Coloque em prática

Como a neurociência pode te ajudar com o seu propósito?

O estudo da mente que vem ganhando cada dia mais espaço pode ser um atalho e um aliado na busca por um propósito - ou na realização dele.

16 de Junho de 2023


Há pessoas que descobrem o seu propósito ainda bem jovens. Seja guiados por um dom, um chamado, um exemplo no qual se espelham ou até uma inteligência específica mais aguçada, como te contamos neste artigo. O terceiro participante da décima segunda temporada do Podcast Plenae, Leo Farah, foi mais ou menos assim.

Primeiro, ele decidiu que queria ser médico. Chegou a passar e começar a estudar nesse que é um dos cursos mais concorridos do país e até do mundo. Mas, foi a vocação para bombeiro que brilhou mais os seus olhos. Por um tempo, tentou conciliar ambas. Porém, quando a vida cobrou que ele escolhesse um só caminho, ele não teve dúvidas: o Corpo de Bombeiros o faria ajudar mais pessoas, que era o seu propósito maior de vida.

A história é linda, emocionante e inspiradora, mas não reflete a realidade de todas as pessoas. Isso porque existem aquelas que ainda estão em busca de seus propósitos. Por aqui, te contamos como a filosofia IKIGAI pode te ajudar nessa busca, que de repente mora nos detalhes do seu cotidiano sem que você sequer se dê conta. 

Também te explicamos a relação entre propósito e felicidade, traçamos oito dicas para te ajudar a encontrar o seu, reunimos diferentes matérias sobre o assunto em uma só e trouxemos ainda uma palestra do próprio Abilio Diniz contando um pouco da sua experiência relacionada ao tema. Agora, queremos entender um pouco mais sobre a perspectiva da neurociência a respeito do assunto. Continue lendo a seguir!

O que é a neurociência

A Neurociência é o campo de estudo que olha para como o sistema nervoso se dá segundo suas funcionalidades, abrangendo não só o cérebro, mas também seus nervos periféricos e até a medula espinhal, que guarda consigo informações importantes a respeito do nosso funcionamento. 

A partir dessas três regiões, responsáveis por coordenar nossas ações voluntárias e involuntárias, a neurociência analisa nosso comportamento e nossas emoções, bem como os fenômenos da mente. Portanto, como explica esse artigo da PUC, trata-se de um campo científico que busca revelar estruturas, processos de desenvolvimento e alterações que possam ocorrer ao longo da vida.

Ela ainda é um campo científico multidisciplinar, que se relaciona com Antropologia, Educação, Linguística, Medicina, Ciência da computação, entre outros campos. Ela também se divide em 5 campos de estudo:

  • Neurofisiologia, que investiga funções do sistema nervoso (atividades do cérebro e da medula), periférico (funções do nervos, sensibilidade e músculos) e desordens do sistema como um todo.

  • Neuroanatomia, que investiga a relação entre estrutura e as funções do cérebro, medula espinhal, nervos e terminações nervosas.

  • Neuropsicologia, que estuda o sistema nervoso sob a ótica do comportamento humano e como o cérebro influencia nossas funções.

  • Neurociência comportamental, que se aprofunda como nosso inconsciente afeta a conduta humana, bem como nossa identidade e memória.

  • Neurociência cognitiva, que busca entender o pensamento, memória e dinâmica do aprendizado, além da nossa percepção e sensações. 

Portanto, a neurociência é um campo que estuda, principalmente, nosso funcionamento, estrutura, desenvolvimento, possíveis alterações ao longo da vida e como tudo isso afeta nosso comportamento. E é somente tendo consciência dos nossos processos internos é que podemos modificá-los.

O propósito enquanto conceito

O propósito é uma palavra proveniente do latim, proposĭtu pode ser desmembrada em pro (para mim) + positum (posto, colocado). Portanto, propósito é aquilo que está posto para mim, originalmente, como te explicamos neste artigo. Ele é parte de tudo aquilo que é da ordem da intenção, do objetivo, da finalidade. 

