Para Inspirar

Marcos Piangers em “Paternidade é afeto”

Na quinta temporada do Podcast Plenae - Histórias para Refletir, conheça a paternidade afetuosa do escritor Marcos Piangers

6 de Junho de 2021


Leia a transcrição completa do episódio abaixo:

[trilha sonora]

Piangers: Eu devia ter uns 4 ou 5 anos quando perguntei pra minha mãe, Heloisa: “Por que todo mundo tem pai e eu não?”. Eu lembro que ela ficou desestabilizada com a pergunta. Acho que por isso essa passagem ficou tão marcada na minha memória. 

[trilha sonora]

Geyze Diniz: Ele já escreveu dois livros sobre sua experiência como pai, mas sua história com a paternidade vai além dessas páginas escritas. Piangers passou mais de 35 anos sem saber quem era seu pai biológico, e metade desse tempo se preparando para ser o melhor pai do mundo para suas filhas, Anita e Aurora. 

Conheça a história cheia de emoção,  cuidado e amor de Marcos Piangers. Ouça, no final do episódio as reflexões do rabino Michel Schlesinger para te ajudar a se conectar com a história e com você mesmo. Eu sou Geyze Diniz e esse é o Podcast Plenae. Ouça e reconecte-se. 

[trilha sonora]

Piangers: Não é nada fácil a vida de uma mãe solo. A gente morava só nós dois num apartamento pequeno, em Florianópolis, e meus avós cortaram relação com a minha mãe quando descobriram que ela engravidou antes de casar. Eu só fui conhecer os meus avós quando eu tinha 2, 3 anos, depois de muito esforço de uma amiga que intermediou as relações. 

Eu cresci sonhando com quem seria o meu pai. A gente tem essa narrativa do herói muito forte na nossa produção cultural, e eu ficava pensando: será que ele é o Super-Homem? Ou ele é um ator famoso? Um jogador de futebol? Um milionário? Mas também tinha o outro lado: e se ele fosse um vilão? Um bandido? Uma pessoa ruim? 

[trilha sonora]

Na adolescência, quando eu perguntava pra minha mãe quem era o meu pai, ela sempre repetia que era ela. Eu acho que ela tinha medo de me contar, de eu ir atrás e me magoar com a reação dele. Aquela coisa de mãe protetora sabe? Eu acho que ela se sentia até orgulhosamente empoderada de me criar sozinha. De provar pro meu pai biológico e pros meus avós, e pro mundo, que ela dava conta de pagar todas as contas e lidar com todos os desafios de ser uma mãe solo. Até hoje ela tem esse espírito forte de lidar com os problemas de uma maneira objetiva, de aparentemente não sofrer com os percalços da vida.   

[trilha sonora]

Depois de muuuuitos anos, ela me contou uma história que foi decisiva para não revelar quem era o meu pai. Ela conta que, quando eu tinha uns 3 anos, a gente foi na praia da Joaquina e eu ia de barraca em barraca pedindo picolé de molango. Ela ia atrás tomando conta de mim. Em um guarda-sol, o pessoal já estava meio bêbado e me deu caipirinha pra provar. Depois disso, eu pedia picolé de molango ou caipilinha. Aí todo mundo dava risada, era uma diversão na praia. Numa dessas barracas, eu encontrei o meu pai biológico. Ele reconheceu a minha mãe, mas virou a cara pra ela. Ela passou mal, quase desmaiou. Eu me lembro vagamente das amigas abanando, jogando água e falando: “O cara tá lá, o cara tá lá”. É claro que na época eu não entendi quase nada, mas fiquei angustiado de ver a minha mãe passando mal. Foi a partir desse dia que ela resolveu não me contar quem era o meu pai.

[trilha sonora]

Eu me casei e a minha esposa já estava grávida da nossa primeira filha, a Anita, quando eu fui perguntar pra minha mãe de novo: “Mãe, minha filha não vai conhecer o avô?” E ela disse: “Pra que você quer saber?”. Ia sempre desconversando.  

Quando a minha filha já tinha 8, 9 anos, a minha mãe descobriu um câncer. E aí ela resolveu me contar: seu pai tem esse primeiro nome, esse segundo nome, a gente se conheceu na empresa, teve uma história, ele fugiu quando descobriu que eu estava grávida, virou a cara pra mim na praia, se mudou de cidade e aí eu decidi que eu mesma ia criar você. 

