Coloque em prática

Saiba como a jardinagem pode trazer equilíbrio para sua vida

Simples e prazerosa, a prática pode te trazer até mesmo economia de dinheiro e aumento na auto-estima. Que tal começar a sua ainda hoje?

2 de Abril de 2020


Cuidar de plantas nunca esteve tão em alta. A jardinagem, prática secular do ser humano, é considerado hoje um hobby por muitos jovens, que veem nas plantas até mesmo uma função decorativa para o seu lar. Mas, o que poucos sabem é o poder positivo que mexer em terras e sementes podem trazer para a sua vida como um todo e também para a sua saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde , boa saúde não é sinônimo somente de ausência de sintomas ruins. Mais do que isso, uma boa saúde consiste em presença de emoções positivas, que podem ser adquiridas por meio de qualidade de vida e sentimentos como a felicidade. Pensando nos pilares Plenae, separamos 6 benefícios que a jardinagem pode trazer para manter cada um deles equilibrados. Confira abaixo! PILAR CORPO A jardinagem pode ser positiva para o seu aparelho respiratório. Estar em contato com as plantas te coloca, automaticamente, também em contato com um ar mais puro. A prática também exige movimento físico e força - ou você nunca tentou puxar uma raiz bem profunda de um vasinho? Ela aumentará, primeiramente, a força da sua mão e dos seus dedos, mantendo-os fortes pelo maior tempo possível. Em segundo lugar, ela funciona como um exercício físico qualquer. De acordo com uma pesquisa publicada na WebMD , empresa americana conhecida principalmente como editora on-line de notícias e informações relacionadas à saúde e bem-estar humano, "atividades como jardinagem, projetos de bricolage e trabalhos domésticos podem ser tão bons quanto exercícios formais para reduzir o risco de ataque cardíaco e derrame" . Manter uma horta de alimentos orgânicos também irá refletir automaticamente nas suas opções alimentares, que se tornarão mais saudáveis. Afinal, nada como comer o que se acabou de colher, certo? Uma alimentação rica em vegetais, como sabemos, evita ingestão em excesso de gorduras e um ganho de sobrepeso, além de um aumento de nutrientes no seu prato. Sem contar o gostinho de comida fresca, que te dará ainda mais prazer em comer bem. Por fim, pesquisas da Universidade da Pensilvânia sugerem que a atividade leve associada à jardinagem pode ajudá-lo a dormir melhor à noite. E como sabemos, uma boa noite de sono pode influenciar toda a sua saúde . PILAR MENTE Que tal reduzir a produção do seu cortisol, hormônio associado ao estresse? Um estudo holandês pediu a dois grupos de pessoas que concluíssem uma tarefa estressante e concluiu que a jardinagem por 30 minutos após a tarefa resultou em níveis mais baixos de cortisol. Além desse estudo, há também uma outra razão científica para que a jardinagem esteja interligada a redução do estresse. Um estudo publicado na Discover Magazine sugere que, a inalação de uma bactéria saudável presente no solo, chamada M. vaccae, pode aumentar os níveis de serotonina e reduzir a ansiedade. De acordo com a revista, "você recebe uma dose [de M. vaccae] apenas dando um passeio na natureza ou percorrendo o jardim" e isso "pode ​​ajudar a obter um estado de espírito alegre". PILAR PROPÓSITO Ao se deparar com um jardim bem cuidado e ver suas plantas crescendo de forma saudável, você irá se sentir feliz e orgulhoso. Esse é, na verdade, o principal bônus das atividades manuais. Fazer com que você se sinta capaz ao ver a atividade completa realizada. Essa sensação chama-se recompensa, e irá fazer com que você se empenhe cada vez mais em manter o seu canto florido e bem cuidado. E o que isso significa? Sua autoestima lá no alto, é claro! Ter o propósito de manter seu jardim bem cuidado, e conseguir êxito na tarefa, vai ser um incentivo para outras tarefas. PILAR RELAÇÕES Jardinagem pode ser uma atividade solo ou uma oportunidade de se relacionar com sua família e amigos. Estar em companhia deles irá fortalecer o elo entre vocês - além de aumentar ainda mais as chances de sucesso de ter um belo jardim feito a muitas mãos. Ter boas relações familiares pode ser ótimo para sua saúde, assim como ter bons amigos também . A jardinagem também apresenta benefícios específicos para as crianças, em especial pelo contato com a terra e a sujeira. Essa exposição precoce pode, por exemplo, reduzir alergias e evitar doenças autoimunes. PILAR CONTEXTO A jardinagem pode ser feita de maneira econômica ou mais cara, isso vai depender somente de você. Mas uma coisa pode ter certeza: se você escolher as sementes certas, isso irá refletir na sua colheita e, consequentemente, fará você economizar dinheiro em alimentos futuros - afinal, você está cultivando o seu próprio. Para isso, opte em cultivar vegetais que são caros para comprar e vegetais que você pode armazenar ou preservar facilmente enlatando, congelando, desidratando ou decapando. Você pode também montar kits de alimentos orgânicos e fresquinhos e vender para a sua vizinhança. As oportunidades são muitas! PILAR ESPÍRITO Como explicamos nesta matéria , passar 2 horas em frente a natureza faz bem para seu espírito. Isso tem a ver com o estado contemplativo que uma boa paisagem pode proporcionar. Para isso, não pense você que somente montanhas e um belo campo aberto podem trazer essa sensação. Ter um espaço na sua casa, ainda que pequeno, dedicado somente a cultivo da natureza, pode proporcionar o mesmo efeito - e ainda mais, se levar em consideração todos os outros benefícios já citados. Outro benefício espiritual é fazer desse ambiente o seu lugar específico para uma meditação diária. Já citamos diversas vezes o poder de uma boa meditação . Mas, caso esteja precisando ainda de empurrãozinho, que tal se ele for o seu próprio jardim? E aí, que tal começar a sua horta ainda hoje? FONTE UNC Health Talk

