Coloque em prática
Entra ano e sai ano, mas os exercícios seguem sendo o maior desafio para muitas pessoas. Confira algumas dicas que podem enfim te ajudar com esse tema!
14 de Janeiro de 2023
O ano começou e, com ele, as tão típicas promessas. E muitas de nossas metas têm sempre um objetivo comum: o nosso corpo! Encontrar exercícios que cabem na sua rotina, encontrar aliás exercícios que façam sentido para você, são duas tarefas difíceis e almejadas. E nós entendemos: é difícil manter hábitos saudáveis em uma rotina acelerada e até mesmo fazer um simples alongamento parece tarefa impossível.
Mas calma! Se por todos os últimos anos tivemos o propósito de te ajudar com dicas e pesquisas, não seria agora que soltaríamos a sua mão! Buscamos traduzir dicas de um renomado jornal - o The New York Times - que pode te ajudar bastante nessa empreitada de tornar a furada de exercício coisa do passado!
Os benefícios de se exercitar
Antes de mais nada, é preciso começar falando novamente sobre como se exercitar não é somente algo esteticamente positivo. Aliás, você pode deixar essa ideia no ano que se passou, pois corpo bonito é corpo saudável, onde mora uma pessoa feliz dentro.
Mas voltando ao tema, são inúmeras as pesquisas que apontam para os benefícios do exercício físico. E não importa se você fará uma hora de treino intenso na academia ou uma caminhada pelo seu bairro, o importante é manter o seu corpo em movimento, afinal, é assim que os nossos antepassados faziam e como devemos continuar fazendo.
No artigo do The New York Times, porém, uma pesquisa importante foi levantada: um estudo recente publicado no The British Journal of Sports Medicine, que descobriu que combinar exercícios aeróbicos com uma a duas sessões semanais de força não apenas prolonga a expectativa de vida, mas também melhora a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas.
Isso porque a atividade física ativa neurotransmissores importantes para a sensação de bem-estar, como a serotonina, dopamina e ocitocina, o que acaba indiretamente beneficiando sua saúde mental também, além de influenciar positivamente a sua cognição, concentração e memória. Já está bom de motivos? Então vamos para as dicas!
Exercício na prática
Comece pequeno. Se você é do time que nunca teve time, pois sempre evitou até mesmo a educação física em tempos de escola, então reduza sua ambição. Isso vale, é claro, para todas as suas metas de ano novo, mas sobretudo na meta física. Especialistas sugerem começar com sessões de força curtas, mas consistentes. “Algum movimento é melhor do que nenhum movimento.”, disse Mary Winfrey-Kovell, professora de ciência do exercício na Ball State University.
O quão pequeno será esse começo é sua agenda, necessidades, desejos e resistência física que dirão. Mas os mesmos cientistas sugerem dedicar 20 minutos duas vezes por semana ao treinamento de força, ou talvez 10 a 15 minutos três vezes por semana. Estabeleça você pequenas metas do seu calendário!
Comece simples. Na onda dos começos, além de começar pequeno, é preciso simplificar seus primeiros exercícios. Esqueça dispositivos sofisticados ou equipamentos especializados, que tornam tudo mais complexo e inacessível, prato cheio para a desistência.
Você na verdade precisará de muito pouco. Exercícios de fortalecimento muscular que dependem do seu próprio peso corporal – como flexões, pranchas e sit-to-stands (às vezes chamados de levantamentos de cadeira) – podem ser incrivelmente eficazes quando feitos de maneira correta e consistente, diz Anne Brady, professora de cinesiologia da Universidade da Carolina do Norte-Greensboro, ao jornal.
Aceite o fato de ser iniciante. Na hora de escolher os seus exercícios, não fique com vergonha de estar ali na categoria dos novatos, afinal, todos já estiveram ali um dia. “Muitos de nós mantemos um padrão de que precisamos para parecer que já sabemos o que estamos fazendo”, disse Casey Johnston, autor do livro “Liftoff: Couch to Barbell.”
Não há problema em cometer erros ou fazer perguntas, isso aliás é bastante positivo, pois o mais importante é aprender a forma correta e quais movimentos são mais seguros para o seu corpo. Isso poderá te ajudar a evitar lesões e promover uma rotina duradoura. Nesse início, se couber no seu bolso, vale contratar um professor particular - os personal trainers - para te ajudar!
