Para Inspirar

Células-tronco são aposta para retardar o envelhecimento

Ao invés de tentar parar o relógio interno, a proposta é reajustar o mecanismo.

22 de Novembro de 2018


Uma das abordagens para a conquista da longevidade com qualidade de vida apresentada no maior relatório já lançado sobre o tema, The Science of Longevity (em português, A Ciência da Longevidade), é a de reparação e manutenção. Ao invés de tentar parar o relógio interno, a proposta é reajustar o mecanismo. A terapia com células-tronco seria um grande caminho. Este tipo de abordagem beneficiaria especialmente o cérebro, formado por inúmeras, pequenas e dispersas células estaminais (ou tronco), capazes de se autorenovar e de se dividir indefinidamente – capacidade que termina com o avançar da idade. Para doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, em que os neurônios morrem progressivamente, a terapia com células-tronco poderia, em teoria, substituir as células perdidas e reparar esses circuitos quebrados. Um grande salto foi a descoberta das células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) – aquelas obtidas a partir da pele e de outras células maduras, capazes de produzir todos os tecidos do organismo. Até agora, as células-tronco ainda não foram amplamente adotadas nas clínicas médicas. “Um conjunto de ferramentas de tecnologias altamente inovadoras e invasivas com muitos experimentos clínicos ainda está por vir”, afirma o relatório. Há ainda uma bala de prata entre as novas descobertas. O boom na impressão de tecidos em 3D oferece uma abordagem alternativa às células-tronco na substituição de órgãos durante o envelhecimento. O investimento recente da Fundação Methuselah garante que o interesse dos médicos permaneça alto, apesar de ainda ser um meio de tratamento pouco convencional. Leia o artigo completo aqui .

Compartilhar:


Para Inspirar

Porcos podem ser solução para transplantes

Os pesquisadores apostam que será possível gerar órgãos humanos para transplante a partir de tecidos de porco em dois anos.

11 de Setembro de 2018


Na maioria das vezes, a doação de órgãos é a única maneira de substituir corações, pulmões, rins e fígados doentes ou com problemas. Ainda assim, as pessoas ficam à espera de um órgão compatível em uma fila agoniante – onde, todos os anos, 8 mil pacientes morrem só nos Estados Unidos. Uma nova esperança está a caminho. Os pesquisadores apostam que será possível gerar órgãos humanos para transplante a partir de tecidos de porco em dois anos. Atualmente, apenas as válvulas cardíacas são aproveitadas para substituir a de humanos. Os suínos geralmente apresentam genes favoráveis a certos vírus que levam à infecção e até ao câncer nos transplantados. Para solucionar a questão, os pesquisadores estão usando o conjunto mais preciso de ferramentas moleculares para cortar, colar, copiar e mover genes – o CRISPR, desenvolvido em 2012. Em agosto de 2017, um grupo de cientistas liderados por George Church, professor de genética na Faculdade de Medicina de Harvard, gerou mais de uma dúzia de porcos criados sem os vírus fatais. Para garantir que todos os tecidos fossem seguros, Church e sua equipe usaram uma técnica de clonagem para criar embriões a partir das células editadas. Dos 37 porcos que nasceram, 15 sobreviveram e nenhum apresentou sinais do vírus. Trocas de tecidos entre animais ou humanos, ou xenotransplantes, podem resolver problemas médicos graves, mas são controversos. Os médicos não sabem se os vírus ou outros micróbios que são comuns entre os animais podem se espalhar para as pessoas por meio dos transplantes, apesar dos esforços para controlá-los. Moralmente, criar animais apenas com o propósito de usar seus tecidos, mesmo para ajudar a tratar doenças humanas, levanta preocupações éticas. O futuro. Os cientistas veem um universo de possibilidades de como o CRISPR pode ser usado para criar órgãos. No Instituto Salk, em La Jolla, na Califórnia, os pesquisadores estão explorando maneiras de cultivar órgãos humanos em porcos, eliminando os genes suínos e inserindo os humanos. Em 2017, eles fizeram a primeira quimera de porco-humano introduzindo células-tronco humanas nos primeiros embriões de porco. Tais estratégias podem fornecer uma nova fonte de tecidos e órgãos humanos. Leia o artigo completo aqui .

Compartilhar:


Inscreva-se na nossa Newsletter!

Inscreva-se na nossa Newsletter!


Seu encontro marcado todo mês com muito bem-estar e qualidade de vida!

Grau Plenae

Para empresas
Utilizamos cookies com base em nossos interesses legítimos, para melhorar o desempenho do site, analisar como você interage com ele, personalizar o conteúdo que você recebe e medir a eficácia de nossos anúncios. Caso queira saber mais sobre os cookies que utilizamos, por favor acesse nossa Política de Privacidade.
Quero Saber Mais