Coloque em prática
A fé é força que ultrapassa dogmas e correntes específicas - que existem para auxiliar, mas não são o único caminho espiritual possível
13 de Junho de 2024
Espiritualidade é um conceito muito amplo, que transcende qualquer dogma ou religião. E ela é parte fundamental daquilo que compõe o que chamamos de pilar Espírito, um dos seis que os nossos fundadores, Abilio e Geyze Diniz, acreditam serem fundamentais para uma vida com equilíbrio.
Por isso que, em nossos conteúdos, trazemos sim muita informação sobre as mais diferentes religiões, para que você conheça um pouco de todas, pois no fundo, o objetivo delas é o mesmo: pregar o amor e o bem. Por aqui, já falamos de religiões que talvez você não conheça e outras mais comuns, como o catolicismo, o judaísmo, o islamismo, o candomblé - e sua diferença com o a umbanda, - e o evangelismo.
Ainda, te contamos sobre correntes filosóficas como o budismo, a cabala, o estoicismo ou o panteísmo e falamos de forma mais ampla como cada dogma aborda o tema do luto. Falamos ainda sobre o que define uma religião e qual seu impacto na sociedade, qual o seu propósito, e, claro, trouxemos muitos convidados no nosso podcast para falar sobre a sua fé sem focar apenas em uma única corrente, como Fafá de Belém e Fernanda Souza.
Hoje, queremos falar sobre a espiritualidade enquanto força a ser trabalhada de forma desatrelada a uma crença. A seguir, vamos dar alguns caminhos possíveis para quem busca trilhar essa jornada.
Como trabalhar a sua espiritualidadeReligião, fé e espiritualidade são conceitos que, apesar de não terem o mesmo significado, são impossíveis de serem completamente dissociados. Isso porque toda religião envolve uma espiritualidade, mas a recíproca não necessariamente é verdadeira. Falar sobre trabalhar a espiritualidade sem se vincular a uma religião específica é falar sobre o desenvolvimento pessoal, que pode envolver uma conexão com algo maior que o eu, na busca de um propósito e significado na vida.
Te falamos por aqui sobre como manter essa chama acesa e porque isso é importante e também se é possível ensinar o seu filho a ser mais espiritualizado. Mas, para você que está começando agora essa busca interna ou para você que já bebeu em diferentes fontes e ainda não conseguiu se encontrar, algumas dicas podem te ajudar!
Conexão com a naturezaIsso está relacionado também às práticas de ecoterapia, que envolvem medicinas naturais e antroposóficas, atividades que usam a natureza para promover a cura e o bem-estar, como banhos de floresta (Shinrin-yoku) ou terapia hortícola.
Você já experimentou escrever sobre seus pensamentos, sentimentos e experiências pessoais? O Journaling é o nome dado a esse diário que pode te ajudar a explorar sua própria identidade, imensidão e propósito. Para te ajudar nesse processo, você pode também se provocar com algumas perguntas profundas, refletindo sobre perguntas como "O que dá sentido à minha vida?" ou "Como posso contribuir para o bem maior?"
Há muitos caminhos possíveis para identificar o seu propósito e viver de acordo com ele e com seus valores fundamentais. Trabalhar para encontrá-lo pode ser também uma jornada espiritual interessante, pois envolve questionar-se sobre tudo que te cerca. Nessa jornada, trabalhar ajudando os outros de forma voluntária pode promover um senso de conexão e propósito. Atos de bondade, como já te contamos por aqui, também trazem mais benefícios do que você imagina, e isso pode ser destinado tanto a estranhos como a amigos.
Conexão com a arteCriar arte, tocar música ou escrever poesia pode ser uma forma de explorar e expressar ou investigar a espiritualidade que tem dentro de você - como fez o Paulo Vicelli, que contou essa história na primeira temporada do Podcast Plenae.
Usar o corpo para se expressar e se conectar com emoções mais profundas por meio da dança também pode ser interessante, assim como desenhar e pintar, processos manuais que envolvem um estado presente da mente.
Mergulhar em filosofia e literatura, obras que exploram questões existenciais e espirituais, pode te ajudar a encontrar uma linha de raciocínio que expresse aquilo que você sente, mas não sabe explicar. Mas não só isso: os estudos de sabedoria universal, que exploram ensinamentos de várias tradições sem se comprometer com uma religião específica, pode também te trazer benefícios. O lifelong learning, que te explicamos aqui, é um dos caminhos mais potentes também para a longevidade.
Os laços que temos aqui, no plano terreno, é provavelmente a nossa maior riqueza e traz benefícios reais. Desenvolver conexões profundas e relações significativas e autênticas com os outros é importante para o seu bem-estar de agora, mas também para trazer um sentido maior para o depois.
Se envolva com comunidades de interesse mútuo ao seu. Participar de grupos que compartilhem interesses comuns, como grupos de meditação, clubes de leitura, ou grupos de discussão filosófica, pode te trazer bons insights e novas formas de ver a vida. Além disso, aprenda a perdoar: isso pode trazer benefícios para a sua vida e também se conecta com a dica que daremos a seguir.