Faça de manhã. Sobretudo se você é uma pessoa mais diurna ou se é refém de uma rotina muito agitada, que irá demandar tanto de sua pessoa ao longo do dia de modo que não te sobrará nenhuma energia ao final do dia. Uma pesquisa sugere que, quanto mais autocontrole despendemos ao longo do dia, menos temos para dar à noite. “Não é surpreendente desistir à noite após um dia longo. O autocontrole não é um recurso infinito.” Elizabeth Hathaway, professora de psicologia do exercício e mudança de comportamento de saúde na Universidade do Tennessee em Chattanooga.
Reserve um prazer particular para fazer durante a malhação. O chamado “pacote de tentações”, termo criado por Kelley Strohacker, professor de fisiologia do exercício na Universidade do Tennessee-Knoxville que pesquisa a mudança de comportamento de saúde, sugere que, combinar algo que você queira fazer junto com a hora do exercício pode ser estimulante e aliviar o ponta pé inicial.
E isso pode ser desde assistir a um filme ou programa de TV no celular enquanto caminha na esteira, ouvir um audiolivro emocionante e até um Podcast - e por que não o Podcast Plene? A chave é apenas permitir-se entrar nesse prazer particular enquanto faz o treino ou criar algo prazeroso que você fará sempre junto com ele.
Vista-se com o que quiser! O que você irá usar para se exercitar ou até mesmo esse momento de ir até o quarto para se trocar não pode ser motivo de preguiça ou desistência. O objetivo aqui é eliminar barreiras entre você e o exercício, certo? Portanto, use a roupa que quiser, contanto que ela esteja confortável e não limite seus movimentos.
Você também pode se beneficiar se suas roupas “respirarem” para não superaquecer, mas não há necessidade de comprar equipamentos esportivos especiais para absorção de umidade se você se sentir mais confortável em se movimentar de pijama.
Lembre-se de que o objetivo é progredir. Se você achar que precisa faltar alguma aula, seja gentil consigo mesma e demonstre autocompaixão, disse o Dr. Strohacker. Assim como o próprio exercício e treinamento de força, manter uma rotina é um jogo longo e o objetivo final é simplesmente mantê-la ao longo de nossas vidas, sabendo que haverá contratempos ao longo do caminho e que eles não podem nos parar.
"Nossa cultura realmente impulsiona essa narrativa de 'você pode fazer isso se realmente quiser. Isso é muito simplificador. A vida acontece junto”, diz ela. Pesquisas sugerem que o verdadeiro caminho para a longevidade e consistência em qualquer atividade é “aproveitar e sentir-se realizado”, acrescentou ela. Isso se torna mais fácil quando celebramos nosso progresso, não importa quão incremental seja, e encontramos o caminho de volta quando nos desviamos do curso.
Considere um treino no sofá. É isso mesmo que você leu. Ou na cama e até mesmo no banho. Às vezes, a preguiça insiste em querer vencer, portanto, faça ela trabalhar para você. Em um sofá, você pode levantar-se e sentar-se várias vezes, fazer agachamentos apoiado nele e até flexões e pranchas.
Você pode tentar ainda o “desafio comercial”, como sugere Winfrey-Kovell. Durante os intervalos dos programas, faça levantamentos de pernas ou mantenha os pesos das mãos ao seu lado e levante até que o programa retorne. Apenas certifique-se de manter uma boa postura e forma, afinal, “se os quadris estão na posição correta, a coluna está alinhada, os ombros estão para trás e seus pés podem tocar o chão, há muito que você pode fazer em um sofá”, diz ela.
Um manual de instruções
Se depois dessas dicas você já se sente mais motivado a começar, mas não sabe por onde, temos mais uma dica. Na realidade, um treino inteiro! E o melhor: ele é rápido, demanda apenas 20 minutos do seu dia e pode ser feito em qualquer lugar.
Ao The New York Times, o Dr. Brady recomenda começar com esta rotina básica de fortalecimento, onde o único equipamento necessário é seu próprio corpo. Ter um conjunto de faixas de resistência podem te ajudar também.
