Coloque em prática

Como consumir consciente na Black Friday

Durante a campanha de compras mais famosa do mundo, lembre-se de não cair em tentação com os descontos e lembrar da sustentabilidade em seus atos.

24 de Novembro de 2022


Todo final de novembro, uma mesma campanha agita o mundo todo: a Black Friday. Nascida nos Estados Unidos, onde ela tradicionalmente acontece depois do feriado de Ação de Graças, ela se espalhou pelo resto do mundo e, só aqui no Brasil no ano passado, ela movimentou R$5,4 bilhões, contando o período da quinta-feira às 0h até às 23h59 da sexta-feira.

Você com certeza já deve ter ouvido falar nela e talvez já tenha até feito umas comprinhas nesta data. Mas explicaremos de qualquer maneira: a Black Friday é sempre na última sexta-feira de novembro, quando todas as lojas baixam seus preços e criam promoções de proporções imensas, para estimular a compra e o consumo. 

O que o planeta tem a ver com isso?

Se por um lado ela ajuda os comerciantes a fazerem um bom caixa pré-natal, em um mês onde tradicionalmente nada aconteceria para justificar tantas vendas, por outro, ela estimula o consumo desenfreado, problema sério para nossos bolsos e também para o planeta. 

Recentemente, uma foto chocou o público ao revelar as montanhas de roupas usadas e descartadas como lixo no paradisíaco e turístico Deserto do Atacama. Em conversa com as criadoras da plataforma It Brands, falamos um pouco sobre a relação entre a moda e o planeta. Constantemente esquecemos que tecido é também lixo, e que quando não destinado aos locais certos, só se torna mais um peso nos já sobrecarregados lixões.

Para elas, o “wake up call” (“hora do chamado”, em tradução livre), veio para ficar e alertar a todos que, se o valor está muito abaixo do que deveria, é preciso estar alerta. Afinal, para um produto chegar até você, há vários processos envolvidos que são custosos. Portanto, algum elo dessa cadeia pode estar sendo prejudicado - e geralmente, esse elo é o planeta. 

O que fazer

Um dos caminhos possíveis, então, é fazer melhores escolhas na hora de comprar. Optar por produtos que, à primeira vista, podem parecer mais caros, é na verdade uma vantagem, pois isso pode indicar que sua durabilidade será melhor, ou seja, seu descarte será mais tardio. 

Nessa rodada de escolhas, você pode também optar por peças mais “coringas”, que podem ser combinadas de várias maneiras e, assim, evitar um armário sobrecarregado - como te explicamos nesta matéria sobre as formas de trazer o minimalismo para seus hábitos. 

Além disso, o que pode encarecer um produto é também uma cadeia de produção mais ecológica e menos industrial, onde pequenos produtores não contarão com grandes maquinários e sim com sua capacidade artesanal individual, mas com certeza muito mais responsável ambientalmente falando. 

A chave do sucesso está em repensar também a sua maneira de experienciar o mundo. Que tal desacelerar? O movimento slow, como é chamado essa tendência da desaceleração, também já foi tema aqui no Plenae. Ele propõe que tiremos o pé do acelerador em todos os aspectos: na comida, na medicina, na infância, no entretenimento (o calm-tainment que te contamos aqui), e, porque não, nas compras - o chamado “slow fashion”. 

Dentre suas premissas, está justamente o que falamos anteriormente: pensar antes de comprar, investir seu dinheiro com sabedoria naquilo que será utilizado várias vezes, dar preferência a pequenos produtores, estar de olho nas etiquetas para saber de onde aquela peça veio, refletir sobre os caminhos que ela tomou até chegar a você, fazer a moda circular (por meio de compras em brechós ou doar suas roupas), enfim, há uma infinidade de caminhos possíveis. 

Nesse movimento de repensar seus conceitos, em tempos de Black Friday é urgente repensar a sua relação com o dinheiro. Em “O que é riqueza, afinal”, olhamos para esse tema sob diferentes óticas - da filosofia até a etimologia da palavra. 

No Tema da Vez de setembro do ano passado, pensamos de forma profunda sobre o capital, essa verdadeira entidade que parece reger a nossa sociedade como um todo. Por lá, falamos sobre sua relação com a felicidade e o que é prosperidade - palavra discutida também em Plenae Entrevista e um dos pilares propostos no curso da XP Investimentos em parceria com o Plenae.

Em outro Tema da Vez, dessa vez em novembro do ano passado, falamos sobre consumismo e o porquê sentimos vontade de comprar itens que não precisamos, fomentados principalmente pela propaganda e pelas urgências que o capitalismo propõe. 

