Coloque em prática
Nosso ano começa a se despedir oficialmente. Fomos buscar o que será tendência para cada pilar Plenae em 2023!
25 de Dezembro de 2023
O final do ano chegou e com ele, múltiplos sentimentos: alegria e esperança contrastam com melancolia e frustração. Falamos um pouco mais sobre isso na primeira crônica de dezembro, mas a verdade é que todas essas emoções são legítimas e normais, capazes de serem vivenciadas simultaneamente.
Afinal, o final de um ciclo para nós, seres humanos, é parte de um ritual muito maior, como te contamos aqui. E isso pode mexer com o que há de mais íntimo em todos nós. E dentro dessa gama de sentimentalidades, as boas podem surgir também!
As metas para o novo ciclo, por exemplo, conferem um gás específico que só esse período do ano parece ter. E a curiosidade por novidades, também. Fomos procurar o que promete ser tendência em 2024 em cada pilar Plenae: Corpo, Mente, Espírito, Relações, Propósito e Contexto. Vamos lá!
Corpo
Se tratando do pilar Corpo, o sono é uma das principais preocupações. Já abordamos o assunto aqui de diferentes maneiras: como ele afeta suas emoções e o que a sua privação causou a Izabella Camargo, as sete fases do descanso, como combater a insônia, quantas horas dormindo realmente precisamos, entre outras vertentes.
E essa preocupação não é pra menos: de acordo com um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 72% dos brasileiros sofrem com algum distúrbio do sono. E é por isso que uma tendência vem ganhando força e parece ser promessa para 2024: o turismo do sono.
Essa modalidade engloba desde a oferta de colchões específicos e caríssimos na cama o seu hotel, aromatizantes e chás, experiências e quartos que induzem o sono profundo e até concierges e especialistas para te ajudarem nessa tarefa que deveria ser natural e espontânea a todos, mas que nem sempre acontece assim. A indústria do turismo do sono, como explica este artigo do UOL, se vende como “uma espécie de oásis para os exaustos, um retiro onde se aprende a dormir bem e entender a importância disso.”
Outro movimento que já vem ganhando força e não parece que irá perder agora é o do autocuidado. Mas, os dias de skin care focados no rosto ficaram para trás. Uma pesquisa de tendências da rede social Pinterest apontou que rituais dignos de spa ganham mais espaço nas rotinas e a prova disso é o aumento de 1.025% nas pesquisas por “rotina de cuidados com o corpo”.
Por fim, outra tendência que já está em andamento, mas também toma novo fôlego, é a medicina personalizada e de precisão. Com o auxílio das novas tecnologias, da inteligência artificial que é uma fortíssima tendência em todos os aspectos para 2024 e com o estudo genético crescendo vertiginosamente, os diagnósticos prometem ser mais precisos e rápidos e os tratamentos mais eficientes e personalizados. Isso porque o próprio médico já chegará sabendo mais de você do que você mesmo.
MenteO estresse infelizmente continua sendo um grande vilão dos novos tempos. A mesma pesquisa de tendências promovida pelo Pinterest que mencionamos há pouco também trouxe revelações nessa área. Aparentemente, as buscas por lutas e artes marciais ganham espaço - como já havíamos contando nesse artigo - e o foco está em desestressar.
Em 2024, a geração Z e os millennials vão praticar karatê, jiu-jítsu e boxe com mais dedicação - e isso reflete até mesmo na estética dessas modalidades como inspiração, como mostram as pesquisas por termos como “treino de shadowboxing” (60%), “jiu-jítsu” (30%) e “karate kumite” (190%).
Outra tendência forte é trazer o tema da saúde mental para as salas de reunião. Estudos como o feito pela Global Corporate Health and Wellness Research revelaram que investir em saúde e bem-estar aumenta a produtividade das equipes em até 25% - além de promover a saúde, prevenir doenças e reter talentos, se tornando assim um “componente essencial para atingir os objetivos empresariais”, como destaca Rui Brandão à Zen Club.
