Coloque em prática

5 aplicativos que vão te ajudar a organizar sua vida

Veja como a tecnologia pode organizar melhor o seu dia e fazer você ter mais tempo para se dedicar ao que realmente importa: você mesmo.

28 de Abril de 2020


Em um mundo moderno e imediatista como o nosso, cuidar da nossa vida sem pequenos auxílios parece tarefa impossível - ou pelo menos, muito difícil. Afinal, é preciso organizar as tarefas diárias, cuidar do corpo e da mente, e ainda ficar de olho nas finanças. Tudo isso ao mesmo tempo!


Mas fique calmo que a tecnologia pode te ajudar. A equipe Plenae separou alguns aplicativos que podem te ajudar nesse objetivo árduo que é manter-se em equilíbrio. Há uma infinidade de opções semelhantes aos nomes que apresentaremos a seguir, e até com funções que não foram citados por aqui.

Nosso foco não é contemplar todos eles, é claro, mas sim, gerar esse gatilho de mudança, para que você comece a usar cada vez mais o seu celular não somente para se distrair. Lembre-se: ele pode ser um forte aliado na sua rotina desde coisas simples até as mais complexas. Vamos lá!


Para cuidar das tarefas
O primeiro passo que você deve dar é organizar sua to do list . Isso pode ser feito manualmente e à moda antiga, em um caderninho de sua preferência ou até mesmo em um planner mais elaborado.

Mas existem aplicativos que desempenham a mesma função para você, com adendos bem interessantes, como sincronização de agenda e demais aplicativos, notificações que fazem seu celular apitar e te lembrar instantaneamente de algum compromisso, além de fácil compartilhamento com terceiros que possam estar envolvidos em seu planejamento de alguma forma.

O Wunderlist oferece tudo isso e muito mais. Disponível para android ou sistema iOS , o app é gratuito e possui uma das mais altas avaliações dentro de sua categoria, e é agora atrelado ao Microsoft To Do, antigo aplicativo com a mesma função. Ou seja, ele está ainda mais completo. Vale conferir e dar um start nas suas organizações!

Para cuidar das finanças
Uma vez que suas tarefas previstas estão devidamente organizadas, é hora de planejar o seu bolso e quanto essas atividades vão te custar. O aplicativo brasileiro Guiabolso tem como objetivo “te conectar com as melhores soluções financeiras para o seu momento”.

E o que isso significa? Que, uma vez que todas as suas contas estão conectadas, ele irá sincronizar os seus dados e te oferecer relatórios e dicas personalizadas com base no seu perfil e na sua realidade. Ele também categoriza os seus gastos para que você possa visualizar melhor para onde a maior parte do seu dinheiro está indo no seu mês.

Por fim, ele ainda oferece desconto em uma série de parceiros e até mesmo o serviço bancário de empréstimo. Para baixá-lo é só entrar na sua loja de aplicativos, pois ele é gratuito e disponível tanto para android quanto para sistema iOS . Importante: o aplicativo não realiza nenhuma movimentação financeira por você, ele somente tem acesso ao que você escolhe, conforme seus termos de uso, apresentar em termos de dados.

Para cuidar do corpo
Durante a quarentena, uma onda de aplicativos voltados à musculação vieram à tona. Essa é uma tendência que deve ser seguida e perpetuada mesmo quando toda a crise passar, pois ela democratiza a academia e torna os cuidados com o corpo mais acessíveis. Além disso, joga luz sobre esse tema tão importante.

Mas praticar exercícios físicos demanda ainda mais hidratação. O corpo humano necessita, em média, de 2 litros de água por dia. Se você estiver com sua musculação em dia, pode dobrar essa meta para 4 litros diários.

Um corpo bem hidratado mantém sua pele e cabelo igualmente hidratados, é benéfico para o bom funcionamento dos seus órgãos vitais, ajuda na diluição de gordura e sais minerais em excesso do nosso corpo, evita fadiga e dores de cabeça, entre outros muitos benefícios.

Como a quantidade pode ser alta para quem não tem o costume de beber água frequentemente, o aplicativo Hydro pode ser seu aliado nesse desafio. Apesar do nome em inglês, ele está inteirinho em português e é gratuito, tanto para iOS quanto para android

Além de calcular, com base no seu peso e altura, a quantidade de água aproximada que o seu corpo demanda, ele também traçará metas de hidratação que você deve atingir e te apresentará gráficos e estatísticas da sua evolução. Ele também oferece o sistema de notificações, que vão apitar em seu aparelho quando você deverá ingerir o líquido ao longo do seu dia.

Para cuidar da mente
Corpo e mente , como você já sabe, caminham juntos e devem estar em sincronia. Como já dissemos diversas vezes aqui no nosso portal, a meditação é uma prática milenar que ajuda a equilibrar os seus dois pilares e traz consigo ainda uma série de benefícios . Mas ela nem sempre é fácil, sobretudo aos que não estão acostumados a praticá-la.

Nessa matéria separamos algumas dicas valiosas que podem te ajudar nesse início. O aplicativo Medite.se tem como principal objetivo desmistificar a meditação e torná-la acessível a todos. Criado pelo brasileiro Tadashi Kadomoto, ele é gratuito, disponível para android e iOS e já conta com mais de 500 mil downloads.

