na verdade, um mecanismo de defesa de qualquer ser humano, pois o perigo mora apenas no desconhecido. E, nesse passado tão perfeito, não há desconhecimento.

Se normalizamos a falta, devemos também normalizar o nosso adeus. Entendo, enfim, que somos feitos então de pequenas saudades do que fomos, todos nós. Fragmentos do eu que deixou de existir para que outro eu pudesse nascer. Viver é perder-se um pouco o tempo todo nas esquinas da vida, enquanto tenta se encontrar.

Você sabe onde se encontrar? Você sabe onde se encontrar? Você sabe onde se encontrar? Você sabe onde se encontrar?

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