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Como fortalecer o assoalho pélvico - e porque isso é importante

Entenda um pouco mais sobre essa região do corpo, sua função, importância e caminhos para deixá-la ainda mais forte.

8 de Maio de 2023


Nosso corpo, como já sabemos, é uma máquina tão potente quanto complexa, composta de pequenas peças que, quando juntas, precisam operar em harmonia para termos equilíbrio e saúde. Apesar de termos os chamados órgãos vitais, cujo nome já entrega sua posição na hierarquia das importâncias, há outros pequenos mecanismos que são parte de um todo e cada um deles importa.


Um deles é o assoalho pélvico. Você talvez não tenha ouvido falar nele ainda - a menos que já tenha engravidado ou acompanhado uma gravidez. Mas engana-se quem pensa que seu fortalecimento importa apenas para as gestantes. Atletas, por exemplo, se beneficiam e muito de um assoalho pélvico fortalecido. Vamos te explicar um pouco mais sobre o assunto a seguir!

O que é o assoalho pélvico?

O assoalho pélvico, como explica o artigo no site do médico Drauzio Varella, é a região na qual estão localizados o final do trato gastrointestinal, do trato urinário e do aparelho reprodutor. Trata-se de uma estrutura formada por ligamentos, músculos e tecidos conjuntivos que são fibrosos, resistentes e elásticos - conhecidos como fáscias. 

Qual a importância do assoalho pélvico? 

Essa estrutura que te explicamos anteriormente está ligada à bacia e é responsável pela sustentação de órgãos muito importantes, como bexiga, uretra, intestino, reto e útero. Uma disfunção no assoalho pélvico pode acarretar condições como incontinência tanto urinária quanto de flatos e até de fezes. 

Além disso, ela pode trazer disfunções também da ordem sexual e dificuldade para urinar ou evacuar, atos vitais para a nossa sobrevivência. Seu enfraquecimento pode causar ainda o prolapso dos órgãos responsáveis por essas funções, como é o caso do prolapso genital, também conhecido como “bexiga caída”.

Mas há ainda o prolapso de reto (retocele) ou do intestino delgado, da uretra (ureterocele), o vaginal (apical) e de útero (prolapso uterino). Mulheres são as mais afetadas justamente porque, como explica o artigo mencionado anteriormente, “possuem dois hiatos centrais entre os orifícios da uretra, da vagina e do ânus que promovem uma falha na musculatura elevadora do ânus e na musculatura coccígea, o que facilita a descida dos órgãos naturalmente suspensos na cavidade pélvica.” 

Como ocorre uma disfunção no assoalho pélvico?

Ela pode se dar seja por uma lesão na musculatura ou resultado de algum procedimento cirúrgico, como é o caso da remoção do útero (histerectomia). 

A sobrecarga provocada pela obesidade ou uma atividade física de impacto mal conduzida e o próprio envelhecimento muscular natural, quando há perda de massa muscular e colágeno, também podem ser maléficas para o assoalho pélvico. 

Por fim, a gestação - sobretudo no período pós-parto, é um dos caminhos possíveis para esse enfraquecimento - e por isso as mães costumam já conhecer esse termo mais do que outras mulheres, como mencionamos no começo deste artigo.

Quais os sintomas de um assoalho pélvico com problemas?

Apesar da possibilidade de prolapsos diferentes, todos eles possuem um sintoma em comum: a sensação de peso ou pressão na região embaixo, onde seria a vagina para as mulheres. É como se os seus órgãos fossem ser projetados para fora. Mas outros pontos podem surgir como:


  • Dificuldade para segurar urina ou fezes - ou dificuldade para urinar e evacuar

  • Dor na lombar ou no cóccix, dor durante a relação sexual ou dor até para se sentar e caminhar

  • Sangramentos ou, no caso de mulheres, corrimentos 


É a partir do relato desses sintomas que o médico poderá realizar testes e exames clínicos para confirmar o diagnóstico e encaminhar para o tratamento. Esse tratamento envolverá a presença certeira de um fisioterapeuta, que é indispensável nessa jornada. Mas também pode envolver laserterapia, radiofrequência, ultrassom microfocado e até cirurgia em casos mais avançados. 

Como fortalecer o meu assoalho pélvico?