A ideia é fazer de você o seu próprio personal trainer espiritual. Você conta com meditações guiadas, músicas próprias para a prática, estudos científicos que comprovam a eficácia do treinamento, gráficos da sua evolução, e ainda a informação de quantas pessoas meditaram junto com você naquele momento.

Para estudar e manter-se atualizado
Já sabemos: sua rotina é acelerada e provavelmente não comporta mais um curso, certo? Isso não é mais desculpas no século XXI. Você pode - e deve! - estudar onde e quando puder. Até porque, estudar pode te trazer propósito de vida. É para isso que iniciativas como o estudo a distância crescem e ganham cada vez mais força.

Nem mesmo aquele de línguas, que a tanto tempo você sonha em fazer, deve ficar de fora dessa. Existem vários apps que podem te apresentar novas línguas, ou ajudá-lo a praticar alguma que você já saiba, para não sair de forma. O mais antigo e bem avaliado de todos eles é o Duolingo .

Seu sistema é intuitivo e simples, fazendo com que o usuário rapidamente se encontre por ali e saiba mexer em pouco tempo. Seus módulos possuem um perfil de gamificação, ou seja, o uso de técnicas de design de jogos aplicados em seus ensinamentos, fazendo com que esse momento de estudo mais pareça uma partida de algum jogo qualquer, onde você conta com níveis e recompensas.

Ele ainda oferece sincronização com a sua conta profissional no Linkedin, permitindo o compartilhamento dos seus avanços no idioma para toda sua rede. Por fim, oferece inglês, espanhol, francês, italiano, alemão e esperanto. Baixe gratuitamente na sua loja de aplicativos android ou iOS e comece ainda hoje a brincar de aprender.

Gostou das nossas dicas? Lembre-se que todas elas podem te ajudar a avançar um passinho de cada vez rumo a uma vida mais plena, com seus pilares equilibrados, e assim, atingir bem-estar e porque não, longevidade. Compartilhe com a gente pelo Instagram sua evolução nesses e outros aplicativos. Iremos repostar na nossa conta @portalplenae e, assim, incentivar toda a comunidade a seguir o seu exemplo também.

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Coloque em prática

Por que dietas restritivas raramente funcionam?

Em Ted Talks, a neurocientista e escritora científica Sandra Aamodt explica como dietas restritivas afetam seu cérebro e porque elas não funcionam

10 de Agosto de 2022


Quem nunca tentou aderir a uma dieta restritiva, que atire a primeira pedra. Amplamente divulgadas, muitas delas são sugeridas, de forma irresponsável, ainda na infância ou numa idade jovem. Mas o fato é que dietas restritivas não são indicadas em nenhuma idade, para nenhum tipo de corpo.

E isso, quem está falando, é a ciência. Além de estressar o corpo e a mente, elas ativam circuitos cerebrais que deixam o indivíduo com ainda mais fome e mais propenso a ceder aos exageros. Ela é contraintuitiva, contra a natureza da nossa espécie e assusta nosso metabolismo. 

A neurocientista e escritora Sandra Aamodt comprovou isso de forma prática: testando nela mesma. Depois de anos testando as mais mirabolantes dietas, ela resolveu adotar o mindful eating, que te explicamos o que é neste artigo. Ou seja, passou a ouvir seus sinais internos de fome e saciedade e, para sua surpresa, perdeu 4,5 kg. 

Ela divide esse relato em sua participação no evento mais famoso de palestras, o TED Talks. O vídeo completo você confere aqui, mas separamos os principais insights a seguir! 

“Não importa o que eu tentasse, meu peso sempre voltava”

Nosso peso depende do quanto comemos versus quanta energia gastamos, isso é um fato. Mas, segundo a neurocientista, o que muitas pessoas não percebem é que esses dois fatores, fome e gasto de energia, são comandados pelo cérebro, em um processo inconsciente, em sua maioria - o que é ótimo, porque nossa consciência é facilmente distraída, como pontua ela. 


Sendo assim, nosso cérebro sempre sabe o quanto devemos pesar, em um cenário ideal, independente daquilo que conscientemente acreditamos - justamente porque esse pensamento consciente está atrelado a fatores sociais, pouco naturais. O hipotálamo é a região do cérebro que regula nosso peso físico, recebendo diariamente sinais químicos para ganhar ou perder, funcionando como um termostato. É ele que ajusta a fome, a atividade e o metabolismo para nos manter estáveis.

“Se perdermos muito peso, nosso corpo reage como se estivéssemos morrendo de fome

E isso se deve graças a esse “termostato” natural que temos no cérebro, mencionado anteriormente. É como abrir a janela de sua casa no inverno com o aquecedor ligado: não ficará mais frio, porque o termostato ajustará a temperatura do aquecedor para que mantenha a casa quente. É o que faz nosso cérebro, mas com o peso que ele considera ideal.

Se perdemos muito peso, ficaremos com fome e nosso músculo queimará menos energia para compensar. Ou seja, a academia não vai oferecer os resultados lá do comecinho, porque seu corpo estará em alerta para não perder mais pesos desnecessários.

