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Como transformar pensamentos ansiosos em ações produtivas

Algumas pessoas sofrem de distúrbios de ansiedade e precisam de tratamento. A ansiedade em si, no entanto, é normal e faz parte da vida.

22 de Novembro de 2018


Algumas pessoas sofrem de distúrbios de ansiedade e precisam de tratamento. A ansiedade em si, no entanto, é normal e faz parte da vida. “Todo mundo tem um pouco de ansiedade”, diz a psicóloga clínica Kate Cummins. “Ela é a razão pela qual você se levanta quando o alarme dispara ou se prepara bem para uma reunião no trabalho.”

Conversamos com especialistas em saúde mental para aprender as melhores estratégias para transformar pensamentos ansiosos em ferramentas que podem ser, como diz Cummins, “seu melhor amigo no desempenho, em vez de um prejuízo”.

Faça algumas respirações profundas
Antes de transformar ansiedade em produtividade, é preciso acalmar-se. “Uma vez que o pensamento [ansioso] foi notado, eu gosto de pedir aos meus clientes que respirem profundamente algumas vezes”, afirma a coach Melissa Coats. “Isso ajuda o corpo a entender que não está sob ameaça.

Ansiedade é medo, e esses pensamentos ansiosos estão tentando nos proteger de algo horrível. Então, em vez de sermos duros com esses pensamentos, agradeço-lhes pelo que estão tentando fazer e tomo uma decisão sobre como agir com uma mente mais clara.”

Conecte-se com o físico
Natalie Finegood Goldberg, terapeuta especializada em casamento e família, recomenda sair da cabeça e entrar no corpo. “Isso pode ser feito atirando uma bola de tênis contra a parede, mantendo-se no lugar e deslocando seu peso para a frente e para trás, ou qualquer ato que permita concentra-se em algo físico. A mudança no sistema nervoso desacelera o corpo e ajuda a retomar o pensamento racional.”

Tenha um diário
Anotar os pensamentos ajuda a transferir a ansiedade da cabeça para o papel. “Um dos principais benefícios de fazer um diário é ter uma compreensão mais profunda de seus gatilhos e estar preparado para lidar com eles”, diz Celeste Viciere, conselheira clínica mental.

Faça alguma atividade artística
Uma das principais recomendações da conselheira profissional Essence Cohen Fields para clientes que lidam com pensamentos ansiosos é se expressar por meio da arte. “Toque um instrumento, pinte ou escreva poesia”, sugere. “Concentrar-se em uma atividade que requer disciplina permite canalizar sua ansiedade e energia excessiva em algo útil”, diz. Você pode até tentar algo muito simples, como colorir.

Tenha um amigo para ouvi-lo
“Pergunte a um amigo se ele estaria disposto a se sentar com você no telefone ou pessoalmente e deixar você falar sobre todos os problemas, sem tentar oferecer conselhos, opiniões ou julgamentos, a menos que você peça”, diz Evanye Lawson, conselheira profissional. “Quando precisar dele, pergunte se está livre para ouvi-lo falar sobre as coisas que o deixam ansioso”, diz.

Reserve um horário para a preocupação
Um dos traços mais difíceis da ansiedade é o senso de urgência que ela traz. Lembre-se de que você terá tempo para pensar mais tarde, quando estiver calmo. “Reserve um horário durante o dia em que você se dê permissão para se preocupar – você pode até ter um lembrete no seu calendário”, recomenda a terapeuta Katie Krimer.

Fonte: Nicole Spector
Síntese: Equipe Plenae
Leia o artigo completo aqui

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Coloque em prática

Como ser mais resiliente?

É possível ser mais resiliente ou já nascemos determinados a suportar uma determinada quantia de percalços? Conheça os 5 “A’s” que podem te ajudar!

24 de Fevereiro de 2022


O segundo episódio da sétima temporada do Podcast Plenae contou a história de superação da atleta paralímpica Verônica Hipólito, que mesmo diante de todas as barreiras que a vida e suas condições físicas lhe impuseram, nunca parou de lutar - nem mesmo quando acreditou que pararia. 


Representante do pilar Mente, a atleta de apenas 25 anos já enfrentou situações que pessoas muito mais velhas jamais imaginariam, como quatro cirurgias e um AVC. Era de se esperar que ela então buscasse desacelerar, uma vida mais pacata e com menos emoção. Mas, como ela própria define, “"A zona de conforto é um lugar prazeroso, pena que nada acontece lá".