Quase uma em cada três estadunidenses sofre de um distúrbio do assoalho pélvico, mais comumente na forma de incontinência urinária, incontinência intestinal, dor pélvica, prolapso de órgãos pélvicos ou alguma combinação desses problemas, como conta o artigo do The New York Times traduzido pelo Estadão


A notícia boa, como continua a reportagem, é que esses problemas não são inevitáveis e podem ser prevenidos ou mitigados com alongamentos e o fortalecimento regular desses músculos. Confira alguns exercícios indicados pelo jornal norte-americano que podem te ajudar nessa jornada!


Respiração diafragmática


Sentado em uma posição confortável, coloque uma mão na barriga e a outra no peito. Inspire e sinta a barriga se expandir, depois expire lentamente pela boca. Repita dez vezes.


Alongamento


Deite-se confortavelmente de costas, com os joelhos dobrados e apontados para o céu e os pés apoiados no chão. Comece com a respiração diafragmática e não contraia nenhum músculo durante a expiração. 


A ideia é manter seu assoalho pélvico totalmente descansado. Essa respiração deve encher o seu diafragma de forma que você sinta até o seu períneo (região entre vagina e ânus). Repita dez vezes.


Exercícios de Kegel sentada 


Sente-se ereto e apoie os pés no chão. Inspire pelo nariz, relaxando o assoalho pélvico à medida que a barriga e a caixa torácica se expandem. Ao expirar, aperte e levante os músculos do assoalho pélvico por dez segundos, mantendo a contração durante toda a expiração. 


Você pode tensionar os músculos que controlam o fluxo de urina ou contêm a liberação de gases - ou imaginar esses músculos pegando uma bolinha de gude e segurando-a. Ative os músculos dentro do corpo, em vez de simplesmente contrair as coxas ou as nádegas. 


Relaxe totalmente por quatro a dez segundos. Esse processo é importante porque contrair os músculos sem os soltar totalmente pode torná-los excessivamente apertados e restringir sua amplitude de movimento. Faça de 3 a 10 vezes. 


Movimentos rápidos


Baseado no exercício anterior, você irá treinar os músculos do assoalho pélvico para que se contraiam rapidamente. Sente-se ereto e apoie os pés apoiados no chão. Contraia e libere repetidamente os músculos que interrompem o fluxo de urina, visando pelo menos sete contrações ao longo de dez segundos. Tente fazer 30 vezes.

Fazendo som de “chhh”


Mais uma vez, sente-se ereto e com os pés no chão, inspirando pelo nariz e relaxando o assoalho pélvico. Quando começar a expirar, aperte e levante os músculos do assoalho pélvico e, em seguida, faça o som “chhh” de forma rápida e vigorosa com a boca, mantendo a retenção.

Em seguida, expire completa e lentamente pela boca, permitindo que a barriga, as costas e o assoalho pélvico se retraiam passivamente. Faça isso de 3 a 10 vezes.

Elevação de barriga

Por fim, esse exercício que você começará na posição de quatro, com as mãos alinhadas com os ombros e os joelhos sob os quadris. Concentre seu olhar entre as mãos e inspire, enchendo a barriga de ar e relaxando-a em direção ao chão. 


Depois, expire e contraia o umbigo na direção da coluna. Mantenha as costas retas durante todo o movimento. Para isso, o artigo instiga que você imagine que a barriga está novamente cheia de ar, como um balão  e depois esprema o ar para fora do balão usando os músculos abdominais. Faça isso 10 vezes.


Pronto! Agora você já sabe a importância dessa região do seu corpo e como é possível fortalecê-la. Não se esqueça de que homens também são muito beneficiados por esses exercícios, principalmente os que são atletas e podem sofrer de incontinência urinária durante uma corrida, por exemplo, como explica esse estudo.  A mudança de hábito sempre só depende de você!

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U Natural: uma nova forma de se exercitar

Conheça a metodologia que buscou inspiração nos movimentos dos animais para que os seres humanos possam se exercitar de forma mais lúdica e completa

9 de Agosto de 2023


Somos da natureza. Viemos dela e a ela pertencemos. Por vezes, esquecemos desse fato e acreditamos que somos uma entidade diferente, algo separado, que o que é natural está ali e nós estamos aqui, em outro lugar. Mas isso não é verdade e correntes como a antroposofia, que te contamos aqui, e até o estoicismo, que também já te trouxemos, existem para nos lembrar desse fato constantemente.

