Coloque em prática
Se movimentar é fundamental para a manutenção de sua saúde e pode ser mais fácil do que você imagina
27 de Setembro de 2024
O sedentarismo é um problema sério. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, sedentários são adultos entre 18 e 60 anos que não realizam pelo menos 30 minutos de atividade física leve a moderada, cinco vezes por semana. Para a instituição, trata-se de um problema de saúde global, com consequências para a saúde física e mental.
A OMS ainda alerta que cerca de 1,8 bilhão de adultos, ou seja, um terço da população mundial adulta, não pratica atividade física suficiente, e isso acarreta cerca de cinco milhões de mortes por ano. A mesma organização prevê em estudo que, até 2030, 500 milhões de pessoas podem desenvolver doenças devido à falta de atividade física.
Por isso, há uma recomendação oficial, feita por profissionais e que determina que adultos façam 150 minutos de atividade física moderada por semana, ou 75 minutos de atividade física intensa. Sabemos, contudo, que exercitar-se regularmente, apesar de fundamental para a manutenção de nossa saúde, pode ser um desafio em agendas tão atarefadas como as atuais. O que fazer diante disso então? Respondemos a seguir!
Como encaixar o exercício físico na sua rotinaA atividade física traz benefícios para a saúde do coração, corpo e mente e é um assunto que tratamos de forma insistente aqui no Plenae. Ela ajuda não só a prevenir e controlar doenças não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, como também pode reduzir os sintomas de depressão e ansiedade.
Para sair do sedentarismo, a OMS recomenda estabelecer metas pequenas e aumentar gradualmente a atividade física, como fazer caminhadas de 10 minutos por dia. Por aqui, já falamos sobre boxe, dança, pilates, corrida, hot yoga e até uma prática pouco conhecida, chamada U natural.
Já trouxemos dicas de aplicativo que podem te ajudar a malhar em qualquer lugar, falamos de exercícios que cabem na sua rotina e de qual é o melhor exercício físico para você, investigamos a relação entre cérebro e as diferentes práticas e também porque algumas pessoas têm mais dificuldades em se exercitar do que outras.
Por fim, dedicamos uma crônica inteira ao tema e não deixamos de lado uma etapa que antecede - ou acontece logo após também - os exercícios: o alongamento, sua importância e como fazê-lo. Hoje, vamos conhecer uma outra abordagem, para somar mais um de nossos textos e reforçar o nosso compromisso com as atividades físicas: é o método NEAT.
O método NEAT e como ele ajuda a sair do sedentarismoDo inglês Non-Exercise Activity Thermogenesis, que em português significa "atividade termogênica não associada ao exercício", o método NEAT é uma proposta que difere de todas as outras e “refere-se à energia que o corpo gasta em atividades diárias que não estão relacionadas a exercícios físicos programados ou formais, como ir à academia”.
Essas atividades incluem movimentos cotidianos como:
Ele pode ser um aliado importante para as pessoas que buscam dar os primeiros passos rumo a uma vida mais ativa, às pessoas que são mais velhas e estão lutando contra o desaceleramento do metabolismo ou até a adultos típicos e ativos que só estão querendo otimizar ainda mais o seu tempo praticando mais exercícios.
“Se quisermos manter nosso metabolismo adequado, precisamos construir bons hábitos e isso é o mais difícil, porque precisamos sair do sedentarismo, mudar padrão de alimentação, de sono e controlar os níveis de estresse”, explica o personal trainer Leandro Twin à Vida Simples.
Vale dizer que apesar de muito positivo, o método NEAT não substitui a prática de esporte regular, mas sim o complementa ou o ajuda ao menos a começar. “Coisas pequenas fazem toda diferença no nosso gasto energético, como ir para a academia a pé, subir escadas ao invés de usar o elevador ou fazer pequenas compras a pé em vez de usar o delivery”, pontua Leandro, que ainda explica que as empresas podem atuar divulgando a importância da atividade física na vida dos funcionários.
“Uma empresa pode estimular seus colaboradores a usarem mais a escada, em vez de elevador; estimular a trocar um e-mail ou mensagem no WhatsApp por uma caminhada até a mesa do colega para repassar uma informação”, explica ele à revista. Essa é mais uma forma que as empresas podem se envolver com a saúde integral do colaborador ou com outras iniciativas como o Grau Plenae, por exemplo. O importante, no final do dia, é dar o primeiro passo e se engajar em uma nova vida!
Coloque em prática
Mesmo que você ache fácil fazer amigos – e não é, para a maioria das pessoas – ficar realmente próximo das pessoas, ainda é difícil. Veja como facilitar isso
20 de Janeiro de 2020
Como tantas pessoas, cresci assistindo ao seriado de TV
Friends
, sonhando com o dia em que viveria em uma glamourosa cidade, cercada por um grupo de amigos íntimos. Ao longo dos anos, fiz muitos amigos: de infância, de trabalho, de faculdade. Tem os que gostam de caminhar, de conversar sobre café e os que moram longe, mas com quem converso algumas vezes por ano.
Mas íntimos? Não muitos.
É difícil fazer amigos quando adulto. E se, por qualquer motivo, você não ficar conectado aos da infância ou da faculdade, poderá acabar nos seus 30 anos (ou 40 ou 50 anos) conhecendo muitas pessoas, mas estando perto de muito poucas delas.
Precisamos mesmo de amizades íntimas?
Quando você está cansado, pode ser difícil encontrar motivação para jantar com um amigo, em vez de ligar a Netflix e pedir uma pizza em casa. Mas há evidências claras: amizades íntimas são necessárias para a saúde e o bem-estar.