Aquilo foi profundamente libertador pra mim, ouvir a verdade. Abracei ela e falei: “Que bom”. Meu pai não é um jogador de futebol, um empresário famoso, um milionário, mas também não é um bandido. É só uma pessoa comum que cometeu um erro. E isso me deu um alívio, tirou um peso das minhas costas. 

[trilha sonora]

Depois disso, por incrível que pareça, não me deu vontade NENHUMA de conhecer o cara. Primeiro, por respeito pela minha mãe, por ela ter ficado e cuidado de mim. Segundo, porque, naquela altura, eu preferia dedicar o meu tempo, a minha energia, para minha esposa, pras minhas filhas, pros meus amigos, e pra minha mãe, em vez de fazer um esforço tremendo para procurar e me relacionar com um cara que me abandonou. Pra que eu faria isso? Por causa do nome, da convenção social, do laço sanguíneo? O meu pai biológico contribuiu com UMA célula apenas para minha formação. Paternidade não é DNA, é afeto, presença, carinho. Hoje eu tenho uma família estendida amorosa e presente, uma pequena aldeia para criar as minhas filhas. Essa rede de amor substitui um pouco aquela falta que eu sentia quando eu era pequeno.

[trilha sonora]

Só que a minha esposa, que é muito curiosa, buscou no Facebook pessoas com o nome do meu pai biológico. E achou vários caras e começou a mandar pedido de amizade, e um deles aceitou e disse: “Oi, Ana”. Ela escreveu que queria conversar, e ele já respondeu: “Eu acho que eu sou o pai do Marcos”.  Então ela perguntou: “Por que você nunca falou com ele?”. E ele respondeu que durante muito tempo não teve certeza se era o meu pai, apesar da minha mãe ter dito pra ele que era.

Quando a minha esposa me contou essa história, eu falei: “Pronto, é o mesmo papo de SEMPRE”. “Ah, mas eu não tinha certeza que eu era o pai”; “Ah, mas a mãe não me deixou participar como eu queria”. É um comportamento MUITO egoico e machista. Os caras sempre colocam a culpa na mulher. E eu fiquei pensando: “Poxa, a minha mãe estava lá por mim, com todas as dificuldades, até hoje ela tá aqui por mim. E o cara vai botar a culpa nela!?”.

[trilha sonora]

A essa altura eu já tinha lançado o meu primeiro livro, O papai é pop, sobre a minha experiência como pai. Já tinha mergulhado no universo da paternidade e da masculinidade e já tinha ouvido relatos de muitos pais que cuidaram e abandonaram seus filhos. Um ano depois dessa conversa, a minha esposa publicou o livro dela, A Mamãe é Rock, e eu lancei o O Papai é Pop 2. A gente foi lançar os livros na livraria Travessa, no Rio de Janeiro. Estava um dia incrível, com vários amigos, altas filas, vinho branco. Na tarde de autógrafos, eu senti que a Ana estava cada vez mais nervosa, olhando pra alguém da fila. Olhando e nervosa, olhando e nervosa. Eu pensei: “Peraí. Ela já me contou que o meu pai biológico mora aqui no Rio”. 

Eu não sabia a cara dele, mas ela sabia, então, deve ser o meu pai biológico. Vi o cara chegando, acompanhado de duas amigas. Continuei recebendo todo mundo de forma carinhosa, atenciosa, tirando fotos, dando autógrafos, conversando com todas as pessoas. Quando chegou a vez dele, eu estendi a mão e falei: "ô, rapaz, tudo bom? Eu sei quem você é”. 

[trilha sonora]

Ele me olhou assustado. A amiga dele falou: “Ai, meu Deus, tô nervosa!”. Eu falei: “Calma, você não precisa ficar nervosa, tá tudo certo, deu tudo certo. A minha mãe me criou super bem. Eu não tenho mágoa, eu não tenho raiva, nem vontade de voltar no tempo”. Ele ficou ali do lado por um tempo. A gente se despediu quando ele foi embora, mas depois a gente nunca mais se falou.

[trilha sonora]

Embora eu tenha dito pro meu pai biológico que eu não queria voltar no tempo, na verdade, se eu pudesse e se o meu pai estivesse disposto e pudesse ter sido amoroso, atento e sensível, eu ia querer voltar sim.