O mesmo artigo ainda revela que há uma crescente preocupação com o burnout no ambiente corporativo. Esse, afinal, que se tornou um diagnóstico oficialmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde em 2022, e que te contamos mais neste artigo. Ele ganhou ainda mais notoriedade por estar afetando os gestores: 44% dos líderes sofreram queda de produtividade devido a questões emocionais, segundo o estudo Inteligência Emocional e Saúde Mental no Ambiente de Trabalho.
Ferramentas como o Grau Plenae, que fornece um diagnóstico completo da saúde integral de seus colaboradores por meio de um teste desenvolvido por especialistas na área, entrarão cada vez mais no radar dos Recursos Humanos das empresas, bem como benefícios corporativos com foco em saúde mental. 
Espírito
Em termos de religião, cresceu 61,5% nos dez últimos anos o número de evangélicos no Brasil. Mas, em contrapartida, também cresceu o número daqueles que se declaram “sem religião”: os jovens de 16 a 24 anos são o retrato de um público que não se identifica com nenhuma doutrina e 25% deles não seguem nenhuma, superando os católicos e evangélicos da mesma idade.
Porém, as pesquisas por movimentos espirituais e misticismos aumentaram nas plataformas digitais, bem como a disponibilidade de conteúdo. Atualmente, a hashtag #espiritualidade no TikTok possui 6 bilhões de visualizações, como revela a Folha Vitória. Isso demonstra que a fé não caiu em desuso, mas também não se encaixa mais nas amarras de antigamente.
Os rituais, nessa seara, ganham força total - não que eles já não fossem inerentes à natureza humana, como te contamos nesse Tema da Vez. O site Steal The Look separou alguns que prometem atrair prosperidade para 2024 e que vem ganhando notoriedade nas redes. São eles:
• Afirmações para a prosperidade (criá-las, visualizá-las e repeti-las)
• Banho de ervas (um clássico atemporal)
• O uso de óleos essenciais, parte do aromaverso que te contamos por aqui
• O ritual da canela
• E o ritual da pedra pirita
No mais, a meditação segue em alta, com procuras que superam a casa dos milhares nas redes sociais. E como a internet nunca sai de moda, acaba se tornando uma plataforma de aprendizado importante e interessante. É o caso do aplicativo Plenae, que trará meditações guiadas e que são testadas pelo nosso fundador, Abilio Diniz.
A relação com a natureza demonstra uma responsabilidade maior - e o ecoturismo é reflexo disso. Viajantes vêm optando cada vez mais por destinos ecológicos, e a grande maioria opta por esse caminho se estiverem disponíveis por um preço igual ou menor do que as opções alternativas.
Dos entrevistados nessa pesquisa, todos associam as viagens sustentáveis a acomodações com medidas de sustentabilidade (30% e 31%), evitar o uso de plástico descartável ao viajar (25% e 30%) e optar por meios de transporte de boa eficiência energética (25% e 26%).
O mercado do matrimônio nunca esteve tão aquecido e vem movimentando cerca de R$40 bilhões ao ano, segundo dados. Ainda segundo a pesquisa realizada pelo Pinterest, os casamentos de 2024 vão ser mais hippies, bebendo de inspirações diretamente dos anos 70. Isso significa flores por toda parte, detalhes boho e música disco, segundo as buscas realizadas pelos usuários da rede social.
Para os solteiros, contamos um pouco sobre os novos termos usados em relacionamentos, sobretudo na internet. Ela segue sendo aliás a principal plataforma para encontrar maneiras de criar conexões mais profundas na vida real. O aumento de pesquisas por “Intimidade emocional”, “perguntas para casais se reconectarem” e “perguntas para conhecer os amigos” mostra que o usuário quer ajuda.
Aos pais, as pequenas conquistas de seus filhos estão cada vez mais “postáveis”, e buscar por termos como “ideias para mesversário”, “ideias de recompensas para o desfralde” e “festa do primeiro dente” cresceram na plataforma. É uma fofura? Sim! Só cuidado para não exagerar no sharenting, termo que te explicamos por aqui, ok?
Não há nenhuma prática ou ensinamento novo como o IKIGAI, que te contamos aqui. Ou pelo menos, não forte o suficiente para ter se tornado uma verdadeira tendência. O que dá para dizer é que encontrar um trabalho com propósito é ainda uma busca muito forte de grande parte das pessoas, sobretudo entre os jovens.
