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Evento Plenae: A importância do propósito de vida

Abilio abriu o evento falando sobre a importância de se ter um propósito claro para garantir uma vida longa e saudável. Afinal, se envelhecer não é opção, fazê-lo com qualidade é.

11 de Junho de 2018


O empresário Abilio Diniz, 81 anos, compartilhou sua história de vida no lançamento oficial do Plenae – plataforma digital gratuita que criou para disseminar práticas e hábitos de vida mais saudáveis para todas as pessoas. Dono de uma trajetória admirável, marcada por estar sempre começando algo novo, independentemente do tempo e da idade. O evento aconteceu no Teatro Santander, em São Paulo, em maio de 2018, e contou com uma série de convidados especiais, pesquisadores e especialistas que também subiram ao palco para dividir conhecimentos.
Abilio abriu o evento falando sobre a importância de se ter um propósito claro para garantir uma vida longa e saudável. Afinal, se envelhecer não é opção, fazê-lo com qualidade é. “Temos de pensar que podemos existir entre 7 bilhões, mas somos únicos. Nós determinamos aquilo que queremos ser. Nós traçamos nosso caminho, desenvolvemos nossa trajetória.” Abilio contou que desde pequeno tinha o sonho de fazer alguma coisa diferente, em que fosse o melhor. Tinha o sonho “de ser um vencedor". Quando criança, planejava defender um pênalti no Estádio do Maracanã – o maior do País –, no Rio de Janeiro, lotado. Adulto, trocou o sonho do futebol pelo de dirigir uma grande empresa. Realização que veio quando assumiu o comando da rede Pão de Açúcar. “Ter perspectiva também é importante. De nada adianta traçar metas a longo prazo e abandoná-las por um sucesso momentâneo ou pelo medo do fracasso”, de acordo com o empresário. “É importante que a gente não se deixe balançar pelos fatos que vão acontecendo na vida.” “Tem de decidir o que se deseja e lutar por isso.” O slogan pessoal dele é “ser hoje melhor que fui ontem e amanhã melhor do que fui hoje”. Ele também afirma que conflitos e entraves sempre vão existir, que o mais importante é não guardar rancor e seguir em frente. Felicidade. Como exemplo, lembra a todos da saída dele do comando do conselho da BRF, dona da Sadia e da Perdigão, desencadeada pelos desentendimentos com os sócios. “O segredo da felicidade”, diz, “é focar menos em conflitos como esse que nos momentos singelos, como o prazer de assistir a um jogo de futebol com seu filho mais novo.” Equilíbrio. Outro ponto que Abilio destaca é a necessidade de se manter os papeis e atividades em equilíbrio. Quando alguma área decepciona, é possível apoiar-se nas outras enquanto se reestrutura a abalada. Para isso, é necessário o aprendizado constante. “Aprender é se abrir para o novo. Ter consciência de que ninguém sabe tudo. Ser humilde e respeitoso. Saber ouvir e compartilhar com os outros é fundamental.” Ele fala do prazer e da importância de compartilhar, de sentir que se está fazendo alguma coisa pelo outro. Fé. A espiritualidade tem um papel importante na vida de Abilio, mas ele diz que não adianta ficar na dependência de Deus para tudo. “Antes de pedir, é necessário garantir que você já tenha cumprido sua parte. Deus tem sido um amigão para mim, mas peço a ele apenas que proteja minha saúde e a dos familiares, que o restante eu mesmo vou buscar.” Foi da ideia de retribuir o que tem recebido da vida que surgiu a concepção da plataforma. No ano passado, quando comemorou 80 anos, realizou um evento sobre longevidade e bem-estar em Sintra, Portugal. Já era o embrião do Plenae. “Espero que todas as pessoas possam acessar e buscar ali (na plataforma) coisas que sejam importantes para suas vidas.” Assista a palestra na íntegra aqui.

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O que a ciência tem a dizer sobre lifelong learning?

As pesquisas não mentem: se manter estudando pode te trazer mais benefícios do que você imagina

13 de Setembro de 2024


Lifelong learning é tema que já passou por aqui, mas que retornou agora na décima sexta temporada. Inspirados no relato de Fabiana Scaranzi, que encontrou no estudo contínuo um grande propósito para sua vida, fomos mergulhar novamente nessa tema, dessa vez buscando as chancelas científicas que faltavam para te convencer: estudar é sempre o melhor caminho! 

