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Ler para crescer: o que muda quando a leitura começa na infância?

Os benefícios da leitura são múltiplos - e nós já sabemos disso! Mas o que muda quando a literatura entra na vida da criança bem cedo?

20 de Maio de 2022


Que a leitura traz muitos benefícios para as nossas vidas, não é segredo pra ninguém. Isso mesmo quando já somos pessoas adultas. Porém, e na infância? O que ler traz de bom para as crianças?


Estamos lendo menos livros do que nunca, mas isso por ser uma atividade que demanda tempo e não por culpa dos objetos em si. Eles continuam sendo os mesmos portais para outros mundos, tempos, realidades… Para quem tem a imaginação pulsante como a de uma criança, é um prato mais cheio ainda.


É uma via de mão dupla: os pequenos aproveitam melhor aquilo que está escrito graças às suas imaginações mais ricas e o livro, por sua vez, as enriquecem ainda mais. A curiosidade e a criatividade também são, dessa forma, impulsionadas.


Essa é uma atividade que pode até ser feita em família, com os pais lendo diversas histórias para seus filhos. Esse contato aproxima e estreita os laços entre ambas as partes. Também é uma boa alternativa caso a criança ainda não saiba ler. Tal aprendizado é um marco fundamental no desenvolvimento infantil, mas a precocidade ou demora não querem dizer nada, só que cada pessoa tem seu tempo.


Os caminhos possíveis


Isso não quer dizer que elas não possam colher os benefícios da leitura. Crianças também leem antes mesmo de saber ler, como diz neste vídeo a psicóloga Danielle Wolff, mestra em pedagogia pela Universidade de Módena e Reggio Emilia. Através dos elementos que compõem a comunicação escrita, tal qual cores e formatos, elas já interpretam aquilo à sua maneira.


Por isso, para os mais novos, existe a importância dos livros com figuras e cores que permitam essas associações e naturalmente caminhem para a leitura tradicional, a alfabetização.


Assim, elas recebem os benefícios que o livro traz. Esse mergulho em diferentes mundos, culturas, tempos, ainda que imaginários ou imaginados, facilitam uma maior percepção do outro e dos sentimentos. Ajuda a entender melhor o que é a empatia, bem como ter uma maior proximidade com seu lado emocional.


A linguagem, logicamente, também é afetada. Tanto a oral quanto a escrita veem um maior desenvolvimento e desenvoltura, numa época em que isso ainda está começando a se moldar. O vocabulário cresce e floresce, facilitando a comunicação como um todo.


Ler também fortalece a concentração, ainda mais numa idade tão tenra e cheia de energia.  Tablets, celulares e videogames são cada vez mais usados por pais para “sossegar” os filhos ao menos um pouco. Por que não um livro, então? E, com essa concorrência acirrada dos aparelhos eletrônicos, como despertar o interesse por ele?


Do eletrônico para o impresso


Esse é um dos papéis da instituição de ensino através do desenvolvimento de atividades, mas também pode (e deve!) ser feito em casa. Além dos pais lerem para os filhos, é possível, também, separar um tempo de leitura em casa, com participação dos pais como incentivo, longe das telinhas vibrantes e coloridas.

Nessa hora, escolher o que será lido também é importante. Para aqueles que são um pouco maiores, livros como a saga “Harry Potter'', de Jk Rowling, são boas pedidas graças à imersão num mundo fantástico. Outros são clássicos, como “Meu Pé de Laranja Lima'', de José Mauro de Vasconcelos, e “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry. Caso um livro inteiro ainda seja uma tarefa muito hercúlea, sempre existem os gibis. Inúmeras gerações de crianças brasileiras foram alfabetizadas com A Turma da Mônica.


Mesmo assim, de acordo com Wolff, a leitura tradicional nunca deve suplantar totalmente a primeira leitura, de interpretação de cores, formatos e tudo o mais. Ambas devem caminhar juntas, fortalecendo a cognição através da compreensão e reflexão. Isso é importante pois, como diz a psicóloga, ler não se trata apenas de interpretar o código por si só. 