É quase que um sinônimo para projeto, é aquilo que se busca alcançar todos os dias, segundo a definição da Oxford Languages. E por ser um objetivo quase que diário, por vezes o propósito pode ser confundido com a felicidade, que é outro termo ainda mais subjetivo e individual do que o anterior. 

“Existem artigos de neurologia e psiquiatria que apontam que as pessoas que mais buscam felicidade são as mais adoecidas mentalmente. É super importante deixar isso claro: a felicidade é um efeito colateral de um propósito. Se tivéssemos uma fórmula para alcançá-la, ela basicamente só teria dois componentes: momentos de bem-estar no dia a dia e, de forma mais ampla, uma ideia que me dá sentido à vida", diz o neurologista e professor na UNIFESP, Fabiano Moulin.

O cérebro e o propósito

Chegamos então ao gigante e importantíssimo órgão que rege grande parte do nosso funcionamento e, claro, das nossas emoções. Mas, é preciso estar atento aos seus truques e artimanhas. “O cérebro tem uma capacidade muito grande e espontânea de desejar, mas muito pequena em se sentir satisfeito com o que tem. Isso não é só cultural, existe algo de biológico mesmo e hoje nós sabemos dos circuitos neurais e do processo que a gente chama de adaptação hedônica” explica o especialista. 

Essa adaptação passa, principalmente, pela capacidade de previsibilidade que temos e que, por vezes, falha. Antecipamos acontecimentos em busca de nos proteger mas, muitas vezes, eles nem chegam a de fato acontecer. “Quando o cérebro começa a ter maior competência de previsibilidade, menor é a liberação de dopamina, portanto menor o prazer daquela ação de forma isolada", continua explicando Moulin. 

É aí que mora o perigo: as coisas parecem “perder a graça”, mesmo atingindo objetivos que você sempre sonhou. Isso porque o seu cérebro se vicia em prazeres momentâneos, um mecanismo parecido com a paixão, que te contamos neste artigo. É necessário exercitá-lo para que ele não enxergue o mundo como ele é, mas sim como nós somos. 

Sem essa compreensão, estaremos sempre presos no desejo da falta, e não na presença. Esse filtro que temos do mundo é um processo ativo, influenciado pela nossa família e pela cultura onde estamos inseridas. Portanto, é preciso um trabalho igualmente ativo para mudarmos essa ótica e enxergarmos a vida com mais propósito, observando desde os pequenos prazeres cotidianos até uma preocupação com o bem-estar coletivo.

“Vivemos no Ocidente, lugar onde o grande alvo da felicidade é o indivíduo. No Oriente, mesmo hoje em dia, é o coletivo que importa. Nem sempre a felicidade de uma pessoa tem a ver com o propósito de toda uma sociedade. Mas a evidência maior é a de que, quando agregamos um propósito pessoal a um acréscimo de bem-estar para humanidade , a felicidade é ainda maior”, explica.

“Então considerarmos o outro nesta fórmula é muito importante, porque de novo, eu acho que esse ponto é importante. O outro importa muito, nós não somos uma ilha, fazemos parte de um contexto. E importar-se com esse contexto torna seu propósito muito mais forte” conclui Fabiano.

Pare e se pergunte: O que eu faço bem? O que pra mim dói menos que pra maioria das pessoas? O que é aquilo que, quando eu faço, não vejo a hora passar e que as pessoas valorizam? O que eu faria de graça na vida? E o principal: como eu poderia mudar o mundo, ainda que de forma pequena? Todos esses são questionamentos que irão educar o seu cérebro para expandir e enfim encontrar o que é seu.

Compartilhar:


Coloque em prática

Como manter um hábito saudável em uma rotina acelerada?