Complete cada exercício, em ordem, 10 a 15 vezes, depois volte e faça novamente para uma segunda série. Os exercícios alternam os grupos musculares e devem ser executados com um nível moderado de intensidade - seja qual for a sua sensação. Clique no link sobre o nome do exercício caso não o conheça, pois você poderá ver vídeos demonstrando os movimentos. São eles:
1. Flexões
2. Agachamento
3. Remada sentada com banda de resistência
5. Prensas aéreas com banda de resistência
7. Polichinelo com banda de resistência
Pronto! Agora é só colocar em prática, lembrando que o passo mais difícil é sempre começar. Mas vai ficar mais fácil, é só confiar e transformar em prioridade para a sua vida. Lembre-se: o seu corpo é a sua morada. Cuide dele.
Coloque em prática
Entenda um pouco mais sobre essa região do corpo, sua função, importância e caminhos para deixá-la ainda mais forte.
8 de Maio de 2023
Nosso corpo, como já sabemos, é uma máquina tão potente quanto complexa, composta de pequenas peças que, quando juntas, precisam operar em harmonia para termos equilíbrio e saúde. Apesar de termos os chamados órgãos vitais, cujo nome já entrega sua posição na hierarquia das importâncias, há outros pequenos mecanismos que são parte de um todo e cada um deles importa.
Um deles é o assoalho pélvico. Você talvez não tenha ouvido falar nele ainda - a menos que já tenha engravidado ou acompanhado uma gravidez. Mas engana-se quem pensa que seu fortalecimento importa apenas para as gestantes. Atletas, por exemplo, se beneficiam e muito de um assoalho pélvico fortalecido. Vamos te explicar um pouco mais sobre o assunto a seguir!
O que é o assoalho pélvico?O assoalho pélvico, como explica o artigo no site do médico Drauzio Varella, é a região na qual estão localizados o final do trato gastrointestinal, do trato urinário e do aparelho reprodutor. Trata-se de uma estrutura formada por ligamentos, músculos e tecidos conjuntivos que são fibrosos, resistentes e elásticos - conhecidos como fáscias.
Essa estrutura que te explicamos anteriormente está ligada à bacia e é responsável pela sustentação de órgãos muito importantes, como bexiga, uretra, intestino, reto e útero. Uma disfunção no assoalho pélvico pode acarretar condições como incontinência tanto urinária quanto de flatos e até de fezes.
Além disso, ela pode trazer disfunções também da ordem sexual e dificuldade para urinar ou evacuar, atos vitais para a nossa sobrevivência. Seu enfraquecimento pode causar ainda o prolapso dos órgãos responsáveis por essas funções, como é o caso do prolapso genital, também conhecido como “bexiga caída”.
Mas há ainda o prolapso de reto (retocele) ou do intestino delgado, da uretra (ureterocele), o vaginal (apical) e de útero (prolapso uterino). Mulheres são as mais afetadas justamente porque, como explica o artigo mencionado anteriormente, “possuem dois hiatos centrais entre os orifícios da uretra, da vagina e do ânus que promovem uma falha na musculatura elevadora do ânus e na musculatura coccígea, o que facilita a descida dos órgãos naturalmente suspensos na cavidade pélvica.”
Ela pode se dar seja por uma lesão na musculatura ou resultado de algum procedimento cirúrgico, como é o caso da remoção do útero (histerectomia).
A sobrecarga provocada pela obesidade ou uma atividade física de impacto mal conduzida e o próprio envelhecimento muscular natural, quando há perda de massa muscular e colágeno, também podem ser maléficas para o assoalho pélvico.
Por fim, a gestação - sobretudo no período pós-parto, é um dos caminhos possíveis para esse enfraquecimento - e por isso as mães costumam já conhecer esse termo mais do que outras mulheres, como mencionamos no começo deste artigo.
