Aqui e agora

Quando pensamos em gratidão, costumamos pensar grande

8 de Janeiro de 2024


Quando pensamos em gratidão, costumamos pensar grande. Ser grato por ter saúde, por ter uma casa onde morar, comida no prato e roupas no corpo. Por ter carro, convênio, por ter os pais vivos. Todos esses motivos são mais do que legítimos para fazer do sujeito alguém que agradece todos os dias.  

Mas, focados na grandeza, perdemos seu oposto: as miudezas. O milagre da gratidão mora justamente em apurar o nosso olhar para as vitórias diárias, as conquistas ordinárias que trazem sentido à vida de forma invisível, como um maestro que rege essa orquestra de maneira impecável e sutil. 

Agradecer pelo elevador que estava lá quando você chegou com pressa. Pelo sorriso da criança que esperou pacientemente o adulto concluir uma tarefa que ela teria feito mais rápido. Agradecer pelo céu azul e pelo céu cinza, pois cada um oferece uma poesia à sua maneira. 

Vamos agradecer por ter acordado a tempo, por ter ouvido aquela música antiga na rádio sem querer. Por ter seu prato favorito disponível no quilo, por ter conseguido entregar tudo e saído a tempo de ver o sol se preparando para ir embora. Agradecer pelo lado do fone que voltou a funcionar, pela moedinha que encontramos no bolso, pelo barulho do passarinho que, de tanto insistir no belo, atravessou o duro barulho do concreto até chegar em seus ouvidos. 

Nesse dia da gratidão, é preciso pensar nessa palavra de forma robusta, intensa, encorpada e não mais esvaziada como foi pelas redes sociais. Ser grato é uma atitude perante a vida que deve ser trabalhada diariamente de forma individual e coletiva. Não se distraia do que verdadeiramente importa, afinal, como canta Gilberto Gil, o melhor lugar do mundo é aqui e agora. Você já agradeceu por estar exatamente onde deveria estar? 

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Para Inspirar

O que é a solidão?

Pesquisadores descrevem a solidão como a diferença entre quantidade e qualidade das relações sociais que queremos e realmente conquistamos

24 de Abril de 2018


O que exatamente é a solidão? Os pesquisadores descrevem como a diferença entre quantidade e qualidade das relações sociais que queremos e realmente conquistamos. Ao longo da vida, é comum esse círculo de amigos sofrer baixas, ser substituído e expandir.

O sentimento de isolamento surge a partir de mudanças ordinárias, mas que nem por isso deixam de ser impactantes– entre elas, demissão, aposentadoria, licença maternidade e morte de um ente querido. O não envolvimento em atividades consideradas comuns à faixa etária também pode funcionar como gatilho.

Os motivos variam, sim, de acordo com o grupo em questão – adolescentes, idosos, quarentões – pelas condições sociais – como baixa renda e falta de acesso a transporte – e de saúde. Somado a todas essas variantes, nessa última década, a Internet ganhou um papel de destaque nesse processo.

Apesar de funcionar como a grande muleta para os que fogem da vida social, segundo especialistas, isola ainda mais o indivíduo. Todo mundo experimenta a solidão de vez em quando. Só deve ser uma preocupação quando começa a se transformar em um sentimento constante.

Estados crônicos de solidão desencadeia problemas de saúde como obesidade, distúrbios do sono, hipertensão arterial, depressão e morte precoce. Admitir a solidão gera vergonha. Para muitas pessoas é o mesmo que admitir um defeito de comportamento. Daí a dificuldade do tratamento.

As pessoas não gostam, em geral, de falar sobre a questão. No livro, Solidão, a Natureza Humana e a Necessidade de Vínculo Social[1], John Cacioppo e William Patrick explicam que pode haver um componente genético. Algumas pessoas, segundo os autores, são “mais vulneráveis à ausência de vínculos”. Isso faz sentido.

As pessoas diferem de muitas maneiras. Independentemente do motivo – genético ou não –, o combate a solidão está na construção de uma vida social, com conexões verdadeiras. E para isso é necessário participação e envolvimento. Uma missão complicada para os solitários, que naturalmente tendem à introspecção.

Nesse processo vale um destaque para o voluntariado. Ajudar ao próximo é uma forma de cultivar o sentimento de pertencimento. Proporciona um contexto propício à construção de vínculos com pessoas, que estão ali exatamente esperando ajuda. Então, não perca tempo.

Entre no Google e começa agora a procurar por uma atividade voluntária. Além de colaborar e conhecer muita gente, você também estará ganhando anos extras de vida. Vá em frente!

Leia o artigo completo aqui.

Fonte: DONNA J. GUARDINO
Síntese: Equipe Plenae

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