A novidade agora é que há um estilo de exercício físico que se baseou justamente nos animais e seus movimentos para treinar todas as habilidades que o corpo tem em um só treino. É o treino U Natural, método criado por um brasileiro, Raphael Romano, filho do renomado Álvaro Romano, ambos educadores físicos. 

O início de tudo

Álvaro iniciou essa jornada há muitos anos com a Ginástica Natural, que trouxe o conceito de trabalhar com o peso do próprio corpo, sem a necessidade de aparelhos de musculação. Essa técnica ganhou muitos adeptos, sobretudo com lutadores de UFC, inclusive no exterior, desenvolvendo os movimentos a partir da necessidade dentro das lutas.

Essa Ginástica Natural foi a precursora do que hoje é a U Natural, mais focada em treinamentos para atletas e trazendo muitos movimentos relacionados aos dos animais que vivem na natureza. 

Desenvolvida depois de muitas pesquisas, a metodologia busca treinar de forma completa o peso do corpo inteiro. Ela ainda trabalha todas as valências físicas de uma vez só: força, potência, mobilidade, flexibilidade e coordenação, além de técnicas de respiração também. 

“Normalmente treinamos em tatames, reproduzindo o movimento dos animais como sapo, macaco, minhoca, etc. Por treinar todas as habilidades juntas e de forma tão diferente, a aula acaba sendo bem dinâmica, porque um exercício vai se juntando a outro sem pausa, é diferente de fazer 10 repetições de agachamento, por exemplo. Além disso, pessoas de todas as idades podem praticar”, explica a treinadora e terapeuta na academia Paraíso Ativo, Amanda Panisson Benazzi.

Os exercícios e sequências são desenvolvidos de forma específica para cada componente do método, de forma que todos possam ser mesclados e executados com o seu próprio peso corporal. Isso torna a sua prática completa e funcional. “A gente cria alguns combos pro aluno fazer e depois descansar e é possível dosar e adaptar para cada pessoa e necessidade”, explica Amanda. 

Talvez seja por isso que atletas vêm se interessando cada vez mais pela técnica, especialmente alguns surfistas renomados como Filipe Toledo, que tem utilizado a metodologia na preparação para seus campeonatos. “Abriu esses caminhos para a galera do surf, do skate, que precisa muito dessa mobilidade, e agora já está pegando bastante a parte de campeonato e profissionalização”, diz Benazzi. 

O esporte e o lúdico

Sabemos que algumas pessoas têm mais dificuldade do que outras para se exercitar. Mas, um dos segredos do sucesso para iniciar a sua jornada nos exercícios físicos e realmente não largá-los é buscar aquele que funciona para você. A boa notícia é que há uma infinidade de opções por aí que subvertem a lógica do velho e estereotipado treino na academia: corrida, dança, boxe, entre muitos outros. 

Foi nessa busca que Amanda acabou encontrando o U Natural. “Desde a minha formação na faculdade, as pessoas me procuravam para fazer atividade física. Só que era um público que normalmente já não gostava muito de se exercitar e que precisa de alguém o tempo todo em cima. Então eu fui buscando formas de estimulá-las, me perguntando ‘como eu vou fazer pra essa pessoa que não curte exercício físico aprender a gostar? Como vou fazer ela entender que isso vai deixá-la de bom humor e fazer bem para mente e corpo?’”.

Outra angústia de Amanda era desvincular a ideia de que exercitar-se só tem sentido se você possui um objetivo estético. “Lógico que isso faz parte também, mas isso é muito secundário, o principal é esse bem-estar que o exercício traz. Então eu comecei a buscar essa forma que faria com que eles encarassem as práticas de forma prazerosa e não como uma obrigação”, relembra. 

Por isso mesmo, iniciativas como os esportes na areia que vem ganhando espaço na cidade são incentivados, porque trazem a atividade física de maneira lúdica e divertida, além de incentivarem a coletividade, o senso de equipe e as relações sociais. 

“Todo esporte é muito bem-vindo na vida das pessoas, pois trazem motivação, autoconfiança, bom-humor. Esses novos também são uma forma de reunir os amigos para movimentar o corpo, não só para comer e beber. Só vale ressaltar que é importante respeitar seus limites, porque tem gente que nunca praticou nada e aí resolve no final de semana ficar várias horas praticando, o que pode gerar lesões ou outros problemas”, conclui ela.

Agora é sua vez de encontrar uma atividade física para chamar de sua! 

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