A geração Z e os millennials estão reavaliando suas carreiras e recalculando rotas - e isso também deu espaço para o surgimento de novos termos no mercado de trabalho, como explicamos neste artigo. Grande parte disso se dá não só aos valores modernos, mas também ao panorama econômico incerto e às demissões frequentes.
Um estudo recente revelou que 74% desses jovens consideram a crise climática e questões ambientais preocupações centrais para suas gerações e para o futuro. Isso reflete no ambiente de trabalho e transforma encontrar significado no que se faz uma prioridade central.
O trabalho voluntário também ganha uma nova importância. Ele faz parte da chamada “mad skill”, que pode ser traduzida livremente como “habilidades incríveis ou fora de série”. Tocar um instrumento, praticar esportes, fazer artesanato: tudo isso vem sendo mais avaliado pelos recrutadores, pois são habilidades que podem ser colocadas em prática no trabalho de forma indireta.
No caso do trabalho voluntário, isso demonstra que a pessoa é proativa e gosta de ajudar os outros. Agora é a hora perfeita de se dedicar a uma dessas atividades não remuneradas - e diante dos conflitos do mundo, ajudar refugiados, como as fundadoras do Flores para os Refugiados fazem e contaram pra nós, pode ser interessante.
Esse é, provavelmente, o pilar com mais tendências em andamento! A começar pelo mercado de trabalho, que já mencionamos brevemente nesse texto sob outras abordagens. O trabalho híbrido segue sendo popular: um estudo recente do Google Workspace mostrou que 56% das empresas operam nesse formato. Outra pesquisa, da Escola de Administração de São Paulo, revelou que 71% dos colaboradores preferem essa modalidade pois conseguem dar atenção também para a sua vida pessoal.
Em relação à economia, há dois fatores a se considerar. Cresceu a busca por “cartão de crédito personalizado”, “cofrinho de bichinhos” e “cofre de porquinho aesthetic” no Pinterest, o que demonstra uma aproximação mais divertida dos jovens com as finanças.
Já de uma forma mais séria, o mundo continuará a experimentar uma “economia de duas velocidades”, segundo a Revista Forbes. Isso quer dizer que as economias avançadas ainda estarão com os freios aplicados, enquanto os mercados emergentes estarão acelerando.
A sustentabilidade nunca esteve tão em alta! Adotar práticas sustentáveis deixa de ser só uma necessidade e se torna uma vantagem competitiva para as empresas, desde a implementação de operações mais verdes até a escolha de fornecedores sustentáveis ou a criação de produtos que atendam aos padrões ecológicos, como explica artigo do Sebrae.
Isso impacta diretamente as empresas, pois transparência, ética e impacto social positivo serão critérios fundamentais em suas avaliações. Elas precisarão pensar além dos lucros e considerar como suas operações afetam a comunidade e o mundo ao seu redor, como segue explicando o artigo da entidade.
Trazendo isso para o indivíduo, a moda circular, tema que te contamos por aqui, ganha um impulso imenso. Nas pesquisas do Pinterest, cresceu a busca por peças retrôs e looks vintages, com hashtags como “estilo vovô”, “estilo de roupas eclético” e “moda urbana retrô”. Os brechós são o point do momento e as roupas de herança repetidas ou e releitura de looks se tornou fashion.
Pesquisas como “receitas com sobras” têm mostrado que a nova tendência é reaproveitar tecidos antigos para criar roupas novas e ter uma visão sustentável até na hora de cozinhar. Isso deu forças também para outro movimento: o DIY (Do It Yourself que, em português, significa “faça você mesmo”), segundo a CNN.
Pronto! Agora você já está mais preparado para entrar nesse novo ciclo informado e se adequando aos novos tempos. Você se reconheceu em alguma dessas tendências? Um feliz ano novo e nos vemos por aqui em 2024!
Coloque em prática
Mais do que se exercitar, é preciso criar uma verdadeira conexão com a atividade proposta para que haja frequência – sobretudo na terceira idade
7 de Novembro de 2020
Que o exercício físico faz bem, isso já estamos cansados de saber. Ele auxilia a perda de peso, que consequentemente, diminui incidência das chamadas doenças crônicas não-transmissíveis, como diabetes e hipertensão. Sem diabetes e sem hipertensão, diminui-se também os riscos de infartos e acidentes vasculares cerebrais, dentre outras complicações.