Quando surgiu?


Pode-se dizer que o aprendizado contínuo sempre existiu enquanto ideal de vida de muitos. Mas enquanto conceito mais estruturado, foi na década de 1970 que enfim foi reconhecido como um campo da política educacional, reforçando que a educação não possui um prazo de validade; pelo contrário: ela deve ser adquirida durante a vida inteira - como reforça o artigo da PUC RS.

Isso também ganhou força pois as oportunidades de estudo foram se tornando cada vez mais possíveis e democráticas - mas, vale dizer, ainda temos um longo caminho a percorrer. Porém, quando comparamos nossos tempos aos de nossos avós, estudar não é algo tão distante de todos. Além disso, a exigência de novas capacitações e atualização constante são muito mais presentes do que em outros tempos.

A ciência do lifelong learning


Desde o seu surgimento, o conceito de lifelong learning é amplamente apoiado pela ciência, especialmente em áreas como neurociência, psicologia e educação. Mas, quais são os argumentos que validam a prática? A seguir, citaremos alguns.

Neuroplasticidade

A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões neuronais ao longo da vida, como te contamos neste Tema da Vez e neste artigo. O mais impressionante desse processo é que, apesar dele ser mais pungente na juventude, ele nunca para de acontecer e mesmo em idades avançadas, o cérebro pode aprender novas informações e habilidades. A ciência mostra que o lifelong learning pode manter e até melhorar essa função cognitiva.

Teorias de aprendizagem

Teorias educacionais, como o construtivismo de Jean Piaget, sugerem que a aprendizagem é um processo ativo que ocorre ao longo da vida, algo bem parecido com a neuroplasticidade citada anteriormente. Mas, para essa corrente, o aprendizado contínuo não se dá só em uma sala de aula clássica: ao interagir com o ambiente, resolver problemas e refletir sobre nossas experiências já estamos aprendendo.

Crescimento na carreira

Como mencionamos no começo do texto, o lifelong learning é muito exigido hoje em dia no contexto profissional. A ciência do desenvolvimento humano aponta que se manter aprendendo é fundamental para a adaptabilidade e sucesso em um mercado de trabalho em constante mudança. 

Profissionais que continuam a aprender e a desenvolver novas habilidades têm maior probabilidade de se manterem relevantes e de avançarem em suas carreiras, sobretudo em tempos onde os conceitos estão sempre sendo revisitados e a tecnologia avança continuamente.

Benefícios cognitivos e emocionais

Estudos indicam que a aprendizagem contínua pode retardar o declínio cognitivo associado ao envelhecimento, reduzir o risco de doenças neurodegenerativas, como a demência, e promover a saúde mental, como te contamos melhor nesse artigo. Além disso, estar engajado em novas atividades intelectuais pode melhorar a memória, a atenção, a resolução de problemas e trabalhar a sociabilidade se o curso em questão for em grupo, por exemplo.

Ainda nesse tema, a aprendizagem contínua está associada ao desenvolvimento pessoal e ao bem-estar geral, pois estar envolvido em atividades de aprendizagem educacionais de qualquer natureza pode aumentar a autoestima e proporcionar um senso de propósito.

Preservação do cérebro

Um estudo dos pesquisadores Denise C. Park e Gérard N. Bischof, feito em 2013, revelou que o engajamento em atividades mentalmente estimulantes, como aprender novas habilidades, está associado a uma preservação da massa cinzenta em áreas do cérebro relacionadas à cognição, retardando o declínio cognitivo.

Como colocar em prática


O lifelong learning não precisa ser tão complexo e envolver uma pós-graduação, por exemplo. Não precisa sequer envolver uma sala de aula ou ser na sua área de atuação. Ele diz mais respeito ao seu posicionamento perante a vida, ou seja, se manter interessado, curioso e saber extrair um conhecimento de todas as situações.

Um outro ponto importante para se colocar à mesa é que quanto mais plural forem os seus campos de estudo, melhor para o seu crescimento profissional, pessoal e todos os outros benefícios que citamos ao longo do artigo. Não pense que é perda de tempo estudar uma língua que ninguém fala ou um instrumento que ninguém toca, por exemplo. Tudo isso tem o seu valor direto e indireto e irá contribuir para a sua evolução pessoal. 

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