[trilha sonora]

 Porque eu senti muita falta de ter um pai. De ter um gigante protetor do meu lado, segurando a minha mão. De deitar numa barriga grande e pensar: “Aqui ninguém me pega, eu tô seguro”. Eu senti falta de ter um pai quando eu comecei a me apaixonar pelas meninas e não sabia o que falar, o que fazer. Senti falta de ter um pai pra me ensinar a andar de bicicleta. Eu só fui aprender depois de velho. Eu senti falta de ter um pai pra me levar no futebol, me dar um time do coração. Senti falta de ter pai quando nasceram as minhas duas filhas. Alguém pra me falar: “Não sai pra beber cerveja. Você tem filha pequena em casa. Volta pra cuidar delas, se conecta com essa engrenagem, que é importante nos primeiros dias, meses e anos”. Eu senti falta de ter um pai ontem. Eu senti falta de ter um pai hoje, de poder ligar pra alguém e conversar. 

[trilha sonora]

Eu passei e passo a vida tentando entender a figura masculina. Por que que desde pequeno a gente ouve que os homens têm que ser conquistador, forte, malandro, alheio às questões da família e dos afetos? Esse modelo coloca muita pressão sobre as mulheres, mas também é altamente prejudicial pros próprios homens. A paternidade é uma chance do homem se transformar não pela dor, mas pelo amor. É a chance dele se conectar com ele mesmo. Isso é tão importante que a ciência mostra que até a saúde do homem melhora quando ele participa da criação dos filhos. 

Eu já viajei para vários países tentando passar uma mensagem de que a gente precisa mudar essa visão de paternidade e masculinidade. Vi famílias japonesas chorando, porque lá os homens são frios com os filhos e as esposas. Senti a mesma coisa numa palestra em Londres. Na Ilha da Madeira, em Portugal, um cidadão de idade avançada levantou e falou: “Eu passei a vida fugindo dessa sensibilidade que você tá falando, desse carinho com os filhos. Eu me arrependo profundamente disso”. Em Criciúma, em outra palestra, um outro senhor falou a mesma coisa. Tem muito homem que morre infeliz por não ter expressado seus sentimentos, abraçado mais e vivido a sua verdade.

[trilha sonora]

Com os meus livros e vídeos, eu acredito que a mensagem já tenha chegado, talvez, a 1% da população brasileira. Ainda tem muuuuito homem afastado da família, agressivo com os filhos, perdendo a chance de viver um casamento feliz. Eu sozinho não vou dar conta de alcançar todo mundo. Por isso eu incentivo que mais homens escrevam e falem sobre esse assunto. A gente tem que multiplicar a mensagem. E não é sobre mim, é sobre 6 milhões de crianças que não têm o nome do pai na certidão de nascimento, e outras milhões que não tiveram um pai presente e afetuoso dentro de casa. É importante pros homens, pras mulheres, pra sociedade e especialmente pras crianças. Essa é a minha missão. 

 [trilha sonora]

Miguel Schlesinger: Ninguém faz filho sozinho. E, portanto, ninguém deveria criar um filho sozinho. É muito doloroso para uma pessoa, como contou o Marcos Piangers, quando o pai ou a mãe estão vivos e não assumem a sua paternidade ou maternidade. Esse é um cenário mais comum entre homens, que muitas vezes deixam para a mulher a difícil tarefa de criar um ser humano. Esses homens não prejudicam somente as mulheres e as crianças, mas a si mesmos. Eles perdem a oportunidade de conhecer um amor profundo, e de envelhecer ao lado de um filho.

Que nós saibamos fortalecer juntos, uma sociedade na qual as pessoas assumam a responsabilidade por seus filhos. E quando os filhos não tiverem a sorte de ter pais presentes, que saibamos abraçar esses órfãos e mostrar que é possível mudar o curso da história. Mesmo aquele que não recebeu afeto pode constituir uma família repleta de amor. Como tão lindamente faz Marcos Piangers. Certa vez, um amigo me ensinou que professores são aqueles que nos ensinam como se comportar, mas não menos mestres, são aqueles que nos mostram o caminho a NÃO ser seguido. Às vezes são os anti-heróis, os anti-exemplos, que fazem com que sejamos quem somos, que fazem com que tenhamos a vontade de escrever uma história diferente. 

[trilha sonora]

Geyze Diniz: Nossas histórias não acabam por aqui. Confira mais dos nossos conteúdos em plenae.com e em nosso perfil no Instagram @portalplenae.