Resiliência


Aqui no Plenae, já te contamos sobre as capacidades de resiliência e plasticidade, ambos conceitos inspirados na ciência. O primeiro fala sobre a capacidade que alguns materiais possuem de retornar ao seu estado original após sofrerem uma deformação ou um impacto. Já o segundo, a plasticidade, fala sobre adaptação, sobre não voltar necessariamente a ser o que era, mas sim, se adaptar ao novo formato.

Mas sabemos que resiliência é também uma palavra em alta. Em uma pesquisa rápida pelo Google, encontra-se mais de 18 milhões resultados compatíveis com a palavra. O Instagram também surpreende: são mais de 4 milhões de publicações utilizando a hashtag. 


Mas como é possível ser tão resiliente? Se você tem a sensação de que é o único que ainda não aderiu à “moda”, fique tranquilo! Vale lembrar que nem tudo que se vê nas mídias sociais é realmente verídico, e você pode acabar desenvolvendo uma FOMO, o Fear of Missing Out, ou o medo de estar de fora.


Além disso, muitos desses números que trouxemos diz respeito à buscas, ou seja, pessoas que também estão atrás de desenvolver essa capacidade, porque acreditam que ela seja um importante mecanismo de defesa e também de equilíbrio para nossa saúde mental, afinal, não podemos padecer diante de todas as adversidades que a vida nos impõe.


Para o Instituto de Psicologia Aplicada, “a resiliência é um termo abordado, principalmente, na Psicologia positiva”, e as principais formas para uma pessoa se tornar mais resiliente são por meio da atitude positiva, otimismo, regulação de emoções, habilidade de ver o fracasso e controle dos impactos do estresse.


“Na Psicologia, a resiliência pode ser uma forma de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Ainda, vale relembrar que essa habilidade não é um dom mágico, mas, sim, uma forma de trabalho mental e emocional para lidar com as dificuldades”, diz Fábio Augusto Caló, psicólogo pelo UniCEUB e mestre em Análise do Comportamento pela UnB

Separamos a seguir algumas dicas que podem te ajudar a trabalhar melhor a resiliência, todas começando com a letra A! Mas lembre-se: o segredo tanto para essa capacidade quanto para outras mora sempre na frequência da prática. Insista! Ela não irá se aprimorar de um dia para o outro.


  • Adaptação: trabalhe o seu psicológico para que a flexibilidade seja regra em sua vida, afinal, não sabemos como será o desdobramento de nada que nos acontece, mas podemos controlar o nosso posicionamento diante disso - como ensinavam os estóicos, que te contamos melhor aqui.

  • Assertividade: ainda tendo em vista os ensinamentos da corrente filosófica do estoicismo, tente ser mais assertivo, ou seja, não deixe a negatividade te paralisar e vá direto para a prática: como posso solucionar esse problema diante de mim?

  • Aprendizado: Uma vez que o problema está posto e já aconteceu, aprenda com os erros cometidos ao longo dele. Fui eu que ocasionei essa situação? O que eu poderia ter feito de diferente? Um pouco do que trouxemos quando te ensinamos a praticar mais o autoperdão. 

  • Alívios: Que os sentimentos negativos irão existir, isso é um fato. É impossível passar uma vida sem senti-los ao menos uma vez. Só fique atento se eles se tornarem excessivos, e busque caminhos pessoais para liberá-los. Que tal começar uma prática divertida como dança? Correr também pode ser uma boa pedida. Exercícios físicos liberam hormônios positivos muito bem-vindos nesse momento!

  • Autoestima: Tenha mais autoestima (você sabe como ela é formada?) e confie em si mesmo! Não caia em Síndromes do Impostor e acredite que você não só pode como vai chegar lá, onde quer que esse “lá” seja.

  • Amigos: Alguns momentos em nossa vida, ter uma rede de apoio é fundamental - como o luto, que explicamos aqui. Mas faz parte do processo de otimização da sua resiliência ter em quem confiar. Trabalhe suas relações com afinco!


Pronto, você agora já possui alguns caminhos que vão te ajudar nessa jornada rumo a mais resiliência. Aplique em seu cotidiano todas essas dicas - ou pelo menos algumas delas - e observe as mudanças que irão acontecer. Esteja aberto ao novo, ao erro e as tentativas. 

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