Com tempo para amar

Assisti uma série cujo enredo abordava, em sua conclusão, o amor na maturidade

27 de Outubro de 2023


Assisti uma série cujo enredo abordava, em sua conclusão, o amor na maturidade. Logo em seguida, li um livro que, de forma sutil, também pincelou sobre o assunto. E que assunto! Tabu para muitos, o amor nessa fase da vida pode ser visto sob as mais diferentes óticas, mas todas elas dirão mais sobre quem está enxergando do que sobre quem está se amando.  

Se para alguns, apaixonar-se em idade avançada pode ser visto com receios, para outros, pode ser visto como um recomeço. Um novo fôlego, uma retomada, um horizonte de mil oportunidades. Para os que perderam outros amores, uma nova chance de se redescobrir, tão linda e cheia de possibilidades. As pesquisas não mentem: estamos vivendo mais. Nossa pergunta deve ser: o que faremos com todo esse tempo que ganhamos? 

Preenchê-lo de amor não me parece uma má opção. O mais nobre dos sentimentos não deveria ter prazo de validade. Não deveria ter, na realidade, nenhuma entrave mundana, pautada em preconceitos ou ideologias pessoais. Amar deveria ser sempre um verbo no imperativo, que existe e não somente resiste. Mais ainda, amar depois de trilhar tantos anos de caminhada deveria ser obrigatório.  

Em outubro, celebramos o mês da longevidade e destinamos nossos esforços a pensar sobre esse termo pelas vias científicas ou até mesmo financeiras. Mas esquecemos que a vida é feita do que é subjetivo, preenchida de momentos que não conseguimos metrificar ou transformar em dados. E o amor, afinal, não cabe em nenhuma caixinha. Viva sem temer o mais humano dos sentimentos! 

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Para Inspirar

Velhice sem solidão

Envelhecer, mas preservar a independência e a privacidade reservada às pessoas que moram sozinhas; ter uma vizinhança alinhada ao seu modo de vida e de ser; além de espaços de convivência, lazer e atividades culturais.

5 de Julho de 2018


Envelhecer, mas preservar a independência e a privacidade reservada às pessoas que moram sozinhas; ter uma vizinhança alinhada ao seu modo de vida e de ser; além de espaços de convivência, lazer e atividades culturais. Essa foi a fórmula escolhida pela associação de professores da Unicamp, em Campinas, interior de São Paulo, para desenvolver a Vila ConViver. Prevista para ser inaugurada em 2020, essa será a primeira cohousing para idosos do Brasil. “A ideia surgiu após alguns docentes, que viviam sozinhos, ficarem desassistidos na velhice”, disse Bernadete Piazzon, de 59 anos, uma das 96 futuras moradoras. “A associação de professores criou um grupo de estudo que escolheu a cohousing como melhor modelo de moradia.” A Vila ConViver é destinada a docentes e funcionários com mais de 50 anos e já está com inscrições encerradas. Com propósito parecido, na cidade de São Paulo, a Secretaria Municipal de Habitação inaugurou a Vila dos Idosos, em 2007, idealizada para moradores com baixos recursos econômicos. O espaço é formado por quitinetes privadas e pontos coletivos de socialização. Projetado por Héctor Vigliecca – arquiteto referência em habitação social –, a Vila dos Idosos estimula o convívio. Tem horta, espelho d’água onde os moradores costumam tomar banho de sol e lavanderia coletiva. Lá, o idoso pode morar sozinho ou com até uma pessoa. No momento, a população é de 200 idosos. Entre eles, Ruy Almeida, de 80 anos, que no passado chegou a viver em uma Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) por dois anos. “Prefiro muito mais a vida na Vila dos Idosos. A gente entra e sai e ninguém pergunta nada.” Foi lá que ele conheceu a atual namorada, Lia Loureiro, de 78 anos. Ela também diz que não consegue nem pensar na hipótese de viver em uma casa de repouso: “Tenho pavor.” Leia o artigo completo aqui. Assista o vídeo com entrevistas: https://tv.uol/16ffk

Fonte: UOL Síntese: Equipe Plenae

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