Coloque em prática
Apesar do amor que eles nos dão em troca, ter um pet exige alguns cuidados e é preciso estar ciente antes de trazer um para casa
30 de Janeiro de 2023
Está pensando em virar mãe ou pai de pet? Você não é o único nesse movimento. Segundo dados da União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), a procura por adoção de animais aumentou 400% durante os primeiros meses da pandemia. Um outro estudo, o Radar Pet 2021, identificou que cerca de 30% dos animais foram adquiridos durante o período de isolamento social e 23% dessas pessoas estavam adquirindo o seu primeiro animal de estimação da vida.
A principal porta de entrada desses bichinhos é por meio da adoção ou como um presente, de acordo com os dados coletados pela Comissão de Animais de Companhia (COMAC). A pesquisa revelou que 84% dos gatos e 54% dos cães são frutos de adoção, enquanto 44% dos caninos e 31% dos felinos foram presentes.
Por aqui, sabemos o quanto um pet pode ser importante para a vida de uma pessoa. Dedicamos uma crônica inteira só para os melhores amigos do homem em nosso Instagram, além de um artigo todo também sobre os benefícios da presença deles para nossa saúde. Até mesmo no Podcast Plenae, animais já foram assunto, seja pela história de vida de Rafael Mantesso e seu companheiro Jimmy, ou também pelo propósito de Eduardo Foz.
Os cuidados necessários
Tudo muito bom, tudo muito lindo, mas não se engane: pet dá trabalho. E é por isso mesmo que os tutores hoje são conhecidos como “pais de pet”, porque o trabalho se assemelha ao de um filho mesmo - dada às devidas proporções, é claro. “Muitas vezes as pessoas pegam um animal por impulso, porque achou bonitinho e quis adotar ou comprar determinada raça, e não pensa no que vem depois”, diz Julio Casares, apresentador, especialista e defensor dos animais.
"É muito importante as pessoas se planejarem quando decidem ter um animal, seja ele um cachorro ou um gato. No caso de um cão, ele é um animal que exige muitos cuidados essenciais, além de veterinário, a gente tem que levar pra passear, dar uma boa alimentação, se preocupar com o tempo que ele vai ficar sozinho em casa, quando viajar, onde ele vai ficar”, pontua.
No caso de um cachorro que fica sozinho o dia todo, quem mais sofrerá é o próprio animal, que poderá acabar desenvolvendo outros comportamentos ruins ou destrutivos por conta de tédio, estresse e solidão. “Por isso o planejamento se faz tão importante, porque você tem que pensar que um cachorro vive em média 10 a 15 anos, então você terá essas preocupações por todos esses anos”, diz.
Julinho ainda traz uma ótima saída. “Às vezes uma opção para as pessoas que querem adotar, mas não querem passar pela fase destrutiva de um filhote, de ter que educar, é adotar um cachorro já adulto, com alguma ONG responsável que faça um trabalho de resgate e socialização de cães. Esse cachorro já vem mais calmo e pode se adaptar melhor ao estilo de vida desses pais, além de ser uma atitude linda”.
A frente de um canal com mais de 51 mil inscritos, o Bom Para Cachorro, Julio - também conhecido como Julinho - conta que é apaixonado por animais desde criança. “Enquanto algumas crianças eram fissuradas por esportes ou videogames, eu era por animais. Ganhei o meu primeiro vira-lata ainda pequeno - e ele viveu 18 anos comigo - e não parei mais de ter cachorros por perto”, relembra.
Além do canal no Youtube, hoje ele também apresenta três programas diferentes, mas todos especializados no assunto, na Record TV, uma das maiores emissoras do país. “Eu sempre tive vontade de trabalhar com cachorros, era um assunto que me chamava muita atenção, tinha curiosidade desde sobre o comportamento dos cães até a história de cada raça, como elas surgiram e para que elas surgiram, em qual país, a origem de cada uma, a funcionalidade e especificidades. Tudo”.
Qual raça é a melhor?
Não existe resposta para essa pergunta, afinal, cada uma tem suas particularidades. O que Julio chama atenção é somente para uma pesquisa prévia daquela que te interessa, sobretudo se você possui criança em casa. Ao contrário do senso comum, várias raças grandes são ótimas com os seus pequenos.
