A arte de viver a arte

Colocar os fones, fechar os olhos e começar a flutuar

9 de Novembro de 2023


Colocar os fones, fechar os olhos e começar a flutuar dentre as combinações de notas, sons, surdos, acordes, vozes que se estendem ou se encurtam, a depender do objetivo. A música nos toca em um lugar quase impossível de se traduzir, pois talvez seja esse o seu objetivo: tornar palavra aquilo que é difícil de dizer. 


Estar diante de uma pintura que, em um  primeiro momento, pode não representar nada, mas quando se olha novamente, há detalhes que haviam passado despercebidos. E são esses detalhes que nos tocam no que há de mais profundo: um quadro nunca é só um quadro, pois tem nele a impressão do artista e do contexto. 


Página após página, ficar lentamente refém de uma história, a ponto de ler enquanto se anda, ansiar pelo encontro entre os olhos e as frases. Um livro é um amuleto e guarda em si algo muito precioso: a possibilidade de viajar sem sair do lugar, das realidades possíveis e das impossíveis também.  

 

Sentar-se diante do espetáculo, seja ao vivo ou diante de uma tela, e ficar ausente por longos minutos, imersos em um show de câmeras e atuações, imaginando seus desfechos prováveis e aguardando com muita expectativa pela continuação daquele filme, daquela série. Ou estar ali, diante do ator que, em cima do palco, fica despido de si e vestido de um outro, incorporando personagens que são, sim, fictícios, mas carregam tudo que já experienciaram junto. 


Tudo isso é a arte, essa invenção que o ser humano criou porque a vida sozinha não basta. A cultura, tema dessa crônica, traz mais do que a identificação e a união de um povo. A arte traz um respiro, é companhia em tempos difíceis, em longas madrugadas ou em dias corriqueiros. E, antes que você perceba, já está entretido novamente, como num passe de mágica.  

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Para Inspirar

Porcos podem ser solução para transplantes

Os pesquisadores apostam que será possível gerar órgãos humanos para transplante a partir de tecidos de porco em dois anos.

11 de Setembro de 2018


Na maioria das vezes, a doação de órgãos é a única maneira de substituir corações, pulmões, rins e fígados doentes ou com problemas. Ainda assim, as pessoas ficam à espera de um órgão compatível em uma fila agoniante – onde, todos os anos, 8 mil pacientes morrem só nos Estados Unidos. Uma nova esperança está a caminho. Os pesquisadores apostam que será possível gerar órgãos humanos para transplante a partir de tecidos de porco em dois anos. Atualmente, apenas as válvulas cardíacas são aproveitadas para substituir a de humanos. Os suínos geralmente apresentam genes favoráveis a certos vírus que levam à infecção e até ao câncer nos transplantados. Para solucionar a questão, os pesquisadores estão usando o conjunto mais preciso de ferramentas moleculares para cortar, colar, copiar e mover genes – o CRISPR, desenvolvido em 2012. Em agosto de 2017, um grupo de cientistas liderados por George Church, professor de genética na Faculdade de Medicina de Harvard, gerou mais de uma dúzia de porcos criados sem os vírus fatais. Para garantir que todos os tecidos fossem seguros, Church e sua equipe usaram uma técnica de clonagem para criar embriões a partir das células editadas. Dos 37 porcos que nasceram, 15 sobreviveram e nenhum apresentou sinais do vírus. Trocas de tecidos entre animais ou humanos, ou xenotransplantes, podem resolver problemas médicos graves, mas são controversos. Os médicos não sabem se os vírus ou outros micróbios que são comuns entre os animais podem se espalhar para as pessoas por meio dos transplantes, apesar dos esforços para controlá-los. Moralmente, criar animais apenas com o propósito de usar seus tecidos, mesmo para ajudar a tratar doenças humanas, levanta preocupações éticas. O futuro. Os cientistas veem um universo de possibilidades de como o CRISPR pode ser usado para criar órgãos. No Instituto Salk, em La Jolla, na Califórnia, os pesquisadores estão explorando maneiras de cultivar órgãos humanos em porcos, eliminando os genes suínos e inserindo os humanos. Em 2017, eles fizeram a primeira quimera de porco-humano introduzindo células-tronco humanas nos primeiros embriões de porco. Tais estratégias podem fornecer uma nova fonte de tecidos e órgãos humanos. Leia o artigo completo aqui .

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