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Coloque em prática

Como ser mais inclusivo no meu dia a dia?

Pequenas atitudes cotidianas podem trazer ganhos reais para as pessoas com deficiência e para a sociedade como um todo

10 de Março de 2023


No primeiro episódio da décima temporada do Podcast Plenae, conhecemos a história de Carola Videira, mãe de João, um menino com uma síndrome rara, chamada Pelizaeus-Merzbacher like, proveniente de uma alteração no DNA. O diagnóstico, que chegou anos depois de seu nascimento, veio em um momento onde sua mãe buscava engravidar de novo. 

Mas mesmo sem o nome científico, Carola já lidava com a deficiência de seu filho no dia a dia há anos, e foi aprendendo na prática a driblar os desafios do dia a dia que se impunham. Mesmo após a triste partida precoce de seu filho, ela seguiu ajudando outras pessoas a enfrentarem esses mesmos desafios com mais leveza, por meio de sua ONG Turma do Jiló.

Os caminhos da lei

Aprovada em 2015, a Lei Brasileira de Inclusão, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência. Esse estatuto tem como objetivo tratar diversos aspectos relacionados à inclusão das pessoas com deficiência. Em seu capítulo IV, a lei aborda especificamente o acesso à Educação e traz avanços importantes.

A proibição da cobrança pelas escolas de valores adicionais pela implementação de recursos de acessibilidade, por exemplo, foi um dos avanços que essa lei trouxe. O texto diz ainda que o sistema educacional deve ser inclusivo em todos os níveis. 

Mas ela não cita explicitamente que a matrícula de alunos com deficiência deva se dar na rede regular em vez de escolas especiais, o que é um ponto de controvérsias, como traz este artigo. Isso tem tornado o debate sobre inclusão das crianças com eficiência ainda mais acalorado nos últimos tempos. 