“Existem muitas raças grandes que são pacientes e que têm noção do seu tamanho, são altamente indicadas para serem babás de criança, como golden retrievers, malamute do alasca, terra-nova, entre outras, eles são muito parceiros. Mas é preciso sempre pensar no perfil do seu filho, se ele for mais agitado, é preciso um cachorro com mais energia para acompanhá-lo, e vice-versa”, explica Casares.
Raças pequenas e os SRDs (Sem raça definida, como são conhecidos os vira-latas) também servem a essa função perfeitamente, é tudo uma questão de adaptação e socialização. “A socialização é muito importante também na hora de introduzir um filhote ou um cachorro mais velho com uma criança ou com outro bicho que você tiver em casa, ela é o segredo do sucesso, e há profissionais que podem te ajudar nisso”.
É o caso dos adestradores, mercado que também vem crescendo, assim como o mercado das creches para animais, convênio médico e até de acessórios. Isso é reflexo do que trouxemos ainda no começo desse artigo, ou seja, um aumento da procura de um companheiro de 4 patas no dia a dia.
Se você leu todas essas dicas e ainda assim quer ter um bichinho, nossa última dica é: vá em frente! Ter um pet em casa é a certeza de ter companhia e muito amor, além de trazer benefícios como responsabilidade e até atividade física, nos passeios com o seu bichinho. Esteja atento às suas necessidades básicas, reserve um dinheiro para eventuais contratempos e, mais importante, tempo de qualidade para essa companhia!
Coloque em prática
Aproveite esse tempo recluso para fortalecer e manter sua mente ativa. Separamos 5 exercícios e dicas de como fazer isso
7 de Junho de 2020
Listas de supermercado, lembretes ativados na agenda do celular, post-its colados no monitor do computador e bilhetes presos na geladeira. Mas o que é que eu vinha falando mesmo? Me deu branco! Quem nunca passou por uma situação assim?
A memória, ou a falta dela, é um problema que já acomete 40% da população brasileira acima dos 50 anos, segundo
esse estudo. E ela pode se dar por vários motivos: processos degenerativos naturais do cérebro, doenças hereditárias, alimentação, excesso de exposição à informações e, porque não, falta de treino.
O mesmo se dá para o processo de concentração, que pode ser afetado e apresentar um mau desempenho pelos mesmos motivos citados acima. A concentração é ainda mais prejudicial, pois é demandada em situações como nosso trabalho, enquanto cozinhamos nossa janta e até quando estamos dirigindo.
Mas calma, nem tudo está perdido!
O cérebro, assim como qualquer outro órgão nosso, é composto de músculos e tecidos, que precisam ser fortalecidos por meio de exercícios específicos para cada um. Isso não quer dizer que você consiga fazer um abdominal com a sua cabeça, certo? Mas existem outros caminhos possíveis para serem seguidos.
Antes de começarmos as dicas e exercícios, vamos entender um pouco como se dão esses dois processos dentro da nossa mente?
A memória tem um papel importantíssimo na história da evolução humana. Ela é um dos motivos que nos trouxe até o topo da cadeia alimentar pois, graças a esse “poder” de lembrar dos nossos erros, por exemplo, ficamos menos suscetíveis a acidentes e mortes.
É ela também que, aliada a concentração, nos permite aperfeiçoarmos cada vez mais nossas técnicas, seja há milhares de anos atrás em uma nova ferramenta ou domando fogo, ou hoje em dia em um processo do nosso dia a dia e até aprendendo uma nova língua. Há também as memórias de curto e longo prazo. A área responsável pelo desempenho de ambas é, obviamente, o nosso cérebro.
Mas como já sabemos, ele é também nosso órgão mais complexo e completo, portanto, a atuação da memória e da concentração não se dão no mesmo campo cerebral.
Até porque, há diferentes tipos de memória, por exemplo: a declarativa, que te torna capaz de evocar palavras e ações, e a de procedimentos (ou não-declarativa), que é também conhecida como a memória dos hábitos, dos pequenos atos do dia a dia ou a que se usa para estudar, por exemplo.
O fato é que a memória e a concentração são mecanismos complexos do nosso cérebro e amplamente estudadas, mas ainda com muitas questões em aberto. Sabe-se que cada parte do cérebro armazena um tipo de memória, e que tudo que você aprende se transforma em uma reação química, como você pode ver
nesse vídeo.
O esquecimento é parte importante da memorização, apesar de soar estranho. Isso porque nosso cérebro evita desperdiçar energia com qualquer informação que não lhe pareça importante. Logo, ele só realiza todo o processo de armazenagem de fatos quando entende que aquilo é importante. E é aí que entra a concentração.
