Para Inspirar

Envelhecer é melhor com um animal de estimação

Em pesquisa, 90% dos donos de pets disseram que seus amigos peludos os ajudam a aproveitar a vida e se sentirem amados

4 de Abril de 2019


Quer envelhecer bem? Adote um animal de estimação e você estará no caminho certo, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre Envelhecimento Saudável , da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. Os pesquisadores entrevistaram cerca de 2.000 americanos entre 50 e 80 anos.

Dos participantes, 50% tinham pelo menos um pet, sendo cães os mais comuns, seguidos por gatos e pequenos animais, como pássaros e hamsters. Quase 90% dos voluntários disseram que seus bichos os ajudaram a aproveitar a vida e se sentirem amados. Para 80%, os pets reduziram o estresse, e quase três quartos afirmaram que seus amigos peludos lhes deram um senso de propósito.

Além disso, 64% dos entrevistados - e 78% dos donos de cachorros - revelaram que seus animais de estimação os ajudaram a permanecer fisicamente ativos. Sessenta por cento também disseram que seus animais de estimação os ajudaram a lidar com problemas de saúde física e emocional.

As pessoas relataram algumas desvantagens para a posse de animais de estimação, incluindo dificuldade em viajar ou sair de casa (54%) e despesas (18%). Seis por cento dos donos de animais disseram ter caído ou se machucado como resultado de ter um animal de estimação - consistente com um estudo recente que descobriu taxas crescentes de fraturas entre donos de cães idosos.

Quinze por cento dos donos de animais, incluindo 26% dos que disseram que estavam em condições de saúde precárias ou fracas, disseram que a saúde de seus animais de estimação tem preferência sobre a deles. A nova pesquisa sugere que a posse de animais de estimação pode ser especialmente impactante para os adultos mais velhos, uma vez que a solidão e o isolamento social não comuns nessa faixa etária.

 Se ter um animal de estimação não é uma opção para algumas pessoas, os autores do estudo recomendam voluntariar em um abrigo de bichos, organizar visitas de pet terapia ou fazer pet-sitting, que consiste em ser babá de animais das outras pessoas.

Fonte: Jaime Ducharme
Síntese: Equipe Plenae
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Prática religiosa melhora a saúde

A prática religiosa diminuiu em 55% a probabilidade de morrer quando comparada aos não frequentadores. Os voluntários foram acompanhados por 18 anos pelos pesquisadores.

5 de Setembro de 2018


Vários estudos apontam para a relação entre prática religiosa e vida mais longa. Um dos mais abrangentes, publicado pelo jornal mensal da Associação Médica Americana – JAMA Internal Medicine , em 2016 – comparou mulheres que se dedicavam à vida religiosa a seus pares que não faziam o mesmo.

Elas apresentaram 33% menor de chance de morrer que os maridos ao longo dos 16 anos do estudo. Um ano depois, outra pesquisa publicada na revista científica de livre acesso na internet, a PLOS One , descobriu que a ida regular a locais como igrejas ou templos reduzia o estresse. A prática religiosa diminuiu em 55% a probabilidade de morrer quando comparada aos não frequentadores. Os voluntários foram acompanhados por 18 anos pelos pesquisadores.

Vida em congregação

O simples ato de se congregar com uma comunidade de mentalidade semelhante pode merecer grande parte do crédito. Um dos autores do estudo publicado no JAMA e professor de epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, EUA, Tyler VanderWeele afirma: “a prática religiosa oferece rede de apoio social, atitude otimista, melhor autocontrole e propósito na vida. Todos esses fatores explicam os benefícios.”

“Na verdade, são também os valores que se baseiam na tradição religiosa – respeito, compaixão, gratidão, caridade, humildade, harmonia, meditação e preservação da saúde – que parecem promover a longevidade, e não o dogma pregado no altar”, diz Howard Friedman, professor de psicologia da Universidade da Califórnia e coautor do livro O Projeto da Longevidade, lançado no Brasil, pela Editora Prumo (R$ 37,90).

Fomentar essas qualidades pode até afetar as taxas de doenças crônicas, diz Marino Bruce, coautor do estudo da PLOS One e professor associado de pesquisa em medicina, saúde e sociedade na Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos. “Ter a sensação de não estar no mundo sozinho e de fazer parte de uma força maior podem dar mais confiança para lidar com as questões da vida”, diz Bruce. “Se isso reduzir o estresse, significa menos probabilidades de ter pressão arterial alta, diabetes ou complicações que fragilizam a vida”.

O poder da oração individual

Os pesquisadores têm dificuldade de afirmar se a oração solitária, longe de uma comunidade religiosa, – ou mesmo um sentido mais abstrato de espiritualidade – oferece os mesmos benefícios. Alguns estudos afirmam que a oração pode melhorar, sim, a saúde e prolongar a sobrevivência. Há estudos que confundem, como o publicado em 2006 no Jornal Americano de Cardiologia.

Ele revela que pessoas cientes de que estavam recebendo orações antes de passarem por cirurgia cardíaca eram mais propensas a sofrer complicações do que pessoas que não sabiam se estavam nas orações dos outros. Uma coisa, no entanto, é certa: a prática desencadeia estado de relaxamento da mente e do corpo e é capaz de diminuir o estresse, a frequência cardíaca e a pressão arterial.

Também, alivia os sintomas de doença crônica e chega mesmo a mudar a expressão gênica, ou seja, a produção de proteínas. Esse estado geralmente está ligado a atividades como meditação e yoga, e a pesquisa sugere que também pode ser obtido por meio da oração. “Dadas a incerteza e as evidências acumuladas que apoiam a participação religiosa em grupos”, diz VanderWeele, “os praticantes solitários deviam considerar congregar de vez em quando.”

Leia o artigo completo aqui.

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