A nostalgia no percurso

Engana-se quem pensa que a nostalgia é restrita somente ao que passou

15 de Dezembro de 2024


Engana-se quem pensa que a nostalgia é restrita somente ao que passou, a uma saudade simples e quase óbvia daquilo que mora no antigamente, terra sem donos e imperfeições. É possível sentir nostalgia ainda no durante, nesse percurso que chamamos de agora e que nos leva para o que vem depois.

Essa talvez seja a mais pungente forma de se estar nostálgico. Quando sabe-se que é feliz enquanto a felicidade está sendo servida. Quando se olha ao redor com olhos açucarados e o pensamento de que aquele ínfimo momento é valioso e fará falta.

Não se trata de uma tristeza nua e crua, não é sobre entregar-se aos embalos da melancolia. É sobre olhar com ternura para aquilo que já se sabe que irá embora. É demorar esse olhar, que pode sim estar emocionado, mas que carrega junto um sorriso leve, torto, discreto e gentil.

A nostalgia, afinal, é sobre esse abraço que se permite durar alguns segundos a mais na despedida. É o segurar as mãos na hora do tchau e a espiada por cima do ombro depois que se vai. Aceno, enfim, para aquilo que fez parte do meu caminho e, portanto, agora é parte também de quem sou.

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Para Inspirar

Você pode não precisar caminhar 10 mil passos por dia para ser saudável

Estudo revela que idosas que caminhavam cerca de 4.400 passos por dia tiveram seu risco de morte prematura reduzido em 41%

31 de Maio de 2019


Caminhar 10 mil passos por dia tornou-se uma referência onipresente para atividades físicas, em grande parte por causa de rastreadores de fitness - como pedômetros e, mais recentemente, celulares e relógios -, que levam os usuários a atingirem esse alvo. Mas, de acordo com um novo estudo, esse objetivo pode ser mais ambicioso do que o necessário, pelo menos para algumas pessoas. Um artigo publicado no periódico JAMA Internal Medicine revelou que caminhar cerca de metade desses passos por diminui o risco de morte prematura de mulheres mais velhas. Além disso, os benefícios se esgotam para este grupo em torno de 7.500 passos por dia. A pesquisa se junta a um crescente número de artigos que afirma que mesmo pequenas doses de atividade física podem trazer benefícios consideráveis. Pesquisa. No estudo, cerca de 17 mil mulheres com idades entre 62 e 101 anos usaram rastreadores de movimento por pelo menos sete dias consecutivos, exceto quando dormiam ou praticavam atividades aquáticas. As mulheres também relataram suas dietas, hábitos de vida e histórico médicos aos pesquisadores anualmente, durante quatro anos. Ao longo desse tempo, 504 participantes morreram. Após o ajuste para o estado geral de saúde e hábitos de vida, os cientistas constataram que a contagem diária de passos estava fortemente associada ao risco de mortalidade. Resultados. As mulheres que caminhavam cerca de 4.400 passos por dia tiveram um risco 41% menor de morte prematura do que as menos ativas, que caminharam cerca de 2.700 passos por dia, de acordo com o estudo. Os benefícios evoluíram de forma modesta a partir daí, antes de se estabilizarem em cerca de 7.500 passos diários, descobriram os pesquisadores. “O número de passos diários dados pelas mulheres pareceu importar mais do que a velocidade do passo”, diz o coautor do estudo, I-Min Lee, professor de medicina na Harvard Medical School e epidemiologista do Hospital Brigham and Women, em Boston. Como a pesquisa tratou especificamente de mulheres mais velhas, isso não se aplica necessariamente a todos. Lee diz que a situação é provavelmente similar para homens da mesma idade, mas mais pesquisas são necessárias para confirmar o resultado. Doses pequenas de exercício. Está ficando cada vez mais claro que não é preciso fazer um exercício hercúleo para melhorar a saúde. Pesquisas recentes descobriram que apenas 30 minutos de movimento por dia - ou mesmo 10 minutos por semana, de acordo com um estudo especialmente surpreendente - podem melhorar a saúde e a longevidade. Mesmo atividades de baixo impacto, como caminhadas, limpeza e jardinagem, podem fazer uma grande diferença, dizem esses estudos. Fonte: Jaime Ducharme, para Time Síntese: Equipe Plenae Leia o artigo completo aqui .

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