Um dos sinais que irá categorizar aquela nova informação como importante é o fato de você estar plenamente concentrado naquilo.
O processo de concentração, que também se dá no cérebro, mas em outras regiões, é um dos mais afetados pelo estilo de vida que temos hoje.
Ele demanda foco total e o direcionamento de muitas de suas sinapses a uma só atividade. Mas e quando paramos para dar aquela checada nas redes sociais? Sim, todo esse complexo caminho é abalado.
Motivos como desuso daquela informação, interesse genuíno e pessoal pelo objeto de estudo, entre outros, podem interferir nessa memorização.
Outros dois grandes inimigos da memorização e da concentração são o estresse e a ansiedade. Ambas as situações liberam no sangue a proteína Quinase C ou PKC, que prejudica o funcionamento da memória a curto prazo, essencial para que a mera informação se torne conhecimento na memória a longo prazo.
Agora que você já conhece um pouco mais sobre os mecanismos da nossa memória e da nossa concentração, vamos às dicas de como exercitá-las!
Jogos Lúdicos
Quebra-cabeça é a sensação do momento agora na quarentena. O jogo, oferecido em versões de até cinco mil peças (!) para os jogadores mais avançados, pode ser uma boa opção para concentração que encontrar as peças corretas exige.
Ela também exige que o jogar memorize a imagem final que o jogo deve ter. É o pacote completo. Além dessa, há também as opções mais clássicas e altamente difundidas acerca do tema: caça-palavras, sudoku, jogo dos erros, jogo da memória, todos eles são populares porque são, de fato, eficazes. E podem ser feitos em qualquer lugar!
Memorize e conte para alguém
Que tal ler um livro e tentar contar exatamente o que acontece nele, de forma cronológica, para outra pessoa? Você pode fazer isso também com um filme ou uma série. Assista-os e tente narrá-los exatamente para alguém que já tenha visto também. Assim a pessoa saberá se você está certo ou não.
Você pode memorizar citações e passagens que ama, isso ainda fará de você um verdadeiro cult de carteirinha! E o melhor: além de divertido, ler ou assistir algo são atividades que, por si só, já exercitam sua concentração.
Use a cabeça
Se a memória e a concentração são processos internos e cerebrais, logo, as atividades ideais para exercitá-las também são dentro da nossa própria cabeça. Portanto, você pode estar fazendo o tempo todo, até mesmo sem perceber. Por exemplo: que tal fazer uma lista de mercado mas, ao chegar lá, tentar não usá-la?
Você pode ir fazendo pequenos cálculos mentais também, ao longo de suas compras, e no final comparar com o valor que será cobrado. Você vai se surpreender ao perceber que está chegando cada vez mais perto, ou até acertando por completo o valor. Ainda
Localização
Que tal tentar abdicar um pouco de aplicativos de mapas? Eles acabam treinando nosso cérebro de maneira negativa, fazendo-o entender que não é preciso decorar seus caminhos, pois algum dispositivo sempre irá fazer isso por você. Esse senso de localização pode ser muito útil em tarefas diárias.
Uma dica que pode soar engraçada, mas efetiva: olhe para o box do seu banheiro e memorize o local onde os seus produtos ficam. Agora tome banho de olhos fechados ou de luz apagada e tente encontrá-los somente pela sua memorização e concentração. É divertido e eficaz para aumentar ainda mais esse senso de localização.
Estudar
Não tem segredo: estudar, especialmente antes de dormir, quando nosso cérebro absorve mais coisas, segundo
esse estudo
, é sempre muito bom para manter nossa mente ativa, trabalhando e absorvendo o novo.
Fazer um curso de línguas, por exemplo, te expõe a todo um universo linguístico novo que pode te abrir portas tanto mentais, quanto no mundo real. Cursos rápidos de temas variados podem ser bastante eficazes também. Que tal estudar por uma semana o cinema nacional? Ou fazer um curso rápido de alguma prática manual? Não há limites para o conhecimento!
Há ainda dicas mais abrangentes, como incluir alimentos ricos em ômega 3, vitamina E e magnésio nas suas opções (presentes em alimentos como peixe, nozes, banana, suco de laranja), e praticar o mindfulness no seu dia a dia. Tudo isso irá fortalecer tanto corpo quanto mente, não só para memorização e concentração, como uma série de outras coisas.
Gostou? Conta pra gente lá no instagram do @portalplenae se colocar alguma dessas dicas em prática!
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