“De uma perspectiva evolutiva, a resistência do nosso corpo em perder peso tem uma explicação”

Ao longo dos séculos, o alimento muitas vezes foi escasso, e nossos ancestrais dependiam de poupar energia para sobreviver. E recuperar esse peso de forma rápida assim que conseguissem alimentos também os ajudava a se prepararem para uma próxima escassez.

A fome, aliás, sempre foi um problema muito maior do que o excesso em uma perspectiva histórica. Nossa espécie passou por muito mais privação do que bonança. 

“O ponto ideal”

Apesar de rejeitar esse termo pessoalmente falando, Sandra o traz à tona porque se trata de um termo científico: é a quantidade de peso que o seu corpo te permite perder ou ganhar. E, para nosso choque, raramente esse valor foge de uma janela entre 4,5 kg e 7 kg. 

Isso quer dizer que não conseguiremos nunca perder mais do que 7 kg? Sim e não. Você poderá perder se estiver determinado, mas será uma luta interna grande e, provavelmente, eterna. Porque, por mais que você mantenha esse peso por décadas, a verdade é que seu cérebro estará sempre em busca de recuperá-lo, segundo a neurocientista. 

E justamente pelo fator histórico levantado no ponto anterior, é possível sim que o ponto ideal aumente, ou seja, que seu corpo passe a considerar um ganho acima de 7 kg bom. Mas dificilmente ele irá diminuir - e isso, sim, é muito injusto. O motivo, claro, é esse medo inconsciente constante da privação de alimento que nossos ancestrais vivenciaram.

“Comedores intuitivos X comedores controlados” 

Segundo estudos, aqueles que comem segundo seus sinais de fome e saciedade são menos propensos a ficarem acima do peso e passam menos tempo pensando em comida. Os comedores controlados, ou seja, aqueles que controlam sua alimentação segundo um “manual”, são mais vulneráveis a comer em excesso, influenciados por propagandas, tamanho das refeições ou gatilhos como bufê com comida liberada.

As crianças são especialmente mais vulneráveis a esse descontrole alimentar dentro de um ciclo de dieta. Estudos diferentes mostraram que garotas que começaram a fazer dietas ainda na adolescência são três vezes mais propensas a ficarem acima do peso cinco anos depois, mesmo que tenham iniciado com um peso “normal”.

Todos esses estudos descobriram que os mesmos fatores que provocam o ganho de peso também provocam o desenvolvimento de distúrbios alimentares. Um terceiro fator ainda estaria relacionado: ser provocado por familiares a respeito de seu peso.

“Você pode controlar sua saúde controlando o seu estilo de vida”

Cinco anos após uma dieta, a maioria das pessoas estudadas retornam ao seu peso anterior e 40% delas ganham ainda mais peso do que tinham. Isso nos leva a crer que o resultado típico das dietas é negativo a longo prazo. Mas então, o que fazer a respeito. “Minha resposta é: mindfulness”, diz Sandra. 

Isso não envolve necessariamente aprender a meditar ou fazer aulas de ioga, por exemplo, práticas sempre relacionadas ao mindfulness. Mas aplicar isso ao seu corpo, com o mindful eating. Lembra dele? Citado lá no comecinho deste artigo. Aprender a comer de acordo com os sinais que o seu próprio corpo envia. E isso envolve saber quando parar - #spoiler: não é preciso estar completamente cheio!

“Muito do ganho de peso vem quando se come sem estar com fome”, diz Sandra. Sentar-se para comer sem distrações, em horários regulares e em ambientes propícios são partes importantes da prática também. “Eu demorei quase um ano para aprender a ouvir meus sinais internos, mas valeu muito a pena. Eu nunca me senti tão confortável com o tema comida em toda a minha vida”, diz. 

É importante dizer que essa abordagem não necessariamente o fará perder peso, a menos que você tenha o costume de comer quando está sem fome. Mas a ciência até hoje não conseguiu cravar nenhuma outra abordagem que funcionasse com pessoas diferentes e proporcionasse uma significativa perda de peso. 

“Temos que encarar: se as dietas funcionassem, já estaríamos todos magros”. 

Por que continuamos a fazer as mesmas coisas, mas esperando resultados diferentes? É o que questiona, por fim, a neurocientista. Sua palestra se encerra levantando a questão não só da ineficácia das dietas, como também seus malefícios em casos mais severos: a obsessão pelo peso leva a transtornos alimentares, sobretudo em jovens, e isso pode custar até mesmo suas vidas. 

“Nos Estados Unidos, 80% das meninas com 10 anos de idade afirmam fazer dietas”, revela Aamodt. “Nossas filhas aprenderam a medirem seus valores com a balança errada”, diz. “E se ensinássemos a todas elas que comer quando se está com fome não tem problema? Que tal se ensinássemos a treinar seu apetite, e não temê-lo? Elas seriam mais felizes e, provavelmente, mais magras quando adultas. Eu gostaria que alguém tivesse me dito isso quando eu tinha 13 anos”, concluiu, sob aplausos.

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