Atualmente, como segue explicando o artigo, o Ministério da Educação colocou a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI), que é de 2008, em nova análise. Porém, para alguns educadores, a nova redação voltaria a estimular a volta da separação das pessoas com deficiência, indo na contramão da perspectiva social que busca eliminar barreiras e promover mais acessibilidade e não separação dos alunos.

O caminho a ser percorrido até que a sociedade esteja verdadeiramente preparada para lidar com as diferenças, tanto no âmbito educacional quanto social, parece ser um pouco longo. E é por essas e outras que se faz tão importante as atitudes individuais, ou seja, como você pode fazer a diferença no dia a dia.

Inclusão na prática

Te contamos nesse artigo um pouco mais sobre capacitismo, que é o preconceito contra pessoas com algum tipo de deficiência. Ele pode morar nos atos mais simples, falas que até então não tínhamos nos dado conta de que eram problemáticas. 

Portanto, a dica número um para ser mais inclusivo nos seus dias é, acima de tudo, não ser capacitista. Busque encarar aquele outro ser humano como isso mesmo: um ser humano. Isso inclui não duvidar das suas capacidades, mas também não usá-lo como fonte constante de inspiração - até porque, isso pode se tornar uma pressão para uma pessoa que só quer seguir a sua vida normalmente. 

Mas há ainda outros caminhos possíveis:

  • Busque conhecimento! Há muitas e muitas deficiências e, justamente por isso, não caia em fake news. Te contamos por aqui, por exemplo, alguns mitos e verdades sobre a surdez, mas isso vale para outros casos também.


  • Se você estiver a frente de um veículo de comunicação ou alguma apresentação artística, busque torná-la inclusiva com intérpretes de libras, legendando vídeos, descrevendo as imagens e assim por diante. 


  • Apoie projetos e ONGs que buscam trazer mais dignidade ou acesso a essas pessoas. A ONG Serendipidade, por exemplo, é uma iniciativa de uma pessoa muito especial que já passou aqui pelo Podcast Plenae: Henry Zylberstajn, pai de Pepo, que tem Síndrome de Down. Há também o Instituto Rodrigo Mendes, outro participante do Podcast Plenae que fez do seu propósito de vida ajudar outras pessoas com as mesmas limitações que as suas.


  • E, indo pela mesma linha, busque consumir conteúdo de pessoas com deficiência. Lembre-se que essa deficiência não os define, são só parte de sua vida, mas há todo um conglomerado de coisas que eles também fazem. A Pequena Lo, por exemplo, já esteve aqui pelo nosso Podcast falando sobre humor e comédia.


  • Se você tem a possibilidade de contratar alguém onde você trabalha, que tal contratar um PCD? Mas não se esqueça de checar se a sua organização está pronta para recebê-lo e, caso não esteja, talvez seja a hora de rever essas questões organizacionais. Isso pode ir desde promover atividades de sensibilização e treinamento nos setores, até modificar os acessos físicos e locomoção dentro da empresa.


  • Vote em pessoas com deficiência. O seu voto é importantíssimo dentro de um modelo democrático para colocar mais PCDs no ambiente onde justamente os seus direitos estarão sendo debatidos. E não há ninguém melhor do que eles para estarem ali, guiando essas mudanças tão necessárias.


  • Se você tem filhos, não basta somente conversar para promover a conscientização. É preciso expor os seus pequenos a exemplos positivos. Você pode levá-lo em organizações sociais, assistir filmes onde PCDs estejam protagonizando papéis de prestígio, incentivar amizade com outras crianças que possam ter deficiência e muito mais.


Pronto! Agora você já tem alguns caminhos possíveis para fazer da inclusão não uma exceção, mas uma regra em sua vida. Lembre-se que somos responsáveis pelo todo que nos cerca, e que a mudança que queremos ver no mundo muitas vezes está em nossas mãos. Ser diferente é normal!

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