Exercitar-se também faz bem para o seu sono, para sua respiração, para sua postura, coordenação motora, fortalecimento muscular e até para sua saúde mental. Ele também oferece benefícios secundários, como a socialização e o compromisso. Ou seja, só benefícios.
“De forma científica, já foi comprovado de que exercícios físicos são benéficos - ainda que coadjuvantes, em paralelo com alimentação, bons hábitos de sono e tratamentos - para doenças psicossomáticas, como depressão, transtorno bipolar” explica o educador físico Reginaldo Campos de Souza, educador físico pós-graduado pelo Instituto Biodelta, em parceria com Hospital das Clínicas em Fisiologia do Exercício.
“Agora em tempos de pandemia, a gente escuta os alunos reclamando de sentir muita falta, tanto no alívio de dores físicas, como dores emocionais também. O exercício trouxe benefícios de maneira secundária. A pessoa conseguiu com o exercício regar suas plantas, varrer o seu quintal, ela conseguiu realizar esses movimentos e ficou mais feliz” diz ele.
Há ainda indícios de alunos seus que relataram conseguir dormir melhor depois de se exercitar e isso o deixou mais feliz. “Portanto, ele é um ponto-chave porque desencadeia outras coisas, mas ele sozinho não é milagroso, ele faz parte de um todo” explica o educador físico.
Na academia do clube do São Paulo, há diversas modificações para atender melhor esse público maduro. Há números em cada máquina para que, na leitura da ficha de treino, o direcionamento seja mais intuitivo para o praticante. Todo o local é espelhado, para que os professores possam ver todos os alunos ao mesmo tempo, e para que eles possam se guiar e observar seus próprios movimentos.
Todos os aparelhos possuem fitas amarelas para que o aluno com deficiência visual possa evitar acidentes e veja as pontas dos aparelhos, além de os aparelhos estarem mais distantes um do outro em comparação à uma academia convencional. O espaço ainda conta com um local feito para exercícios de uso cognitivo e piso apropriado.
Mas, ainda assim, a parte mais importante de todo o processo é a anamnese, ou seja, a conversa prévia feita com o aluno durante a avaliação física. “É importante avaliar o idoso porque você vai ver desde o idoso atleta que participa de maratona até o idoso bem frágil com idade avançada ou doença avançada” explica.
Para estabelecer quem é quem de maneira científica, é necessária uma avaliação física rigorosa e demorada, com duração média de 1 hora e pautada em padrões internacionais. “É preciso saber o questionário da vida diária dele. Com base nessas respostas é que eu consigo catalogar ele como frágil ou não, porque se ele for, eu já nem faço os testes físicos, não preciso expor ele a isso. A gente quer ver como ele se encontra hoje, até mesmo seus exames de rotina, porque muda muito” conclui.
Outras abordagens
Mas, diferente do que muitos pensam, exercício físico não é só necessariamente a musculação em academias convencionais como a de Reginaldo. Essas são de grande valia, é claro, com profissionais preparados para atender especificamente as demandas daquele público. Mas, por serem mais repetitivas, podem não ser do gosto de todos.
Foi pensando nisso que a educadora física Roberta Marques decidiu fundar a Divas Dance, uma academia situada em Brasília com foco no público maduro que gosta de dançar. Filha de dançarina, ela e sua irmã enxergaram nesse nicho uma oportunidade de trazer mais qualidade de vida de forma divertida e lúdica para suas alunas.
“Escolhi focar na terceira idade por influência muito grande da minha família, cresci com meus avós em um clima muito bom e ativo. Também comecei a dançar muito cedo, e percebi que a prática possui uma parte lúdica muito boa e forte e isso atrai muito o público da melhor idade” conta a empreendedora.
Nesses dez anos de estrada, o projeto que surgiu como uma aula dentro de uma academia até ganhar mais estrutura, hoje já conta com adeptas não só da terceira idade, mas todas as mulheres que veem na dança uma maneira de se movimentar e se divertir ao mesmo tempo.