Isso é o chamado analfabetismo funcional, o ato de saber ler mas não ter a capacidade de interpretar o que está escrito, e ele atinge 29% da população brasileira segundo pesquisa do IBGE de 2019. Por isso, existe a importância de instigar esse processo cognitivo desde cedo.


No mais, quanto antes a pessoa for incentivada e perceber a delícia que é se imergir nessas caixas mágicas de surpresas que são os livros, melhor para que ela cultive esse bom hábito que, na nossa modernidade tão corrida, parece cada vez mais em extinção. 


Quem sabe ela não se torna, futuramente, um autor de sucesso como é o caso de Itamar Vieira, escritor de “Torto Arado” e participante da oitava temporada do Podcast Plenae? Em seu episódio ele conta, justamente que, apesar do pouco incentivo, ele se tornou leitor voraz ainda muito criança, e que isso fez toda a diferença para quem ele se tornou hoje. Fique de olho: você pode estar educando um futuro adulto muito importante para a sociedade.

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Porque ter um propósito de vida aumenta a longevidade

Pessoas com um objetivo na vida são mais protegidas contra doenças cardíacas

7 de Janeiro de 2020


Você se alegra fazendo voluntariado, cuidando dos netos ou aprendendo novas habilidades? Se você disse que sim a uma dessas perguntas, está contribuindo para a sua longevidade. Uma pesquisa científica publicada em 2019 pelo periódico JAMA Network Open descobriu que, entre um grupo de quase 7.000 adultos com mais de 50 anos, aqueles que obtiveram maior pontuação em uma escala que mediu o “objetivo da vida” revelaram menos probabilidade de morrer durante o período de quatro anos do estudo. Eles também eram menos propensos a morrer durante o mesmo período devido a problemas cardíacos, circulatórios ou sanguíneos, em comparação com aqueles que obtiveram pontuações mais baixas. "Vários estudos sugeriram que um maior senso de propósito na vida está associado à redução do risco de morte precoce", diz Eric S. Kim, pesquisador do departamento de ciências sociais e comportamentais da Escola de Saúde Pública de Harvard. "No entanto, esta pesquisa mostrou pela primeira vez que o senso de propósito na vida está associado a causas específicas de morte.”. Para os autores do estudo, pessoas com um objetivo de vida têm mais probabilidade de se envolverem em comportamentos benéficos para a saúde. O propósito pode se relacionar a: família e relacionamentos; comunidade; ajudar os outros; aprender novas habilidades; participar de atividades de lazer ou hobbies. Embora o propósito tenha funcionado como um protetor da saúde para algumas doenças, ele não pareceu oferecer qualquer benefício em casos de mortalidade por câncer ou condições que afetaram o trato respiratório. Também é importante observar que o estudo não provou que ter um objetivo de vida resultou nas menores taxas de mortalidade observadas. Porque o propósito da vida promove longevidade Aumenta a probabilidade de você proteger sua saúde. Por exemplo, você pode se alimentar de maneira mais saudável, dormir melhor, se exercitar mais ou aumentar o uso de serviços de saúde preventivos. Reduz o estresse. "Estudos sugerem que as pessoas com maior senso de propósito na vida são menos perturbadas por vários estressores e também se recuperam mais rapidamente quando estão mais estressadas", diz Kim. Reduz inflamações. Pesquisadores vincularam a inflamação no corpo a doenças cardiovasculares e outras condições de saúde. Sabe-se que o estresse estimula a inflamação no corpo. Manter a calma, portanto, colabora para o equilíbrio do organismo. Valoriza a vida. Em última análise, as atividades que proporcionam um propósito de vida podem ser motivadas por uma visão abrangente em que a própria vida é muito valorizada, diz Kim. Como encontrar o seu Se você sente falta de um objetivo de vida, procure atividades e funções que forneçam um motivo convincente para se levantar todas as manhãs. Algumas pesquisas descobriram que o voluntariado é uma opção valiosa para muitas pessoas. Ou peça ajuda. "Evidências sugerem que a terapia cognitivo-comportamental pode melhorar o significado da vida, que é um primo conceitualmente próximo do propósito", diz Kim. Fonte: Kelly Bilodeau, para Harvard Health Blog Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo original aqui .

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