Pratique a gratidão e se mantenha positivoOutros dois assuntos que já apareceram por aqui! Praticar a gratidão regularmente, reconhecendo e apreciando as coisas boas na vida, traz benefícios reais para o seu corpo, te levar a uma longevidade e pode te conectar com uma subjetividade maior da vida. Essa etapa pode fazer parte do seu diário, que te contamos anteriormente. Manter uma mentalidade otimista, cultivando resiliência e pensamentos positivos, faz parte desse processo também.
Pronto! Agora você já tem o caminho necessário para entender um pouco mais sobre a fé e a espiritualidade que habitam dentro de todos nós, mas que não necessariamente seguem uma cartilha religiosa. Cultive esse sentimento e liberte-se da pressão de se encaixar em algum dogma: o espírito transcende essa lógica!
Coloque em prática
Em homenagem à campanha do Janeiro Branco, te explicamos aqui quais são os primeiros passos a se tomar quando o assunto é saúde mental.
4 de Janeiro de 2022
Com a época das festas se aproximando e mais um ciclo chegando ao seu final, muitas pessoas já começam a preparar as famosas resoluções: todo réveillon é uma página virada e no ano que vem com certeza serei alguém melhor!
A saúde mental está cada vez mais em foco e, por isso, uma decisão bem comum na hora de focar mais nessa evolução pessoal de bem-estar tem sido a de começar a fazer acompanhamento terapêutico. Inclusive, o primeiro mês do ano celebra a campanha Janeiro Branco, que tem como objetivo a disseminação de uma consciência ainda maior acerca dos benefícios de se cuidar da mente.
Como saber se eu devo começar?
Um jargão que tem se popularizado é o de que todo mundo deveria fazer terapia, principalmente para lidar com quem mais precisaria mas não o faz. Até que ponto a brincadeira tem fundo de verdade? De fato, todo mundo precisa? Não é bem assim. Por mais que a prática tenha muitos benefícios, como o autoconhecimento, nem todas as pessoas de fato necessitam ir ao divã.
A tristeza, por si só, não é suficiente. Ficar triste é natural e saudável. Faz parte da experiência do que chamamos de vida e, por mais que não seja agradável, é muito importante saber lidar com ela e se permitir senti-la nos momentos em que se deve. Em entrevista ao UOL, Jair de Jesus Mari, chefe do departamento de psiquiatria e psicologia médica da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, relembra os caminhos do diagnóstico.
“Realmente, não existe um exame capaz de confirmar que alguém está deprimido, mas ao se fazer uma conexão entre os sintomas e a vida da pessoa, é possível fazer o diagnóstico correto”, diz. Ou seja, o problema é quando essa tristeza é muito intensa, a ponto de tomar conta da vida toda, tornando tudo vazio e opaco.
Traumas, desânimo, mau humor… Tudo isso vem à tona, podendo se manifestar, inclusive, na saúde física, como explica esse artigo. Existem vários, alguns muito silenciosos. A ansiedade, por exemplo, pode ser muito mais que o “frio na barriga”. O Transtorno de Ansiedade Generalizado pode causar dores musculares e de cabeça e até hipertensão. Se é uma ansiedade perene e sem razão de ser, também seria bom que tivesse o acompanhamento de terapeuta.
Os caminhos do processo
A ideia de fazer terapia ainda encontra resistência por parte de muitas pessoas. Alguns estigmas ainda persistem, tais como o de ser coisa de “gente louca” ou “fraca”. Por mais que o debate sobre a saúde mental esteja crescendo e desconstruindo velhos conceitos arcaicos, por vezes eles ainda podem ser um obstáculo.
Não é verdade. Passar por uma sessão não faz de ninguém uma pessoa que não consegue resolver os próprios problemas. Muito pelo contrário: a terapia é fundamental no processo de conhecimento. Pessoas de todas as idades, gêneros e etnias têm sempre do que se beneficiar de um mergulho em si próprias.
utro problema comum é o financeiro. Muitas pessoas até gostariam e acham que necessitam de acompanhamento psicológico, mas são intimidadas pelos preços de consultas e a ideia de que aquilo vire uma despesa constante. É uma preocupação justa, principalmente em momentos de instabilidade financeira. Porém, existem alternativas: muitos lugares oferecem terapia gratuita.
Por último, existem as vertentes. Não saber qual profissional buscar ou que linha funcionará melhor para mim também pode ser algo paralisante, afinal ninguém quer gastar tempo e dinheiro com algo que talvez nem funcione. Por mais que existam algumas recomendações de acordo com idade ou se for um problema psicológico mais pontual (como a insônia, por exemplo) sem outros sintomas, esse processo demanda tentativas, erros e acertos. Não há uma resposta mágica.
Você pode tentar a psicanálise, a Jungiana, a cognitivo-comportamental, são vários os caminhos possíveis, como explica esse artigo. Cada um deles tem seu próprio método e abordagem, mas a consulta, ainda assim, varia de acordo com as pessoas envolvidas: não só pacientes como também quem analisa. O importante é você sentir que está evoluindo na hora de encarar seus gatilhos e desenvolvendo mecanismos para lidar com eles.
A terapia, portanto, é benéfica a qualquer pessoa, sim, mas nem sempre estritamente necessária. Ela não é a grande solução para todos os males da sociedade, mas, se acha importante buscá-la, isso é ótimo. Ela irá contribuir para seu crescimento pessoal e é possível fazê-la de forma acessível. Se você está sentindo que precisa conversar, encare já em 2022 esse desafio. Nunca é tarde demais para começar.
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