Aqui e agora

Quando pensamos em gratidão, costumamos pensar grande

8 de Janeiro de 2024


Quando pensamos em gratidão, costumamos pensar grande. Ser grato por ter saúde, por ter uma casa onde morar, comida no prato e roupas no corpo. Por ter carro, convênio, por ter os pais vivos. Todos esses motivos são mais do que legítimos para fazer do sujeito alguém que agradece todos os dias.  

Mas, focados na grandeza, perdemos seu oposto: as miudezas. O milagre da gratidão mora justamente em apurar o nosso olhar para as vitórias diárias, as conquistas ordinárias que trazem sentido à vida de forma invisível, como um maestro que rege essa orquestra de maneira impecável e sutil. 

Agradecer pelo elevador que estava lá quando você chegou com pressa. Pelo sorriso da criança que esperou pacientemente o adulto concluir uma tarefa que ela teria feito mais rápido. Agradecer pelo céu azul e pelo céu cinza, pois cada um oferece uma poesia à sua maneira. 

Vamos agradecer por ter acordado a tempo, por ter ouvido aquela música antiga na rádio sem querer. Por ter seu prato favorito disponível no quilo, por ter conseguido entregar tudo e saído a tempo de ver o sol se preparando para ir embora. Agradecer pelo lado do fone que voltou a funcionar, pela moedinha que encontramos no bolso, pelo barulho do passarinho que, de tanto insistir no belo, atravessou o duro barulho do concreto até chegar em seus ouvidos. 

Nesse dia da gratidão, é preciso pensar nessa palavra de forma robusta, intensa, encorpada e não mais esvaziada como foi pelas redes sociais. Ser grato é uma atitude perante a vida que deve ser trabalhada diariamente de forma individual e coletiva. Não se distraia do que verdadeiramente importa, afinal, como canta Gilberto Gil, o melhor lugar do mundo é aqui e agora. Você já agradeceu por estar exatamente onde deveria estar? 

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Para Inspirar

Ter um cão faz bem à saúde. Exceto por um detalhe

Entre os adultos mais velhos, fraturas ligadas a passeios com os pets são comuns e crescentes.

7 de Março de 2019


A ciência já demonstrou que ter um cão oferece diversos benefícios à saúde de uma pessoa. Donos de cachorros são mais longevos e saudáveis ​​do que indivíduos sem esses animais, em parte porque cuidar de um cão estimula a atividade física. Além disso, animais de estimação de todos os tipos demonstraram diminuir os níveis de estresse de seus donos e melhorar sua saúde mental.

Uma nova pesquisa publicada no periódico JAMA, no entanto, revelou uma potencial desvantagem de ter um cão. Entre os adultos mais velhos, fraturas ligadas a passeios com os pets são comuns e crescentes. Pesquisadores examinaram dados do Sistema Nacional de Vigilância de Lesões Eletrônicas, que registra ocorrências de 100 hospitais americanos.

Em 2014, quase 1.700 adultos com 65 anos ou mais foram ao pronto-socorro para tratar de fraturas relacionadas a passeios com cães. Em 2017, esse número subiu para quase 4.500. De acordo com Jaimo Ahn, professor associado de cirurgia ortopédica na Universidade da Escola de Medicina da Pensilvânia, as razões por trás do aumento são provavelmente positivas, mesmo que o resultado final - mais lesões - não seja.

“As pessoas sabem intuitivamente muitos dos benefícios da companhia animal”, escreveu Ahn para a TIME. “Não surpreendentemente, a posse de animais aumentou ao longo do tempo, incluindo entre os idosos.” Ainda assim, a pesquisa sugere que os riscos de posse de animais não devem ser ignorados, especialmente para adultos mais velhos.

Quase 30% dos idosos feridos foram internados, e quase 20% sofreram fraturas de quadril. Esse tipo de fratura está "associado a reduções de longo prazo na qualidade de vida e nas capacidades funcionais, bem como taxas de mortalidade próximas a 30%", escrevem os autores.

 "À medida que envelhecemos, devemos considerar os riscos e benefícios da atividade física que desejamos e nos certificarmos de que estamos seguros e cuidadosamente preparados para o desafio", diz Ahn. Caminhar com cães oferece aos idosos uma oportunidade valiosa de avaliar - e, se necessário, melhorar - sua própria força, capacidade de locomoção e bem-estar geral, diz ele, assim como o comportamento de seus cães.

Fonte: Jaime Ducharme
Síntese: Equipe Plenae
Leia o artigo completo aqui.

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