Para Inspirar

A receita de saúde é ter amigos

Interagir com amigos online faz parte da atualidade, mas encontrá-los presencialmente é ainda melhor para a saúde

7 de Maio de 2019


A internet transformou o mundo em uma aldeia em apenas vinte anos. Os encontros presenciais tornaram-se menos frequentes. Em uma fila de espera, por exemplo, as pessoas preferem conversar pelos aplicativos de mensagens a conhecer quem está à frente. Mesmo durante um jantar com amigos , os celulares permanecem em cima da mesa, para que ninguém perca uma mensagem, um like, um acontecimento. Apesar da conexão mágica, pesquisas apontam para o aumento do isolamento social. Quem tem milhares de seguidores no Instagram às vezes não tem o ombro amigo para recorrer quando a situação aperta. Sabe-se que a qualidade e a quantidade dos relacionamentos desempenham papel importante no bem-estar físico e psicológico. Tête-à-tête. Uma série de estudos recentes sugere que os relacionamentos presenciais trazem maior benefício à saúde do que o bate-papo virtual. Segundo pesquisadores, a convivência social engajada e significativa adiciona de 10 a 30 anos na expectativa de vida das pessoas. O ícone da alimentação natural John Robbins relata no livro Saudável aos 100 anos (editora Objetiva) que relacionar-se na comunidade que se está inserido é o fator mais importante da longevidade. Ocupa o primeiro lugar de um ranking de indicadores de longevidade, passando os exercícios físicos, a qualidade do ar ou mesmo a dieta equilibrada, entre outros. Dean Ornish, médico americano, afirma com ousadia: “Não conheço nenhum outro fator que não inclua dieta, não fumar, não fazer exercícios, não estressar, não-genético, não relacionado aos abuso de drogas e não-cirúrgico que tenha um grande impacto em nossa qualidade de vida, incidência de doenças e morte prematura por todas as causas do que a qualidade dos nossos relacionamentos íntimos”.

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As consequências do envelhecimento

Há muitas coisas para fazer dentro de cada um dos nossos seis pilares que de fato ajudam na sua longevidade.

25 de Abril de 2018


Existe uma preocupação constante de transmitir práticas simples baseadas em pesquisas séries que ajudem na vida dos leitores. Há muitas coisas para fazer dentro de cada um dos nossos seis pilares que de fato ajudam na sua longevidade. Aqui vai uma dica fácil – do Pilar Mente –, com benefícios ligados à longevidade cientificamente documentados:

DESAFIANDO SUA OPINIÃO SOBRE O ENVELHECIMENTO

A seguinte ação de mudança de hábito vem diretamente do Dr. Aubrey de Grey, fundador das Fundações Matusalém e de Pesquisa SENS. De longe, a melhor ação de mudança de hábito é corrigir a tendência em relação à fantasia de querer vencer o envelhecimento apenas com medicamentos. A maioria teme não alcançar essas descobertas antes da chegada da própria velhice e morte. Isso leva muita gente a atitudes radicais, como cirurgias plásticas desnecessárias ou tratamentos tóxicos. Ou então, no campo oposto, abraçam a visão de que o envelhecimento é algum tipo de bênção disfarçada e deixam os cuidados de lado.

Faça o Teste

Para entendermos como está o que você pensa sobre o envelhecimento, pedimos que responda “sim” ou “não” às três perguntas abaixo:
  1. É melhor que alguém esteja com boa saúde independentemente de quantos anos tenha ou de como sua saúde no futuro pode influenciar seu tempo de vida?
  2. O sofrimento criado pela eliminação do declínio da saúde com o avanço da idade será menos ruim do que o sofrimento atualmente resultante da existência desse declínio?
  3. A humanidade do futuro tem o direito de escolher se deve usar medicamentos que mantenham a juventude em vez de serem limitados por escolhas que a humanidade de hoje faz em seu nome?
Para quem respondeu "sim” às três questões, a única dúvida que fica é se a derrota do envelhecimento é viável. Porém, sinceramente, todos, com exceção dos que fazem parte da pequena comunidade especializada, sabemos que ainda é cedo e que não estamos preparados para formar nossa própria opinião sobre as questões acima. Desta forma, a parte difícil é sair do hábito automático de responder "sim" e passar a refletir sobre no que implica o “não” para as três questões.

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