Novas tendências sugerem caminhos práticos e rápidos para fazer com que você consiga manter um hábito saudável mesmo em uma rotina acelerada

29 de Março de 2022


Um dos principais objetivos do Plenae é gerar gatilhos que te façam repensar os seus hábitos. Acreditamos que são eles os responsáveis por nos proporcionar uma vida saudável - ou não - e com qualidade. Mas, justamente por ser um hábito, é difícil adquirir um novo ou deixar ir embora um ruim.


Logo no começo do ano, te contamos como manter um novo hábito mesmo sem se sentir tão motivado. Treinar o seu cérebro e visualizar a recompensa, por exemplo, são atalhos importantíssimos nessa jornada que pode ser mais árdua para uns do que para outros.


Também dedicamos um Plenae (a)prova inteiro pensando nesse movimento. Guiados pelo livro “Hábitos Atômicos”, de James Clear, testamos o método proposto no best-seller de eliminar um hábito ruim para assumir um bom, com base em 4 passos simples e possíveis de serem aplicados em nosso dia a dia. 


Pequenos passos, grandes mudanças


Há todo um mercado empenhado em seu bem-estar: o mercado wellness. Mas, antes de falarmos em produtos - que são sim, muito benéficos -, é preciso dar um passo atrás e pensar em pequenas mudanças possíveis de serem realizadas ainda hoje. 


Como os três passos para tornar a meditação uma prática diária, que te contamos aqui, ou os exercícios que cabem na sua rotina que trouxemos aqui. Terapia, corrida, ócio criativo, um pouco de silêncio, mais contato com a natureza, solidificar suas relações, buscar se alongar e respirar melhor, rir mais e até aplicativos que podem te ajudar com a sua mente: tudo isso é válido, muitos são gratuitos e importantes para trazer qualidade e saúde. 


Para além de pequenos passos, há outros ainda mais elaborados, com chancelas médicas por trás. Como é o caso da fórmula MAP, que te contamos neste artigo, com a consultoria do criador dela, o neurologista Pedro Scherbatsky. Focando em se movimentar, se alimentar bem e cuidar do seu pensamento pode parecer um passo a passo manjado, mas acredite: é muito efetivo. 


O portal Push ainda separou outros 10 pequenos hábitos que podem otimizar a sua rotina e não te tomam tanto esforço, tempo ou dinheiro. A mudança está no ar e se tornou tendência do novo século. Justamente por isso, tornou-se também uma opção de produto. 


Novas tendências, novos produtos


Os smartwatches não são exatamente novos, mas têm se aprimorado a cada dia que passa. Capazes não só de medir os seus parâmetros como também de enviar um relatório completo com as suas informações analisadas, eles são uma ótima pedida para quem quer analisar a eficácia de suas mudanças de hábito na palma da mão. 


Travesseiros aromáticos que liberam fragrâncias poderosas para embalar o seu sono também têm atraído olhares curiosos. O mercado do sono, aliás, é basicamente uma fonte infinita de ideias: anéis inteligentes e até mesmo colchões que também analisam seus parâmetros e possuem tecnologias e anatômicas específicas já estão por aí, nas lojas mais próximas à você. 


A natureza encapsulada é uma das grandes promessas do futuro. Se os remédios fitoterápicos e os óleos essenciais já são queridinhos há anos, é hora de explorar ainda mais as possibilidades do mercado, trazendo o canabidiol, por exemplo, para dentro dos frascos, de forma controlada e científica. 


E a alimentação, é claro, não poderia ficar de fora. Foi-se o tempo de que comidas congeladas fossem sinônimo de não-saudável. Hoje temos opções completamente à base de plantas, que buscam trazer fórmulas cada vez mais limpas e benéficas. Há também um mercado de shots, tendência dos EUA, chegando em terras tupiniquins com força.


É o caso da Simply Well, empresa que possui várias frentes focadas em bem-estar, como cursos e parcerias com marcas de aromaterapia. Mas uma de suas principais vertentes é a venda de shots, ou seja, fórmulas em pó muito práticas, que o consumidor dissolve em água e consegue em alguns goles manter o hábito saudável.  


