Coloque em prática

Cinco exercícios para evitar uma morte precoce

Atividades que ajudam a reduzir a pressão arterial, o colesterol e o risco de doenças cardíacas

28 de Novembro de 2019


Corrida
Uma pesquisa científica publicada recentemente pelo periódico British Journal of Sports Medicine descobriu que a corrida pode reduzir o risco de morte prematura, independentemente de quanto tempo ou a que velocidade você corra. Os cientistas chegaram a essa conclusão depois de avaliar dados de 14 estudos realizados com 230.000 pessoas durante um período entre 5,5 e 35 anos. Segundo os autores, qualquer quantidade de corrida, mesmo que apenas uma vez por semana, é melhor do que nenhuma corrida.

Natação
Segundo um estudo de 2017 com mais de 80.000 pessoas, nadadores têm um risco 28% menor de morrer prematuramente e 41% inferior de sofrer acidente vascular cerebral ou doença cardíaca. A pesquisa também revelou que a natação é um exercício econômico, seguro e viável para todas as idades. O esporte ajuda os mais velhos a ficarem mental e fisicamente em forma e pode auxiliar crianças a desenvolver habilidades físicas, cognitivas e sociais.

Tênis
Cientistas descobriram que sessões regulares de tênis e badminton reduzem o risco de morte em qualquer idade em 47%. O estudo, publicado pela revista British Journal of Sports Medicine , reuniu dados de mais de 80.000 adultos a partir de 30 anos, por meio de pesquisas realizadas entre 1994 e 2008.

Ioga
Além de melhorar a força, a respiração e a flexibilidade, a ioga reduz fatores de risco para doenças cardíacas, como alto índice de massa corporal, colesterol e pressão arterial. Um estudo do American College of Cardiology descobriu que as pessoas que combinam prática de ioga com exercícios aeróbicos, como correr ou nadar, apresentam níveis de IMC, colesterol e pressão arterial menores do que aqueles que fazem apenas um desses exercícios.

Breve passeio
Inúmeros estudos sugeriram que ficar sentado por muito tempo pode ser um fator de risco para morte precoce. Uma pesquisa publicada pelo British Journal of Sports Medicine descobriu que atividades de baixo nível, como caminhar por apenas 10 a 59 minutos por semana, podem reduzir o risco de morte por qualquer causa em 18%.

Fonte: Gregory Robinson, para The Guardian
Síntese: Equipe Plenae
Leia o artigo original aqui.

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Coloque em prática

Como funciona a terapia Ayurvédica

Desenvolvida na Índia há mais de 7 mil anos, a Ayurveda é um conjunto de saberes medicinais que buscam trazer qualidade de vida sem o uso de medicamentos

20 de Maio de 2021


O mundo é cíclico. Ao mesmo tempo em que nunca antes na história estivemos tão avançados no quesito ciência, também aumentou-se a procura por medicinas mais intuitivas e milenares. Uma delas é a terapia ayurveda, também chamada de ayurvédica.

“A Ayurveda é a ciência da vida. Ayus , ou ayu , em sânscrito, significa vida e Veda é conhecimento. Ele é o sistema atual de saúde na Índia hoje, todo médico lá é formado em Ayurveda, e dentro da sua formação, somente no final eles conhecem são apresentados a medicina atual” explica Ligia Pires Amorim, professora de yoga e terapeuta de Ayurveda.

Ligia, assim como vários outros, conheceu a metodologia quando começou a se preocupar mais com a sua saúde mental. Mas ela não foi apresentada logo de cara a Ayurveda. Isso porque, aqui no Brasil, a técnica é mais restrita e há somente um médico formado - Matheus Macedo, fundador da Vida Veda - e, todo o resto, são os chamados terapeutas ayurvédicos. Apesar disso, a terapia é oferecida pelo Sistema Público de Saúde brasileiro, o SUS.

Mas, depois de experimentar muitas meditações e se aprofundar ainda mais em sua jornada de autoconhecimento, Ligia decidiu embarcar rumo à Índia, berço de tantas técnicas, e por lá foi apresentada a esse novo mundo.

Desde então, não largou mais. “Ele é um conhecimento muito antigo, de 5 mil anos atrás, e essa é a grande vantagem: ele já foi testado e validado milhares de vezes. A medicina moderna muda muito, tem novos vilões a todo o tempo, ainda é uma medicina muito nova quando comparada”, diz ela.

Os caminhos do método

Segundo a Associação Brasileira de Ayurveda (ABRA) , ela é “o conhecimento, a ciência ou sabedoria que propõe uma vida saudável em harmonia com as leis da natureza com o objetivo de alcançarmos a felicidade. Nesta filosofia indiana a saúde é um estado de completude”.

Por ser esse estado de completude, é preciso olhar para mente e corpo como sendo uma só unidade, sem distinção, operando em conjunto para a manutenção da vida com o auxílio da natureza, que é a grande regente das nossas vidas, segundo a filosofia.