Para finalizar esse artigo, que se propõe a trazer mais consciência e inteligência na hora de suas compras de Black Friday, fique com os 12 princípios de consumo consciente trazidos na newsletter mencionada acima. Lembre-se: só depende de você investir no que realmente importa e fazer do mundo um lugar melhor! 

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Coloque em prática

Terapia para todos: os benefícios e os diferentes tipos da atividade

Cuidar da saúde mental é peça chave para toda a saúde do corpo estar equilibrada. E ela pode – e deve – ser feita em qualquer idade!

16 de Março de 2020


Por: Gabriela Monteiro Há tempos que saúde mental já não é mais um tabu. Amplamente discutida pela mídia e dentro dos consultórios, cuidar hoje das suas emoções é papel chave para toda uma saúde física igualmente equilibrada. Hoje já se sabe que a depressão é a responsável pela diminuição de diversos hormônios, como a serotonina. Ela também pode causar ganho ou perda de peso excessivo, privação de sono - que contamos aqui o quão nocivo pode ser à sua saúde -, dificuldade na capacidade cognitiva, entre outros. O Transtorno de Ansiedade Generalizado, ou TAG, apontado por Eduarda Resende, psicóloga e doutora em Gerontologia como um dos principais males que atinge seus pacientes mais velhos, também pode atrapalhar e muito a vida do paciente - podendo gerar até mesmo dores musculares e de cabeça, além de perda da memória recente e, em casos mais graves, aumento da pressão arterial. “A depressão ou a ansiedade se manifestam um pouco diferente nessa fase da vida. Os sintomas estão mais relacionadas ao desânimo, cansaço ou outros sintomas mais ‘físicos’, do que uma queixa mais emocional como tristeza, angústia ou culpa” revela a especialista. A boa notícia é que não há idade específica para começar os tratamentos - que podem ser os mais diversos possíveis! “Não existe isso de pensar que é perda de tempo uma pessoa mais velha fazer terapia.Isso porque há vários tipos de tratamentos mais rápidos que podem ser moldados com base no perfil do paciente que possuem começo, meio e fim” explica Eduarda. Para ela, os temas que geralmente levam os longevos a buscar psicoterapia são mais específicos e relacionados diretamente a perdas e transições, como diminuição de funcionalidade, energia ou saúde física, ou perda de familiares e pessoas próximas que amam. “É claro que existem transtornos de personalidade ou depressivos que a pessoa apresentou ao longo de toda sua vida. Isso demanda mais tempo de tratamento. Mas existe o indivíduo que nunca apresentou nenhum sintoma e, em uma idade mais avançada, apresenta uma fobia, um pânico e até um isolamento social” continua a doutora. Até mesmo transições como aposentadoria e mudanças de papéis,na sociedade, como os filhos começarem a assumir mais o controle, pode afetar a saúde mental e gerar um sintoma mais pontual. Para esses casos, sugere-se a Terapia Cognitiva Comportamental, também conhecida como TCC. “A TCC tem como objetivo uma intervenção mais limitada. Vamos falar de processos terapêuticos em 12, 20, 6 sessões. Não há uma intencionalidade de que seja um processo que dure anos. isso pode acontecer de acordo com a demanda que o paciente traz, mas ela trabalha com o foco no presente, não tanto no passado como outras terapias” explica Eduarda. Esse foco em resolução de problemas mais de pronto imediato está diretamente ligado ao objetivo final da terapia, que é fazer do paciente um sujeito mais ativo em consulta. Isso lhe traz mecanismos para lidar com suas próprias questões no dia a dia, emancipando-o de anos de análise e fazendo com que seus ganhos obtidos sejam contínuos.  Mas a psicóloga adverte: há uma gama imensa de terapias que podem ser feitas, e cada paciente pode se adequar a uma específica. “Eu gosto de brincar com meus pacientes e até com meus alunos que nós, psicólogos, entramos com o conhecimento teórico, mas as experiências de vida são 100% do analisado. Então nós somos um time que se auxilia e vai se descobrindo junto” comenta a psicóloga. Esse espírito de equipe é estendido até mesmo para consultórios de outras especialidades. “É importante ter uma equipe multidisciplinar trabalhando junto, porque nós sabemos o quanto as questões emocionais podem gerar sintomas físicos, e que nessa idade pode ser perigoso”. Conscientizar as outras classes da medicina foi, inclusive, uma das responsáveis pelo aumento na procura pela terapia. “São vários os fatores que levaram ao aumento dessa procura. Há uma diminuição no tabu com as questões emocionais, os filhos desses idosos que já estão mais conectados com a causa, há um maior número de longevos vivendo hoje em dia e, por fim, uma maior conscientização de toda a classe médica do poder que a saúde mental exerce na saúde como um todo” conclui Eduarda.

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