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6 maneiras de aumentar a autoestima

Quinta maior causa de morte de mundo, doença não tem tratamento

3 de Maio de 2019


Ter uma vida social ativa e contar com uma rede de suporte faz comprovadamente bem à saúde. Uma nova pesquisa revelou, no entanto, que é preciso estar com a autoestima elevada para obter os benefícios do apoio social. Em um estudo da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, mais de 900 americanos de meia-idade responderam a um questionário sobre seu senso de autoestima, nível de apoio social, comportamentos de saúde e informações sociodemográficas.

Em uma segunda etapa, os pesquisadores coletaram amostras de sangue dos voluntários para analisar um marcador de inflamação chamado proteína C-reativa. Altos níveis de proteína C-reativa estão associados a diversas condições de saúde, como doença inflamatória intestinal e artrite reumatoide, bem como um aumento do risco de diabetes, pressão alta e doenças cardíacas.

Quando os pesquisadores compararam os resultados, descobriram que os níveis de proteína C-reativa eram mais baixos em indivíduos que relataram autoestima elevada, mas não para aqueles que relataram baixa autoestima. Esses resultados ajudam a ampliar nossa compreensão sobre a saúde mental na manutenção da boa saúde física.

O estudo confirma o papel da baixa autoestima, estresse crônico, depressão e falta de auto-compaixão em processos inflamatórios. Os pesquisadores acreditam que pessoas com baixa autoestima podem rejeitar o suporte social, por não se sentirem merecedoras do apoio que recebem. Se você se sente assim, não vai obter os benefícios. Abaixo, seis passos para aumentar sua autoestima:

  1. Pare de fazer críticas negativas a si mesmo. Ao perceber pensamentos ruins, foque nas suas características positivas.
  2. Evite comparar-se a outras pessoas. Ninguém é tão perfeito quanto você pensa que é.
  3. Ajude pessoas que estão em situação mais difícil que a sua. O voluntariado pode fazer você se sentir bem consigo mesmo.
  4. Perdoe-se em vez de sentir vergonha ou raiva ao cometer um erro. Reconheça que todos os humanos erram; você é como todo mundo.
  5. Envolva-se em mais atividades sociais. Quanto mais envolvido você estiver, maiores serão suas chances de encontrar pessoas que fazem você se sentir amado e apreciado.
  6. Vá ao parque ou à praia. Exercitar-se em meio à natureza e participar de atividades em grupo ao ar livre melhora tanto o humor quanto a autoestima das pessoas, mais do que simplesmente envolver-se em uma atividade social.
Leia o artigo completo aqui.
Fonte: Susan McQuillan
Síntese: Equipe Plenae

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U Natural: uma nova forma de se exercitar

Conheça a metodologia que buscou inspiração nos movimentos dos animais para que os seres humanos possam se exercitar de forma mais lúdica e completa

9 de Agosto de 2023


Somos da natureza. Viemos dela e a ela pertencemos. Por vezes, esquecemos desse fato e acreditamos que somos uma entidade diferente, algo separado, que o que é natural está ali e nós estamos aqui, em outro lugar. Mas isso não é verdade e correntes como a antroposofia, que te contamos aqui, e até o estoicismo, que também já te trouxemos, existem para nos lembrar desse fato constantemente.

A novidade agora é que há um estilo de exercício físico que se baseou justamente nos animais e seus movimentos para treinar todas as habilidades que o corpo tem em um só treino. É o treino U Natural, método criado por um brasileiro, Raphael Romano, filho do renomado Álvaro Romano, ambos educadores físicos. 

O início de tudo

Álvaro iniciou essa jornada há muitos anos com a Ginástica Natural, que trouxe o conceito de trabalhar com o peso do próprio corpo, sem a necessidade de aparelhos de musculação. Essa técnica ganhou muitos adeptos, sobretudo com lutadores de UFC, inclusive no exterior, desenvolvendo os movimentos a partir da necessidade dentro das lutas.

Essa Ginástica Natural foi a precursora do que hoje é a U Natural, mais focada em treinamentos para atletas e trazendo muitos movimentos relacionados aos dos animais que vivem na natureza. 

Desenvolvida depois de muitas pesquisas, a metodologia busca treinar de forma completa o peso do corpo inteiro. Ela ainda trabalha todas as valências físicas de uma vez só: força, potência, mobilidade, flexibilidade e coordenação, além de técnicas de respiração também. 

“Normalmente treinamos em tatames, reproduzindo o movimento dos animais como sapo, macaco, minhoca, etc. Por treinar todas as habilidades juntas e de forma tão diferente, a aula acaba sendo bem dinâmica, porque um exercício vai se juntando a outro sem pausa, é diferente de fazer 10 repetições de agachamento, por exemplo. Além disso, pessoas de todas as idades podem praticar”, explica a treinadora e terapeuta na academia Paraíso Ativo, Amanda Panisson Benazzi.

Os exercícios e sequências são desenvolvidos de forma específica para cada componente do método, de forma que todos possam ser mesclados e executados com o seu próprio peso corporal. Isso torna a sua prática completa e funcional. “A gente cria alguns combos pro aluno fazer e depois descansar e é possível dosar e adaptar para cada pessoa e necessidade”, explica Amanda. 

Talvez seja por isso que atletas vêm se interessando cada vez mais pela técnica, especialmente alguns surfistas renomados como Filipe Toledo, que tem utilizado a metodologia na preparação para seus campeonatos. “Abriu esses caminhos para a galera do surf, do skate, que precisa muito dessa mobilidade, e agora já está pegando bastante a parte de campeonato e profissionalização”, diz Benazzi. 

O esporte e o lúdico

Sabemos que algumas pessoas têm mais dificuldade do que outras para se exercitar. Mas, um dos segredos do sucesso para iniciar a sua jornada nos exercícios físicos e realmente não largá-los é buscar aquele que funciona para você. A boa notícia é que há uma infinidade de opções por aí que subvertem a lógica do velho e estereotipado treino na academia: corrida, dança, boxe, entre muitos outros. 

Foi nessa busca que Amanda acabou encontrando o U Natural. “Desde a minha formação na faculdade, as pessoas me procuravam para fazer atividade física. Só que era um público que normalmente já não gostava muito de se exercitar e que precisa de alguém o tempo todo em cima. Então eu fui buscando formas de estimulá-las, me perguntando ‘como eu vou fazer pra essa pessoa que não curte exercício físico aprender a gostar? Como vou fazer ela entender que isso vai deixá-la de bom humor e fazer bem para mente e corpo?’”.

Outra angústia de Amanda era desvincular a ideia de que exercitar-se só tem sentido se você possui um objetivo estético. “Lógico que isso faz parte também, mas isso é muito secundário, o principal é esse bem-estar que o exercício traz. Então eu comecei a buscar essa forma que faria com que eles encarassem as práticas de forma prazerosa e não como uma obrigação”, relembra. 

Por isso mesmo, iniciativas como os esportes na areia que vem ganhando espaço na cidade são incentivados, porque trazem a atividade física de maneira lúdica e divertida, além de incentivarem a coletividade, o senso de equipe e as relações sociais. 

“Todo esporte é muito bem-vindo na vida das pessoas, pois trazem motivação, autoconfiança, bom-humor. Esses novos também são uma forma de reunir os amigos para movimentar o corpo, não só para comer e beber. Só vale ressaltar que é importante respeitar seus limites, porque tem gente que nunca praticou nada e aí resolve no final de semana ficar várias horas praticando, o que pode gerar lesões ou outros problemas”, conclui ela.

Agora é sua vez de encontrar uma atividade física para chamar de sua! 

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