[trilha sonora]

Compartilhar:


Para Inspirar

Amputação: os caminhos a serem percorridos

O que muda na vida de uma pessoa que teve membros amputados? Quais são as mazelas emocionais e até legais a serem enfrentadas? Entenda mais sobre o tema!

24 de Março de 2023


Nesta semana, nos emocionamos com a história de Pedro Pimenta. Acometido por uma meningite meningocócica que evoluiu de forma silenciosa, ele teve que amputar os seus membros ao final de uma longa jornada no hospital, lutando para sobreviver. 

O que ele não sabia é que uma outra jornada estava apenas começando: a jornada de se reconhecer nesse novo corpo e buscar novas possibilidades para ele. E nessa incansável busca - por vezes, um pouco desacreditada -, ele conseguiu o que parecia improvável: voltar a andar com a ajuda de próteses. 

“Eu digo que todos nós temos um super-herói dentro da gente. Todos nós temos uma força que a gente nem imagina que tem e que pode superar barreiras inimagináveis. Ninguém precisa passar pelo que eu passei pra ter uma ótica diferente na vida. (...) Eu quero fazer a diferença na vida do próximo. Porque assim eles também podem passar adiante a mensagem do poder da reabilitação e do resgate da autoestima. Quando eu chegar no fim da vida, eu quero olhar pra trás e ter uma boa sensação de missão cumprida”, diz ele, ao final do episódio. 

A batalha emocional

Antes de qualquer coisa, é preciso olhar para o sujeito amputado. Há, claro, questões médicas, científicas e até legais envolvidas nesse processo, mas nenhuma delas deve se sobrepor ao que aquele indivíduo está sentindo. E é uma montanha russa de sentimentos. 

A perda de um membro é muito parecida com a perda de um ente querido. Aliás, os passos do luto são os mesmos nos dois casos. Têm a negação, barganha, raiva, depressão e só então a aceitação. Comigo foi igualzinho. No início, quando eu acordava de manhã, eu tinha aquele 1 segundo de paz, antes do mundo colapsar em cima de mim e eu voltar à realidade”, relembra Pedro.

Seu relato é único porque toda experiência é individual. Mas ele se parece com a experiência de outras pessoas amputadas também. E isso independe do nível de amputação ou alguma hierarquia entre membros: uma vez feita a cirurgia, há todo um processo de se reconhecer daquela maneira que é difícil para todos.

Neste artigo, o médico Rogério Costa, Psicólogo Especialista em Saúde do Adulto e Idoso, traz alguns pontos importantes para fazermos esse exercício da empatia, de pensar no que o outro passa. “Independente de como está o psicológico pós amputação, existirá sempre a capacidade de adaptação. Porém, cada um irá trilhar caminhos diferentes. Assim como para alguns a amputação é motivo de vergonha, isolamento, receios e até mesmo auto discriminação, para outros, é motivo de oportunidade e superação diante da própria vida”, diz ele.

Ele também relembra um ponto que pode ser muito importante nessa jornada psicológica: a volta ao trabalho. Apesar de ser fruto de novas angústias, como o deslocamento, a mobilidade e o olhar dos seus colegas, voltar a atuar no que a pessoa costumava fazer antes pode ser uma retomada da liberdade, autoconfiança e reconstrução da identidade que parece ter sido “perdida” nesse processo.

Isso, sem contar, nos benefícios sociais que a retomada ao trabalho pode oferecer. “As relações sociais surgem através de interações com o outro, permitindo uma troca de valores e ideias que acrescentam no desenvolvimento individual (...). Se permitir ter essas relações é fundamental para o exercício e busca de uma vida social normal”, diz. 

Pensando ainda nas relações, para além do trabalho, é importante estar cercado de família e amigos, e entender que para eles, a situação também é inédita, e que todos estão aprendendo juntos. São nessas trocas e laços que o amputado poderá encontrar forças para enfim superar a etapa psicológica. 

A batalha das etapas

Falamos sobre a jornada psicológica que o amputado enfrenta pós procedimento, mas é importante frisar que ela pode acontecer no pré-procedimento em casos onde o paciente não foi acometido por algum problema súbito. É o caso dos diabéticos, por exemplo, que marcam a sua cirurgia de amputação e têm de lidar emocionalmente com o fato até lá. 