“No Ayurveda, cada indivíduo é tratado dentro da sua individualidade, dentro do seu contexto, não existem respostas generalistas. Ela é muito simples e muito complexa ao mesmo tempo”, reflete Ligia. "Existem sim medicamentos utilizados nos tratamentos, mas a mudança de hábitos na maioria dos casos já é o suficiente para pacificar desequilíbrios identificados. Em linha geral, tudo pode ser considerado alimentos ou remédio, a depender da dosagem e administração do uso."

O tratamento ayurvédico irá se basear, sobretudo, na avaliação de seus doshas. E o que são eles, exatamente? São nossos três “humores”, compostos pelos cinco elementos da natureza (chamados de Panchama-habhutas) : o espaço e o ar formam o Vata ; fogo e água geram Pitta; e água e terra constroem Kapha.

Esses três Doshas mencionados - Vata, Pitta e Kapha - possuem qualidades específicas. Exemplo: o Vata (éter e ar) é seco, leve, áspero. Pitta (fogo e água) é quente, líquido, picante. Já o Kapha (água e terra) é pesado, lento, macio. Para avaliá-los e saber qual é o seu dosha central, o paciente responde um questionário padrão.

O resultado desse questionário indicará qual é o seu dosha mais elevado e alterado, que revela informações importantes sobre sua personalidade, mas que é também o causador de alguns males que você pode estar sentindo. "O paciente ainda passa por uma análise de constituição física, tendência comportamental, condições climáticas de onde viva e análise do atual momento na vida e de seus hábitos", diz Lígia.

Relatos de uma paciente

Angélica Reale, que já praticou a terapia ayurvédica em um momento específico de sua vida, contou um pouco de sua experiência. O gosto pela pimenta e o temperamento mais explosivo, por exemplo, podem parecer, em um primeiro momento, características distintas e sem nenhuma correlação.

Mas, em sua avaliação, eles indicaram que seu dosha mais em desequilíbrio era o Pitta. “Isso me causava até mesmo alterações intestinais, por conta de minhas emoções”. Uma vez em consulta, o terapeuta solicitou uma avaliação de seu muco nasal, saliva e fezes e detectou as alterações.

A partir daí, o especialista indicou alguns passos que ela poderia trazer para a sua rotina. “Quando eu acordo, eu não engulo minha saliva, nem tomo água. A primeira coisa que faço é raspar a minha língua com um limpador de cobre. Isso ajuda a tirar as bactérias mortas e, consequentemente, a não alterar meu dosha Pitta”, conta.

Como um dos mais poderosos “medicamentos” da Ayurveda é a alimentação, Angélica também modificou o seu cardápio. “Quando minha saliva foi analisada, o terapeuta detectou uma forte preferência por alimentos secos da minha parte. Hoje, tento mesclar com alimentos mais cozidos e ensopados também”, diz.

Caminhos da terapia

Ainda segundo a ABRA, há dois objetivos principais na Ayurveda: preservar e promover a saúde das pessoas que já são saudáveis e curar doenças em pacientes não-saudáveis. Sendo assim, os tratamentos podem variar a depender do seu objetivo. Fatores como idade do paciente, rotina e até a estação do ano também são levados em conta.

Nessa trajetória, o paciente pode se deparar com tratamentos de rejuvenescimento (Rasayana) que irão beneficiar sua saúde física, mental, emocional e social, ou tratamentos afrodisíacos (Vajikarana) que promoverão a vitalidade e o aumento em libido. Ambos são feitos em pacientes saudáveis, que buscam somente a boa manutenção de suas vidas.

Para pacientes que possuem alguma doença, há seis ramos diferentes que poderão entrar em ação, não necessariamente todos juntos:

  1. Shalya Tantra (cirurgia ayurvédica);
  2. Shalakya Tantra (doenças da cabeça e pescoço);
  3. Kaya Chikitsa (clínica médica ou medicina interna);
  4. Bhuta Vidhya (psiquiatria e psicologia);
  5. Koumara Bhritya (pediatria);
  6. Agada Tantra (toxicologia).

“A diferença de um terapeuta para um médico é que o terapeuta atua pacificando os sintomas, não especificamente a doença. Apesar de que a maioria das doenças, se fossem pacificadas e prevenidas no início, nem se tornaram doenças” pontua a terapeuta Ligia.

Ela ainda explica que, dentro da metodologia, essa rotina na manutenção da saúde é chamada de Dinacharya . Nela, mais do que seguir o que o seu terapeuta indicou para o equilíbrio dos seus doshas, é importante estar atento aos preceitos básicos da vida, os 4 pilares principais: sono, silêncio, movimento e alimentação.

“A meditação, é claro, ajuda a gente em diversos momentos, como esse da pandemia. Mas a respiração, estar atento ao seu respirar, já é algo tão simples, gratuito e pode te ajudar” conclui ela, nos lembrando que não importa a filosofia ou o tratamento que você optar, é preciso, antes de mais nada, se reconectar com o simples, e estar disposto a encontrar sua verdadeira essência.

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