“A gente não prega que o nosso consumidor troque o suco verde, por exemplo, feito fresquinho, pelo nosso produto. Só que a gente entende que manter essa rotina de fazer a compra dos seus ingredientes toda semana, bater em um liquidificador, depois lavar esse utensílio, é algo que muitas vezes você não consegue fazer ser duradouro. Então a gente lança esses produtos justamente para conseguir facilitar a vida das pessoas e ajudar que elas não larguem esse hábito”, explica Mariana Tassi Ferraz, co-founder da Simply Well.


A empresa, que nasceu antes da pandemia, tinha um propósito diferente, focado em viagens. Mas, com a chegada do vírus, elas partiram para o plano B, entendendo também que viajar é uma experiência que pode ser diferente para cada um, e que era preciso encontrar um caminho que levasse a palavra da qualidade de vida para todos de uma forma simples e unificada. 


“Nós visamos descomplicar e simplificar o bem-estar na vida das pessoas. A gente quer, através dos nossos conteúdos e dos nossos produtos, que ele esteja presente na rotina de todos de forma simples e que os fatores tempo e trabalho nunca sejam um problema”, diz ela. 


Saúde mental nunca esteve tão em pauta e, com o avanço dessas discussões e os tabus em torno do tema caindo por terra, já se sabe que ela é responsável por garantir também a nossa saúde física. É preciso que mente e corpo estejam equilibrados, e o mercado está de olho nesse movimento.


“Nós víamos o mercado caminhando muito pra questão da imunidade, as pessoas olhando mais pra dentro e entendendo que a saúde é sim um ato muito importante, que demanda intenção. E não só a saúde física e química, mas também a saúde mental”, relembra. 


Hoje, a marca que se autodenomina como nativa digital, completa um ano de vida. Nesses aprendizados, as fundadoras entenderam que apesar das distâncias impostas pela pandemia, o consumidor quer estar próximo. Por isso, decidiram não só vender online, mas também disponibilizar o produto em pontos de venda estratégicos, que tivessem sinergia com o seu público, composto majoritariamente por mulheres da classe A - e atraindo cada vez mais olhares da classe B e C.


Seus shots, um que simula um suco verde e o outro composto de substâncias para te ajudar com o seu sono (olha ele entrando em pauta mais uma vez!), são formulados com a ajuda de nutricionistas, engenheiros de alimentos e farmacêuticos. Todos eles buscam enaltecer substâncias naturais, que estimulam o bom funcionamento orgânico do corpo e que sejam conhecidas do público, disponíveis no Brasil. 


“Nós percebemos que as pessoas querem estar mais próximas da mudança de hábitos, mas muitas vezes não sabem nem por onde começar. Foi nessa busca que acabamos esbarrando na questão do autoconhecimento. Por não se conhecerem e por medo de falharem, elas não se permitem testar novas coisas. Mas toda construção leva-se muito tempo. (...) Esse é um tema que transcende gênero, idade e classe social”, conclui a empreendedora. 


Essa é, por fim, a palavra chave: construção. Há uma infinidade de caminhos para se ter bons hábitos e encaixá-los na sua rotina. Mas é preciso intenção, afinal, essa é uma jornada construída, e ninguém pode fazê-la por você. Que tal começar ainda hoje a mudança que você quer ver amanhã? 

Compartilhar:


Inscreva-se na nossa Newsletter!

Inscreva-se na nossa Newsletter!


Seu encontro marcado todo mês com muito bem-estar e qualidade de vida!

Grau Plenae

Para empresas
Utilizamos cookies com base em nossos interesses legítimos, para melhorar o desempenho do site, analisar como você interage com ele, personalizar o conteúdo que você recebe e medir a eficácia de nossos anúncios. Caso queira saber mais sobre os cookies que utilizamos, por favor acesse nossa Política de Privacidade.
Quero Saber Mais