“O público é bem heterogêneo. Quando elas entendem que esse é o espaço para se divertir, a gente voa alto” conta. “A gente fala que é uma turma para maduros principalmente por causa das músicas, metodologias e atividades que oferecemos. Mas, o que todas têm em comum é gostar de dançar - e não é preciso saber, apenas gostar”.
Gostar do ambiente alegre, de gargalhar, abraçar, conversar e do barulho também é importante. “A dança tem um fator muito legal que é a música, que tem o poder de mudar o seu astral e isso outras atividades não têm. Ela também oferece mais socialização e interação o tempo todo, emoção à flor da pele.” diz.
E o resultado não poderia ser mais positivo. As pessoas que dançam ou fazem exercício num geral, evitam mais as temidas quedas, tão problemáticas para os idosos. E mesmo quando ela ocorre, a recuperação ou a própria queda tendem a ser menos piores do que a de um sedentário, pois a pessoa tem mais reflexo, consegue se segurar ou se proteger, se levantar mais rapidamente.
“Tenho centenas de depoimentos do quanto a vida delas mudou desde que elas se dispuseram a conhecer mais nosso projeto. Acreditamos que o físico é o ponto de partida para uma mudança geral na vida, em todos os aspectos, e as que se dispõe a abraçar a causa do projeto trazem feedbacks até sobre a mudança na relação com a família, filhos e maridos. Pessoas que não tinham coragem de viajar sozinha sem a família hoje viajam com a gente, são pequenas diferenças que geram grande mudanças e benefícios” conta.
Não só na dança, mas na natação, corrida e até no tênis: em todos eles há espaço para o público sênior que quer se movimentar e também se divertir, participando de equipes e competições. Como é o caso de José Batista Nepomuceno, de 93 anos, frequentador do clube Pinheiros há 60 anos e praticante de tênis desde então.
“Quase não uso remédio. Já tive câncer, me tratei e me curei. Meu ingrediente mágico pode ser o esporte, porque quando você faz o que gosta e tem aquilo lá, isso é sempre uma competição, você tem que ganhar para ficar sempre com vontade ter vitórias. Não vou lá por brincadeira não, o negócio é sério” conta.
“Não me cuidava muito quando eu era mais novo, mas pratiquei esporte direto, sempre fui esportista, fazia montaria que era minha especialidade, depois esportes como futebol e tênis” continua. Somente no ano passado, seu José foi destaque em ao menos cinco torneios diferentes, sem contar os muitos prêmios e convites que acumulou ao longo da vida dentro da categoria. Para ele, a prática traz benefícios para a coordenação, para as articulações e para seu foco.
Quando o assunto é a terceira idade, é necessário manter atenção em diversos fatores durante os exercícios. O primeiro deles, é claro, é a estrutura adaptada que o educador físico Reginaldo mencionou. Roberta possui as mesmas preocupações, preenchendo seu espaço com fitas antiderrapantes, controlando o volume do som e até do ar condicionado.
Mas é preciso estar atento à hidratação dos alunos, que tendem a desidratar mais rapidamente, e também ao seu estado cognitivo, como a sua memorização e concentração - até mesmo para evitar quedas. Os movimentos devem ser mais contidos e também com foco maior no ganho de músculo, e não tanto na perda de gordura.
O condicionamento cardiorrespiratório também deve estar em foco, uma vez que ele é mais frágil e muito solicitado num momento de exercícios. Forçá-lo ao extremo pode gerar aumento da pressão arterial ou provocar tonturas que colocam sua noção espacial em cheque.
Estar atenta aos níveis glicêmicos do aluno, que pode apresentar uma diabetes, é de suma importância - e uma possível baixa pode se manifestar por meio de um mal estar, por exemplo. Suas articulações podem também oferecer algum desconforto, bem como sua coluna, e para isso o ideal é que o educador físico esteja preparado para adaptar alguns exercícios.
Por fim, paciência para atender as especificidades desse público que chega com bagagem, experiência, traumas físicos e emocionais e, como é o caso de muitos, um distanciamento de longa data dos ambientes de exercícios físicos. É preciso fazer com que eles entendam que exercitar-se é bom não só porque seu médico pediu ou seu filho forçou, mas porque irá ser benéfico para toda a sua vida.
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