Portanto, a etapa um e uma das mais importantes é, de fato, a psicológica, onde a presença de um psicoterapeuta se faz muito importante para auxiliar esse paciente. Após esse primeiro momento, é preciso fazer a fisioterapia pré-protetização - no caso das pessoas que irão contar com próteses como a do Pedro. 

Em artigo, o fisioterapeuta Raphael Sancinetti destaca a saúde do coto como um dos objetivos principais da fisioterapia pré-protetização. “Nesse momento vamos cuidar do coto do paciente realizando massagens de dessensibilização e alguns outros exercícios para preparar essa região para as próteses ortopédicas. Nessa fase, o primordial é estimular o metabolismo do amputado para reduzir ao máximo a possibilidade de desenvolver edemas”, diz.

Há ainda a fase da procura pela melhor alternativa ortopédica, o tempo de adaptação às próteses e mais fisioterapia, dessa vez para familiarizar o resto do seu corpo com aquele novo membro, estimulando equilíbrio e força, principalmente. Por fim, o paciente sempre se submete a uma reabilitação, que é basicamente realizar a manutenção das próteses de forma periódica e estar atento a possíveis alterações que possam ter passado despercebidas. 

A batalha judicial

Falamos sobre a questão psicológica, fisiológica e social desse amputado. Mas quais são os direitos para essa pessoa? As OPM (Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção) são um mercado em crescente expansão e que ainda aprende com seus erros. Estima-se que 1 a 2 trilhões de dólares poderiam ter sido poupados nos últimos dois ou três anos se não fossem desperdiçados com condutas sem comprovação científica de sua efetividade  e segurança, segundo esse artigo.

As próteses mais modernas, como a do Pedro, ou que necessitam de uma reabilitação muito específica, ainda são encontradas principalmente no mercado privado, o que as torna inacessíveis para grande parte da população. Aqui no Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS), como explica o site do Ministério da Saúde, produz e oferece gratuitamente coletes, palmilhas, calçados ortopédicos, cadeiras de rodas adaptadas, bengalas, muletas, andadores, aparelhos que corrigem alterações auditivas e diversos dispositivos para pessoas com deficiências físicas e outros tipos de deficiências.

As OPM são produzidas em 45 oficinas ortopédicas espalhadas por todo o país, sendo que oito delas são itinerantes e viajam em carretas pelo Brasil, visando atender principalmente regiões mais afastadas. A produção tem diversas modalidades de reabilitação como objetivo para auxiliar: visual, auditiva, física e ostomias (processo cirúrgico que envolve o aparelho digestivo ou urinário). 

Esses aparelhos são ainda pensados de forma individualizada, ou seja, de acordo com as necessidades e características de cada pessoa. Para isso, os técnicos realizam diversas provas nos pacientes até encontrarem as medidas e adaptações ideais para as necessidades de cada um, considerando o grau de capacidade funcional e suas principais características. 

Os interessados nas órteses, próteses ou meios auxiliares de locomoção, precisam procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), onde ele será encaminhado para um Centro Especializados em Reabilitação (CER). A partir desse momento, ele está em um programa de tratamento onde um profissional vai verificar se é preciso alguma órtese ou prótese.

Caso seja necessário, o paciente vai ser encaminhado para uma das oficinas ortopédicas que mencionamos anteriormente. As oficinas e os centros especializados em reabilitação fazem parte da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde. Você ainda pode sempre procurar atendimento gratuito nos hospitais públicos da rede SUS, que irão te auxiliar e te encaminhar para os departamentos específicos.


Não se sinta desamparado, pois há uma rede gigantesca por trás pensando em te ajudar. Além disso, a ciência não pára de produzir novos caminhos e conclusões, e há muita novidade que o futuro ainda reserva. Esteja atento às suas emoções, em primeiro lugar, e cuide do seu interior. 

Compartilhar:


Inscreva-se na nossa Newsletter!

Inscreva-se na nossa Newsletter!


Seu encontro marcado todo mês com muito bem-estar e qualidade de vida!

Grau Plenae

Para empresas
Utilizamos cookies com base em nossos interesses legítimos, para melhorar o desempenho do site, analisar como você interage com ele, personalizar o conteúdo que você recebe e medir a eficácia de nossos anúncios. Caso queira saber mais sobre os cookies que utilizamos, por favor acesse nossa Política de Privacidade.
Quero Saber Mais