Quais os sintomas de um assoalho pélvico com problemas?Apesar da possibilidade de prolapsos diferentes, todos eles possuem um sintoma em comum: a sensação de peso ou pressão na região embaixo, onde seria a vagina para as mulheres. É como se os seus órgãos fossem ser projetados para fora. Mas outros pontos podem surgir como:
Dificuldade para segurar urina ou fezes - ou dificuldade para urinar e evacuar
Dor na lombar ou no cóccix, dor durante a relação sexual ou dor até para se sentar e caminhar
Sangramentos ou, no caso de mulheres, corrimentos
É a partir do relato desses sintomas que o médico poderá realizar testes e exames clínicos para confirmar o diagnóstico e encaminhar para o tratamento. Esse tratamento envolverá a presença certeira de um fisioterapeuta, que é indispensável nessa jornada. Mas também pode envolver laserterapia, radiofrequência, ultrassom microfocado e até cirurgia em casos mais avançados.
Quase uma em cada três estadunidenses sofre de um distúrbio do assoalho pélvico, mais comumente na forma de incontinência urinária, incontinência intestinal, dor pélvica, prolapso de órgãos pélvicos ou alguma combinação desses problemas, como conta o artigo do The New York Times traduzido pelo Estadão.
A notícia boa, como continua a reportagem, é que esses problemas não são inevitáveis e podem ser prevenidos ou mitigados com alongamentos e o fortalecimento regular desses músculos. Confira alguns exercícios indicados pelo jornal norte-americano que podem te ajudar nessa jornada!
Respiração diafragmáticaSentado em uma posição confortável, coloque uma mão na barriga e a outra no peito. Inspire e sinta a barriga se expandir, depois expire lentamente pela boca. Repita dez vezes.
Deite-se confortavelmente de costas, com os joelhos dobrados e apontados para o céu e os pés apoiados no chão. Comece com a respiração diafragmática e não contraia nenhum músculo durante a expiração.
A ideia é manter seu assoalho pélvico totalmente descansado. Essa respiração deve encher o seu diafragma de forma que você sinta até o seu períneo (região entre vagina e ânus). Repita dez vezes.
Sente-se ereto e apoie os pés no chão. Inspire pelo nariz, relaxando o assoalho pélvico à medida que a barriga e a caixa torácica se expandem. Ao expirar, aperte e levante os músculos do assoalho pélvico por dez segundos, mantendo a contração durante toda a expiração.
Você pode tensionar os músculos que controlam o fluxo de urina ou contêm a liberação de gases - ou imaginar esses músculos pegando uma bolinha de gude e segurando-a. Ative os músculos dentro do corpo, em vez de simplesmente contrair as coxas ou as nádegas.
Relaxe totalmente por quatro a dez segundos. Esse processo é importante porque contrair os músculos sem os soltar totalmente pode torná-los excessivamente apertados e restringir sua amplitude de movimento. Faça de 3 a 10 vezes.
Baseado no exercício anterior, você irá treinar os músculos do assoalho pélvico para que se contraiam rapidamente. Sente-se ereto e apoie os pés apoiados no chão. Contraia e libere repetidamente os músculos que interrompem o fluxo de urina, visando pelo menos sete contrações ao longo de dez segundos. Tente fazer 30 vezes.
Fazendo som de “chhh”Mais uma vez, sente-se ereto e com os pés no chão, inspirando pelo nariz e relaxando o assoalho pélvico. Quando começar a expirar, aperte e levante os músculos do assoalho pélvico e, em seguida, faça o som “chhh” de forma rápida e vigorosa com a boca, mantendo a retenção.
Em seguida, expire completa e lentamente pela boca, permitindo que a barriga, as costas e o assoalho pélvico se retraiam passivamente. Faça isso de 3 a 10 vezes.
Por fim, esse exercício que você começará na posição de quatro, com as mãos alinhadas com os ombros e os joelhos sob os quadris. Concentre seu olhar entre as mãos e inspire, enchendo a barriga de ar e relaxando-a em direção ao chão.
Depois, expire e contraia o umbigo na direção da coluna. Mantenha as costas retas durante todo o movimento. Para isso, o artigo instiga que você imagine que a barriga está novamente cheia de ar, como um balão e depois esprema o ar para fora do balão usando os músculos abdominais. Faça isso 10 vezes.
Pronto! Agora você já sabe a importância dessa região do seu corpo e como é possível fortalecê-la. Não se esqueça de que homens também são muito beneficiados por esses exercícios, principalmente os que são atletas e podem sofrer de incontinência urinária durante uma corrida, por exemplo, como explica esse estudo. A mudança de hábito sempre só depende de você!
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