"Somos criaturas sociais e comunitárias", disse Serena Chen, psicóloga social e professora de psicologia na Universidade da Califórnia.
"Quando somos íntimos de outra pessoa, podemos experimentar reações físicas e mentais positivas em nosso corpo, mente e coração."
Amir Levine, psiquiatra e neurocientista, estudou seres humanos e animais como uma maneira de entender o vínculo humano. "As conexões sociais são a maneira mais poderosa de regular nosso sofrimento emocional", afirmou.
O que exatamente significa proximidade?
"Uma grande parte da intimidade é poder ser visto e compreendido como quem você realmente é", disse Chen.
A reciprocidade também é um elemento essencial para criar intimidade. Chen explicou por que todas as pessoas que você conhece no Facebook ou Instagram não contam necessariamente como amigos íntimos: “Quando postamos algo nas redes sociais e as pessoas nos respondem na forma de bons comentários ou incentivos, isso é bom, mas não cria necessariamente intimidade porque não há como dar e receber”.
Se estar próximo de outras pessoas é tão benéfico, não deveria acontecer naturalmente?
Se amizades íntimas são realmente vitais para o bem-estar humano, parece que seríamos intuitivamente hábeis em fazê-las. Mas o oposto pode ser verdadeiro: amizades íntimas são tão importantes para nós porque são muito difíceis de construir.
De acordo com John Cacioppo, neurocientista social que se especializou no estudo da solidão, os humanos teriam desenvolvido um viés interno contra fazer amigos facilmente, porque evitar um inimigo seria mais importante do que ter um aliado, do ponto de vista evolutivo.
No mundo moderno, essa tensão é mais sutil. "Há um longo debate na comunidade sociológica sobre o que os humanos querem mais: serem admirados ou conhecidos", disse Chen. Ela explicou que a admiração traz muitas vantagens: tem benefícios sociais e pode trazer status e até ganhos financeiros.
Mas ser admirado e visto de maneiras que não se alinham com a forma como realmente nos vemos - talvez não tão confiantes e bem-sucedidos quanto os outros pensam que somos - pode custar o sentimento de ser entendido e próximo dos outros.
Culturalmente, também estamos mais focados no sucesso na carreira, realizações financeiras e marcos familiares do que na conexão com os outros.
Sue Johnson, psicóloga nas áreas de vínculo, apego e relações românticas, apontou que quando alguém lista seus objetivos de vida (ou mesmo as resoluções de Ano Novo), raramente menciona fazer amigos próximos ou se aproximar dos existentes.
5 maneiras de tornar suas amizades mais próximas
1. Crie uma base de segurança
Antes de tentarmos a proximidade, precisamos ter segurança. Em sua pesquisa, Levine identificou os cinco elementos fundamentais dos relacionamentos seguros:
Consistência
(esses amigos entram e saem da minha vida por capricho?)
Disponibilidade
(Qual a disponibilidade deles para passar um tempo com você?)
Confiabilidade
(Posso contar com eles se precisar de algo?)
Capacidade de resposta
(eles respondem às minhas mensagens? Eu as recebo de maneira consistente?)
Previsibilidade
(Posso contar com eles para agir de uma certa maneira?)
Uma vez que esses cinco elementos estejam no lugar, eles podem abrir o caminho para uma conexão mais profunda.
Isso não significa que você deva responder a uma mensagem de texto dentro de uma hora, mas que precisa criar uma linha de base de capacidade de resposta e disponibilidade para que seus amigos se sintam seguros em sua amizade.
Da mesma forma, se você tem amigos que são esquisitos, que não respondem ou que não são confiáveis, isso ajudará você a tentar ver se eles podem vir a preencher os requisitos acima e, se não, procurar outras pessoas em busca de amizade.
2. Preste muita atenção
O próximo passo para criar amizades íntimas é apenas abrir os olhos. Os seres humanos têm uma capacidade única de ler emoções, imitando expressões faciais sutis.
Essa imitação nos ajuda a ter empatia com as experiências emocionais da outra pessoa.
Na próxima vez em que você estiver com um amigo que está compartilhando algo sobre sua vida, Johnson sugere que você olhe essa pessoa de frente e preste toda a atenção. Isso criará um senso psicológico de conexão.
3. Deixe-se conhecer
Se você quer ser visto de verdade, precisa parar de fingir ser alguém mais legal ou inteligente do que é. Compartilhe detalhes pouco lisonjeiros sobre si.
Levine sugere que, no próximo encontro com um amigo, comece a desviar a conversa para expor mais vulnerabilidade.
Quando o seu amigo responder de uma maneira que lhe dê apoio, dê um feedback positivo, dizendo como isso foi útil ou que perspectiva ele tem da sua situação.
4. Leve seus amigos para um test drive
"Peça ajuda, mesmo quando você não precisar, para que, quando realmente precise, sinta-se mais à vontade em entrar em contato e tenha uma melhor noção de como eles responderão", sugere Levine.
5. Aceite que a proximidade não tenha tamanho único
Os especialistas concordam que a intimidade com outras pessoas - um cônjuge, um membro da família ou um amigo - é uma das maneiras mais profundas de ser mais feliz, saudável e calmo. Como disse Levine: "É tão potente que funcionará muito melhor do que qualquer remédio por aí".
Fonte: Emma Patee, para
The New York Times
Síntese: Equipe Plenae
Leia o artigo original
aqui.
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